terça-feira, 3 de setembro de 2019

Vestido de tricô e tecido

Na onda de acabar com restos de fios, estes de algodão,
surgiu este vestido para a minha neta Beatriz.
Muito simples, inspirei-me na net, 
que mostra imensos modelos como este que reproduzi.
Apenas comprei três bocadinhos de tecido
que apliquei em três barras, tendo a última uma nervura
para desmanchar quando o vestido ficar curto.
Sim, uma nervura... uma prega! 
Era o que a minha mãe fazia nos meus vestidos
que duravam muitos anos.
E por aqui as roupas ainda continuam a durar muitos anos, 
porque não sou muito dada a modas, mas sim a conforto.
E agora até fico bem contente
quando visto uma peça com muitos anos
e digo bem alto: ainda me serve!...
 Amanhã segue comigo, de avião, para o seu destino!
As opiniões deste lado foram favoráveis!
O que acham desse lado?



Por hoje despeço-me com o meu habitual
ABRAÇO!

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O meu casaco de croché

Só hoje acabei este casaco!
Deu algum trabalho, principalmente porque o tive de adaptar
depois de observar inúmeros modelos na net.
E não ficou igual a nenhum dos que vi!
Já estava pronto, mas aguardava a minha vontade
de fazer assentar bem as mangas!
Da cava da manga até ao ombro fiz e desfiz umas sete vezes!
Mas hoje acabou por ficar bem... e pronto a vestir!
O ponto não podia ser muito elaborado por causa das cavas
e do decote.
Tive de arranjar um motivo que desse para apertar
ligeiramente na zona da cintura. 
De contrário eu iria parecer ainda mais gorda do que sou!
Sim, porque este lindo casaquinho é aqui prá menina!
Refiro-me a menina (eu!)... por ser cor-de-rosa!
Podia-me dar para pior!...
A seguir mostro a parte que me deu uma trabalheira:
 Não vai levar botões nem atilhos. 
Vai ser fechado com um lindo alfinete desenhado por mim.
Mostrá-lo-ei no corpo da dona, noutra publicação.
 Não tem receita, mas dá para copiar pelas fotos.
E, se gostarem, podem copiar à vontade. 
Foi feito de uma vez até às cavas.
Depois fiz as costas e, por fim, as frentes.
As mangas foram surgindo até à tal parte difícil!
Tive de apontar como fiz, para memória futura.
Não vá alguma descendente pedir uma coisa destas!
Acham que o meu casaquinho ficou giro? 
Aguardo a vossa opinião.
UM ABRAÇO

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Vestido de tricô para bebé - tam. 1 - 3 meses

De vez em quando apetece-me brincar!
Vai daí...
tricotei este vestido com uns restinhos de algodão
que tinha aqui em casa, sem destino. 
Sem destino está agora também o vestido,
que servirá a alguém... algum dia!...
Não tem receita!
Mas dá para copiar pelas fotos de pormenor.
Foi sendo feito a eito, metendo algumas cores
e outras bordando depois de pronto.
Só sobrou um pedacinho do rosa vivo,
que já nem dá para sapatinhos!
Espero que gostem deste tricô de bonecas!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Casaco de tricô para bebé 1 - 3 meses

 Tenho estado muito calada... mas ando por aqui!
Sem pensar sequer em pegar em lãs para tricotar,
 meti nas agulhas o resto de algodão que tinha e resolvi tricotar este casaco.
Não sei para quem será e ainda pensei ir fotografando e escrevendo a receita,
mas fiquei pelo pensamento!
Ainda mostrei o começo, 
mas depois levei o trabalho a fim de semana... e esqueci-me do resto!
É um casaquinho básico, todo em liga, começado por uma manga
e tricotado a eito até ao decote. Aí já sabem como é:
fazem-se 14 mates ao meio e tricota-se uma parte das costas,
deixando as malhas da frente em stand-by num alfinete. 
(As costas ficam com mais 4 malhas do que a frente, para o decote.)
Pega-se nas malhas do alfinete e tricota-se a frente (esta foi às riscas).
Nesta fase deixa-se o trabalho e começa-se a outra parte das costas, 
não esquecendo as casas e, na devida altura, 
juntam-se as malhas da frente, lançando 14 malhas no meio.
Tricota-se o mesmo número de carreiras do lado oposto, 
matam-se as malhas de cada lado das mangas 
e conclui-se o casaco tricotando a 2ª manga.
Os revesilhos foram feitos em canelado 1x1.
Usei este fio que tinha aqui em casa e agulha 4,5.
A receita foi feita agora aqui no joelho!...
No entanto poderei esclarecer quaisquer dúvidas logo que possível.
A tirinha solta, atada com um botão, torna o casaco mais elegante.
O que acham?
 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Túnica

Fiz esta túnica num bocadinho da tarde de hoje.
Comprei o tecido sob orientação da minha segunda neta, isto é, a minha neta é que escolheu, numa ida de ambas à Baixa de Coimbra.
É aqui que faço as minhas compras, fiel ao comércio tradicional.
Nestas lojas temos atendimento personalizado e acabamos sempre a conversar com quem já nos conhece e nos atende com muita simpatia. 
E despedimo-nos como amigas,
aos beijinhos... trocando acenos entre sorrisos!...
 
O modelo - sempre igual - é de fácil e rápida confeção!
Basta colocar uma túnica em cima do tecido e cortar.
Logo a seguir é toda chuleada, ficando o chuleio a servir de bainha nas mangas e no tronco...
 ... e cosendo apenas a tira de viés no decote.
 Aproveitando o bom gosto da minha neta comprei mais dois tecidos que irão ter igual fim noutros momentos dedicados à costura.
São tecidos muito frescos, que secam rapidamente e não precisam de ser engomados.
São ideais para viagens. 
É assim que vou variando
com pouco gasto, muita frescura e, principalmente, muita simplicidade!
Hoje foi isto e chega! De manhã tinha feito outras tarefas; agora vou descansar!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Bolo lêvedo - tradicional dos Açores


O Bolo Lêvedo é tradicional das Furnas, 
na ilha de São Miguel dos Açores.
É uma coisa que tem de haver lá em casa, 
sempre que vou à minha ilha.
Como-o ao pequeno-almoço e ao lanche. 
Sendo adocicado, não o substituo pelo pão, 
que lá também é muito bom. 
Os meus descendentes também são grandes apreciadores destes bolos, tanto que, quando vou à minha terra, trago sempre uma boa quantidade deles para distribuir por todos.
Os bolos lêvedos das Furnas são únicos!

Confesso que há muito tempo não pegava nesta receita, pois a última experiência não tinha corrido muito à maneira! 
Desta vez safei-me bem!
Aqui vai como fiz na máquina do pão:

2 dl de leite morno
20 g de fermento de padeiro
2 ovos batidos 
550 g de farinha de trigo
125 g de açúcar
125 g de manteiga mole

Por esta ordem coloquei tudo na cuba da máquina, 
no programa de pão branco.
Deixei levedar a massa na máquina, durante 1 hora. 
Retirei-a depois e fiz umas bolas, enfarinhei-as, achatei-as e coloquei-as num tabuleiro a levedar, cobertas com um pano, durante mais 1 hora. 
Coloquei os bolos numa chapa de ferro, já quente, 
e cozi-os em lume brando, virando-os dos dois lados.
Ainda morno, comi um barrado generosamente
- diria impiedosamente -
com manteiga de São Miguel!

O Bolo do Caco, da Madeira, é cozido do mesmo modo, 
mas a receita é outra.
Os tradicionais bolos lêvedos devem ser cozidos numa sertã de barro não vidrado, 
mas na falta dela, uma frigideira antiaderente serve.
Fiz as quantidades aqui mencionadas,
mas congelei metade da massa
para fazer mais bolos noutra altura.
Ficaram assim:

E como hoje é o dia feriado de Coimbra, 
dia da Rainha Santa Isabel,
deixo-vos a minha Rainha-Santa, padroeira da cidade onde moro.
UM ABRAÇO

terça-feira, 2 de julho de 2019

Uma boa sopa de peixe

Cozinhar para dois é fácil...
principalmente quando ambos gostam de tudo!
E gosto imenso de cozinhar...
com gosto redobrado para quem aprecia os meus cozinhados!
 Esta foi a sopa que fiz há dias e vai aqui a receita:

Colocar a cozer:
1 boa posta de pescada (congelada)
4 dentes de alho
3 folhas de louro
sal.

Levar ao lume e deixar refogar:
  3 colheres de sopa de azeite
1 cebola média picada
4 dentes de alho
1 tomate

Juntar ao refogado:
  10 cm de alho-francês
10 cm de curgete sem casca
1 batata média
1 cenoura
1 colher de sopa de flocos de aveia
e a água de cozer o peixe, coada.

 Triturar tudo, depois de cozido,
e juntar o peixe desfiado, um pouco de salsa ou coentros
e um cálice de vinho do Porto.
 
Gostam de sopa de peixe?
Esta ficou muito boa!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Pudim de Yorkshire (Yorkshire pudding)

Copiei a receita do Jamie Oliver, que está:
E desta vez não fiz alteração nenhuma! Segui à risca!
Mas como fica uma coisa assim para o desenxabido...
embora se coma muito bem à laia de acompanhamento,
da próxima vez farei a minha versão... doce ou salgada!
Destes comemos ao lanche alguns com compota de araçá 
e outros sem nada, ao jantar.
Ficam muito fofos.
 Fiz a compota nos Açores, numa bela colheita de araçás
do quintal da nossa casa. Ralei-os.
 Não resisti a mostrar-vos todas as garfadas desta delícia!
É das coisas mais simples de fazer, 
mas temos de seguir as indicações sem batotas!
Experimentem! 
Vão gostar... 
a menos que sejam intolerantes ao glúten e/ou à lactose!
UM ABRAÇO

terça-feira, 18 de junho de 2019

Manta com quadrados de croché

Acabei uma manta com restos que andavam por aqui.
Para ficar um pouco maior tive de comprar uns novelos
e assim fiquei com mais uma manta a juntar a tantas que já fiz.
Só não a porei a uso no próximo inverno
se, entretanto, algum descendente a cobiçar!
Ordenados os 40 quadrados, acabei por tecer mais dois
 para a manta ficar com 1,50m x 1,30m.
Uni-os assim, reforçando os cantos.
No final ainda fui comprar mais fio verde para debruar assim:
A nossa amiga Nina mostrou um quadrado muito bonito,
que eu copiei, mas ficará, por agora, guardado em arquivo. 
Exigia esta combinação de cores para ficar bem.
Tendo eu restos de muitas cores,
apliquei apenas os buracos no meu quadrado!
Claro que este outro é muito mais bonito, 
mas, para fazer assim a manta, teria de comprar fios.
A ideia era acabar com restos... e acabei!
Fica aqui o quadradinho sugerido pela Nina,
para quem quiser fazer um trabalho lindo.
O meu ficou menos vistoso... mas, no próximo inverno,
irá aquecer alguém com o carinho que deixei em cada ponto!
UM ABRAÇO

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Camisolas de tricô

Usando restos de fios, tricotei para mim estas duas camisolas 
há uns bons trinta anos!

Nunca me desfazendo de roupas que ainda estão boas,
independentemente de modas,
e havendo lugar no sótão, para onde encaminho tudo o que,
a seu tempo,
será apreciado por alguém que sobe a íngreme escada,
chega o dia em que esse alguém, do velho... faz novo!
Agora, depois de tanto tempo,
e depois de terem sido usadas pelas minhas filhas,
esta netinha decidiu usar estas relíquias!
A mais garrida faz parte do grupo a que eu chamava
camisolas malucas...
como dá para ver na mudança das cores!
A outra já obedece a uma norma mais séria!...

É assim que mostro hoje estas duas relíquias
que habitaram o sótão por uma longa temporada,
reaparecendo agora noutra geração  que,
como a avó, aproveita o que ainda está bom
e não muda só porque sim!
UM ABRAÇO