quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pano de tabuleiro/bandeja bordado a hardanger

Este pano de tabuleiro já está pronto há vários dias.
São estas coisas que eu vou fazendo 
quando não tenho nada para fazer!
Esta foto foi para mostrar o tecido e a linha,
que comprei em Ponta Delgada, onde comecei o bordado.
 Depois de bordado e dos fios tirados, 
coloquei o bastidor para iniciar o hardanger,
que eu acho idêntico ao crivo, mas em ponto grande!
Há inúmeros pontos de hardanger, mas eu gosto deste...
porque é o mais fácil!...
 Ficou assim, numa foto tão escurinha...
mas mostra o trabalho que será para alguém colocar num tabuleiro,
quando quiser mudar o visual do fundo da xícara do chá,
às 5 da tarde. 
Hoje está frio em Coimbra!!!...

Um abraço de agradecimento para quem me visita, 
mesmo não deixando 1 comentário...
umzinho só... que eu tanto aprecio!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Camisola (blusa) de criança tam. 2 anos

Camisola pronta! Que tal?
Tricotei na máquina tudo o que aparece em meia,
ou seja, a frente, costas e mangas e fiz o resto com 2 agulhas.
Aqui a parte das costas depois de retirada da máquina.
Prendi com alfinetes para fotografar, pois fica enrolada.

Em baixo veem-se as argolas porque não fiz o revesilho na máquina,
que é muito diferente do manual.
Depois de enfiar as argolas na agulha, fiz o revesilho (1liga, 1 meia)
com 14 voltas e mais 3 (1meia, 1 malha sem tecer)
 para acabar com revesilho duplo, 
que é arrematado com uma agulha de coser.
Sobre este arremate, e se pedirem muito!!!...
poderei ensinar noutra edição.
Aqui, no meu reduzido cubículo de arrumos, 
com janela virada para a torre da universidade,
onde só cabe uma pessoa, além dos armários,
onde tenho a máquina e guardo as lãs,
estou a arrematar um ombro. 
Como podem ver, a máquina não é automática,
exigindo muito trabalho de braços e dedos.
A única vantagem é a rapidez.
As mangas estão explicadas na receita mais abaixo.
Todos os trabalhos que faço na máquina são assim descritos.
Como ando meio preguiçosa e pouco perfecionista,
vai mesmo o rascunho! 
E desde já informo que não sei explicar melhor!...
Depois de pronta, enfeitei-a assim!...
Ainda não vi a minha netinha com ela vestida,
mas sei que vai ficar muito bem 
na boneca lourinha de olhos verdes... que é a minha linda neta Clarinha!
POST SCRIPTUM:
"Entretanto a mamã mandou a foto à vovó, 
por isso aqui estou eu toda vaidosa... só um bocadinho!!!"

Até à próxima!
Abraços.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Casaco comprido de tricô para menina, tam. 1 a 3 anos

STOP SOS!!! 
OBRIGADA!
A minha querida conterrânea Nélia, do blog Magia do Crochet,
vai-me enviar o fio que me faltava.
De qualquer modo agradeço também às outras amigas
que se prontificaram a ajudar-me nesta hora difícil!!!...

Aqui vai um casaquinho que fiz há 14 anos 
para a minha neta mais velha.
Nessa altura o casaco ficava-lhe grande, ela só tinha 1 ano,
arregaçava mais as mangas, 
mas foi com ele vestido que aprendeu a andar,
repetindo o que eu lhe dizia "cudado, cudado..." para não cair!...
 O passo a passo está muito primitivo,
mas com a neta ao colo não consegui fazer melhor
e agora não me apetece substituir por outro mais perfeito.
Acho que vão entender mesmo assim tosco!
 Já não sei que fio usei, mas era grossinho, de meada da Brancal 
e acho que usei agulhas nº 5.
 Como podem ver tricotei-o todo em liga,
 por isso ele cresceu com o uso!
As mangas foram feitas depois de cosidos apenas os ombros,
usando o truque que é perfeito:
levantar as malhas com a ponta do fio para o lado esquerdo,
passar as malhas para a outra agulha
 e começar então a tricotar a manga.
Aqui os sinais vermelhos são também 2 malhas tricotadas juntas.
Só depois é que fecho as mangas e os lados do casaco.
 Dou as medidas em centímetros, 
mas quem quiser, ampliando as fotos, pode contar os pontos.
Em baixo, levantei as malhas para a gola, 
do mesmo modo que para as mangas.
Aqui os sinais vermelhos são aumentos de 1 malha escondida,
isto é, sem fazer buraco.
 O pormenor da gola e das mangas...
... para quem quiser contar os pontos.
 Tirinha colocada no fim e que deu uma certa elegância
ao casaco tão simples.
 Também fica bem assim.
.
Espero que tenham gostado, apesar de não ter nada de especial.
É muito fácil e rápido de fazer, é quentinho e veste muito bem.
AQUI poderão encontrar o excelente gráfico feito pela Izabel
e o respetivo modelo tricotado na perfeição.
Acho que ficou melhor do que o meu...
o que muito me alegra.
Assim já sabem onde ir ver a receita tão solicitada
e executada de forma perfeita.
Para a Izabel, mãos de fada, PARABÉNS e OBRIGADA.
ABRAÇOS.

domingo, 20 de novembro de 2011

SOCORRO... ACABOU-SE-ME O FIO!!!...

SOCORRO!!!... HELP!!!... SOS!!! (save our souls!!!)
QUEM É QUE ME DIZ ONDE POSSO ENCONTRAR 
1 NOVELO IGUAL A ESTE???
Comprei este fio onde já não há nem vai haver mais nenhum novelo igual!!! 
Quando comecei o casaquinho pensei ter visto 3 novelos... 
afinal tenho só 2... por confirmação do sr. dr. Alzheimer!!!
Só dei por isso quando encetei o 2º novelo e procurava no saco o 3º.
O tal psiquiatra alemão disse-me que desistisse...
mas eu não sou dessas... 
e decidi prosseguir lutando até alcançar o meu alvo:
1 simples novelinho... 2 será mais seguro!!! 
Ainda pensei colocar na frente o salmão ou o azul que tenho 
e que aparecem no novelo matizado,
mas acho que não vai ficar bem neste modelo de casaco. 
Também pensei que iria ficar mais pequeno,
mas depois de tanto trabalho não queria desmanchar.
Está a ficar tão bem... 
que decidi pô-lo de parte e tentar comprar 1 novelo.
Já procurei e... nada!
SÓ PEÇO POR FAVOR QUE, 
NUMA DAS VOSSAS IDAS A UMA LOJA DE FIOS, 
 ME INDIQUEM 
O NOME E A LOCALIDADE DA LOJA QUE O TEM
QUE EU DEPOIS TRATO DA COMPRA.
A não ser que alguém me queria ajudar de outra forma!...
Prometo que retribuirei a ajuda.
 OBRIGADA!!!
BEIJINHOS

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poncho de tecido (lã)... e 1 foto antiga

Desta vez fiz um poncho, coisa mais simples não há!
 Há dias fui à baixa e, no comércio tradicional,
encontrei à venda uns retalhos quentes.
Deitei logo a mão a 3 para, com eles, fazer 3 ponchos. 
Cada retalho 3 euros...
Neste abri um buraco e cortei à frente, debruei com lã, 
 dobrando meio cm mesmo com a unha e usando ponto baixo,
como nos cobertores antigos.
Coloquei uma aselha e um botão velho
encontrado na caixa destas relíquias
e agora é só levá-lo para Quiaios, para usar à beira mar,
por cima do fato de treino, nas caminhadas de inverno. 
 Não tem nada de especial e é facílimo!
Mesmo assim coloco aqui a receita, 
para quem quiser fazer um, sem ter trabalho com medidas. 
Ah! O meu marido também ajudou:
foi ele que desfiou  os fios castanhos da franja!  

Nas arrumações, encontrei esta foto que, há algum tempo,
trouxe dos Açores:
Eu, je, I, ich... quando era atriz de teatro!...
A peça chamava-se "Senhor Arnolf
e foi ensaiada pela minha Tia e Madrinha Cremilde, 
que foi uma competente, divertida e dinâmica professora do antigo ensino primário 
(hoje 1º ciclo do ensino básico).
A peça durava poucos minutos,
mas era muito engraçada e fez sucesso
em todas as minhas representações. 
O senhor Arnolf costumava ser o meu irmão Hugo,
4 anos mais velho do que eu,
mas quando tinha a agenda preenchida,
era substituído por outro ator, como desta vez!...
Que saudades!...

Abraços e obrigada por espreitarem o meu blog!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Casaco de tricô para bebé 0-3 meses, com PAP (já corrigido na 5ª foto)

Hoje vou mostrar outro casaco para o meu neto.
É um modelo completamente liso, que fui tricotando e fotografando.
Baseei-me num outro que fiz, mas este ficou diferente.
 Resolvi colocar o PAP nas fotos, porque acho ser mais fácil
para quem quiser copiar o modelo.

 Aconselho muita atenção para não esquecer
 ir fazendo as casas para os botões.
Por acaso, desta vez, não tive de desmanchar nada!...
 Espero que a fraca qualidade fotográfica não impeça a visibilidade
da explicação.
 Não preciso de dizer mais nada , porque está tudo nas fotos.
A foto seguinte foi substituída por ter um erro no PAP,
(em vez de 36+22+36 o correto é 52+22+52).
O erro foi detetado pela Maria João, num comentário. 
Agradeço a chamada de atenção...
e, para a próxima prometo estar mais atenta!






Utilizei 2 novelos do fio que mostro na 2ª. foto e usei agulhas nº 4.
Quero esclarecer que precisei de 3 agulhas
porque uma tem de ficar em espera numa das frentes, 
enquanto tricotamos a outra frente.
Se o casaco for para menina, as casas serão feitas no outro lado.
Desde que vi no youtube 
como unir fios sem se notar a emenda
tenho feito sempre assim, e fica perfeito.
Segui a 1ª. parte da dica que está aqui e que eu acho brilhante!

Estou ansiosa por ver o meu neto com este casaco!!!
Obrigada pelas visitas e pelos comentários sempre carinhosos. 
Abraço-vos!

sábado, 12 de novembro de 2011

Timor... há 7 anos

Sabendo que faz hoje 20 anos que houve o massacre no cemitério de Dili, em Timor, não podia ficar sem mostrar a minha solidariedade para com aquele povo tão sofrido, pobre, afável e bom, que eu conheci in loco.
E é de Timor Lorosae  e dos timorenses que hoje eu irei mostrar umas fotos.
Nesta avista-se a ilha de Ataúro, onde passámos um dia...
Tenho imensas... mas nem saberia escolher as mais bonitas, por isso acabo por mostrar as que estão ligadas ao que lá fomos fazer.




Há 7 anos eu estava aqui e foram-me contados 
episódios tão tristes... por que este povo passou. 
O meu marido foi dar colaboração na universidade e eu acompanhei-o.
Como não fui contratada... não pude usufruir da casa onde o meu marido podia ter ficado.
Durante os 3 meses que lá estivemos ficámos neste hotel que nos deixou imensas saudades.

Os quartos davam para este pátio, o ambiente era muito bomquase de campismo... mas era tudo muito asseado.
O lençol de cima era de elásticos... quando pedi um normal o gerente riu-se e disse que não tinha mais!
Mas mesmo com o ar condicionado eu não conseguia olhar para o edredom arrumado no armário... e pedi que o tirassem de lá!
A foto dos filhos e netos estava por cima dum paninho bordado pela neta mais velha, com 8 anos na altura.

Aqui o Fernando na sala de professores da universidade de Dili, onde eu, às vezes ficava a ler ou a preparar as aulas que dei às freiras canossianas.
Estas aulas de língua portuguesa foram mesmo "dadas"... ou antes, eu quis oferecê-las a este povo encantador. 
Aqui os alunos de economia, com o professor ao meio.
Aqui as minhas alunas, as irmãs canossianas ansiosas por saber falar português. E ficaram até com o sotaque micaelense!!!...
Um grupo de estudantes do colégio das mesmas canossianas.
Pelo caminho um dos muitos edifícios onde se viam ainda os efeitos da guerra desvastadora.

Mas as crianças sorridentes chegavam-se a nós e gostavam de nos ouvir e observar.
Não falavam português... repetiam o que lhes perguntávamos!...
Um grupo de meninos... alguns eram familiares de membros do governo.



Esta linda menina de Dili hoje terá 12 anos.
Esperto... com ar de muito inteligente, 
qual será o futuro deste menino?
E esta menina... com ar alegre e meio envergonhado...
Este parece muito cauteloso... estava perto da universidade... deve querer estudar para ajudar o seu país!
À frente vê-se a Madre Guilhermina, responsável máxima das canossianas em Dili.
Foi no dia em que as meninas me fizeram uma festa de despedida e de agradecimento pelo que fiz pela comunidade canossiana.
As noviças compuseram letra e música de uma canção que me dedicaram e que cantaram, deixando-me em lágrimas!
Tenho-a gravada e já hoje a ouvi, mas não sei colocá-la aqui.
Ofereceram-me um lindo pano bordado a ponto de assis.
Fiquei muito emocionada!

A praia da areia branca, onde íamos ao banho nas horas vagas.
O taxista levava-nos e ia buscar-nos, pontualmente, à hora combinada.
Sempre que tínhamos oportunidade comíamos gambas com alho... no restaurante mesmo na praia.
Palavras para quê? Já viram que também bebíamos cerveja... mas o marido quase deitado no chão... foi truque da fotógrafa... que quis usar o disparo automático evitando que o copo interferisse na pose!!!
E foi assim que regressámos... num pôr do sol maravilhoso, não digo único, porque o de Moçambique também era lindo!...
Entretanto, nas férias da páscoa, fomos 10 dias à Austrália, mas isso fica para outra edição!


Um abraço.