sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pastéis de nata

Fiz estes pastéis de nata há alguns dias 
e como souberam a pouco... (uns míseros 29...!), 
repeti a receita (a dobrar!!!)... 
para os lambareiros que vieram a fim de semana!... 
Segue a receita para quem quiser fazê-los:
Para o creme:
5 dl de natas
8 gemas
2 colheres de chá de farinha de trigo
200 gr de açúcar (eu usei só 150 gr)
casca de limão (eu deitei também raspa)

Misturar tudo e levar ao lume até levantar fervura.
 
Usei massa folhada de compra e forrei as formas.
 Deixei arrefecer o creme e coloquei-o nas formas.
 Foram ao forno a 250º,  porque o meu não dá mais...
 ... e ficaram assim...
 ... simplesmente deliciosos!
Na segunda leva fi-los maiores,  igualmente deliciosos, assim:

 As quatro fotos seguintes foram retiradas do livro 
Cozinha Tradicional Portuguesa, 
de Maria de Lourdes Modesto,
para vos mostrar como se forram as formas
com a massa folhada
Esta receita é muito boa e os pastéis ficam deliciosos!
UM ABRAÇO

terça-feira, 26 de abril de 2016

Encontro com amiga virtual

Tenho andado afastada de blogosfera... por uma causa muito boa: uma amiga virtual que veio do Brasil com o marido visitar Portugal e passou por Coimbra. Não poderia deixar de marcar um encontro... de modo nenhum! A nossa amizade virtual foi breve: apenas umas visitas da Rosinha ao meu blog para apreciar trabalhos manuais de que ela também é praticante!... 
Os novos amigos são um casal tão simpático, meigo, inteligente, divertido, bom... e apenas enumero algumas qualidades! São aquelas pessoas que têm de fazer parte da nossa vida e todos nós, os quatro, sentimos uma empatia logo no nosso primeiro encontro! Juntos passeámos, rimos, conversámos, comemos e fizemos aquela amizade que nos irá unir para sempre! Se há amor à primeira vista... neste caso foi amizade no primeiro instante! Até parece que já nos conhecemos há muito tempo... e só estivemos juntos 2 dias!... 
Estes amigos estão agora a visitar o norte do país, mas penso que ainda nos iremos encontrar no Algarve... onde irei passar uma semana de férias marcadas já há algum tempo. Se assim não fosse, ficaríamos de bom grado a passeá-los nos dias que têm sem agenda!...
Com permissão, ilustro apenas um pouco do que foram dois dias muito agradáveis, na companhia de boas pessoas.
Começando pela selfy de que sou grande fã! 
Os estudantes, sempre com algum pretexto para festejar,
fazem voar alegremente as capas do traje académico.
 No pátio da Universidade:
No Arco de Almedina:
Na baixa de Coimbra:
 Na minha casa, um disparo automático,
para perpetuar o chá ao fim do ótimo dia juntos!
 Houve outros motivos para a minha ausência neste espaço,
mas este encontro com amigos foi o mais importante.

No passado dia 19 foi o meu aniversário! 
Uma bonita idade, 69 anos, 
e o 47º. aniversário do nosso casamento em 1969! 
Nesse dia apaguei 22 velas!!!
No mesmo dia, 47 anos depois, estamos assim:
Mesmo ausente, recebi visitas e comentários das pessoas
que nunca se esquecem de mim! Fico muito contente!
Não visitei blogues, confesso, 
mas irei retomar a minha rotina já hoje.
Peço desculpa a quem comentou e eu não respondi!
O facebook é mais fácil de gerir no telemóvel!...
Irei deixar algumas publicações agendadas
e, entretanto, vou ver se alguém cá de casa de ajuda
a lidar com o blog através do celular!!!
UM ABRAÇO

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Casaco de tricô para bebé tam. 1 - 3 meses

Tenho andado ausente do blogue, mas tinha este casaco pronto,
a aguardar oportunidade de o mostrar aqui.
Desta vez foi publicado primeiro no facebook!
É quase igual a um que já mostrei aqui
mas neste usei um fio mais grosso, 
por isso ficou ligeiramente maior.
É um modelo muito simples e muito fácil...
que acompanha o crescimento do bebé!
Se for lavado e tratado com cuidado, 
servirá ao bebé por mais tempo.
É por isso que gosto de tricotar modelos assim simples,
em ponto de liga ou musgo.
Espero ajudar as avós que, como eu, gostam destes trabalhos!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tempura de filetes e salada com couscous/cuscuz

Hoje o almoço foi assim:
Faltavam 15 minutos para a hora do almoço
e ainda só estava pronto o creme de legumes... de ontem!
Eu tinha descongelado filetes, que depois temperei normalmente
com limão, alho e sal.
Mas andei a cirandar e pensava que era mais cedo.
Eu gosto muito de cumprir regras e sou rigorosa na pontualidade,
entre outras coisas!
Cá em casa é assim:
almoço à 1 hora, lanche às 5 da tarde e jantar às 8 pm! 
Como regras que são, têm exceções:
o pequeno almoço é à hora a que cada um acorda e o prepara 
e durante o dia cada um depenica quando e o que quer!
Voltando aos filetes: eu ia fazê-los normalmente
(passando-os por farinha  e ovo antes de os fritar)
quando me lembrei da tempura comprada há dias!
É do Japão? Não! Foi levada para lá pelos portugueses,
que faziam peixinhos da horta.
Eu sei fazer tempura: 
farinha, ovo e água gaseificada ou cerveja bem frescas,
mas esta vem preparada, foi só misturar água bem fria. 
 Tendo envolvido os filetes neste polme mergulhei-os no óleo quente.
(Aqui haverá gente a ficar arrepiada... ai, são fritos... não posso!)
Deixemo-nos de exageros: uma vez por outra temos de 
dar algum trabalho ao fígado! Amanhã andamos 5 Kms...
para transformar a gordura em músculo!!!
 Arroz? Não! Levava mais tempo a cozer.
Optei pela solução rápida: couscous de milho em 5 minutos,
temperados com uma colher de café do que encontrei
num frasco: molho de manga e caril.
Entretanto piquei e temperei com limão e azeite:
pepinos pequenos, alface, pimento e cebola.
 Misturei tudo.
 Os filetes estavam bem escorridos de gordura
 e o prato ficou assim!
Não é nada delicado rapar o prato...
também não se deve deixar a comida nele!
Não rapei e não deixei nada!
Acontece que estava mesmo muito bom!!! 
Ah! Almoçámos à 01h e 20m!
 Espero que entendam o modo de preparar a tempura!!!
Segue a tradução dos ingredientes... única tradução!!
Como ainda escrevi isto no dia 13, hoje não há um abraço!
UM BEIJO

domingo, 10 de abril de 2016

Sopa de grão-de-bico e milho com urtigas

Fiz uma rica sopinha com urtigas: 
primeiro coloquei água na panela e depois os ingredientes básicos duma sopa - cebola, alho, aipo, alho-francês, curgete, cenoura - e os que estavam já demolhados: o grão-de-bico e o milho. Deixei cozer em lume médio e uns minutos antes de triturar deitei duas mãos cheias (ui!!!) de folhas de urtigas. 
No fim um pouco de azeite. 
Só vos digo que estava mesmo boa e ninguém adivinharia que era de urtigas!
Aqui vão as fotos:
 Eram tantas as urtigas que sequei algumas à sombra
para depois as cortar e guardar num frasco para fazer infusões.
 A sopa
 ficou assim... e pouco mais comemos!
 O excesso do grão e do milho já cozidos,
foram guardados e deram para outra sopa.
Eu já tinha ouvido dizer que as urtigas eram comestíveis e antigamente até as davam a quem tivesse anemia e falta de apetite. Há muito tempo fiz sopa com urtigas dos vasos daqui das minhas varandas, mas com muito poucas. Desta vez resolvi fazer uma pesquisa na net e encontrei uma vasta gama de receitas desde a simples infusão, ao esparregado, à tarte, ao pastel, à sopa e sei lá que mais! De véspera eu tinha posto de molho grão-de-bico e milho descascado para fazer uma espécie de cachupa à moda de Cabo Verde (que é com feijão e não  com grão!). No dia seguinte iria comprar pé e orelha de porco para fazer o saboroso prato. Mas fui fazer uma caminhada no Choupal, vi tantas urtigas tão verdes e viçosas e com elas enchi um saco de plástico. Quanto às mãos... bem: trouxe, conscientemente, uma danada comichão na mão direita! Dizem que faz bem ao reumatismo... mas eu não sofro de reumatismo! Quanto às partes do porco... desisti!!!
Com o que guardei fiz a sopa de hoje, com couves e nabos.
Façam a experiência! 
As urtigas são gratuitas e boas para a saúde!!!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Manta com quadrado perfeito em tricô

Há muito tempo que andava para fazer um trabalho com este
quadrado perfeito, mas só agora me decidi. 
Tinha por aqui uns restos de fios um pouco mais grossos
sem saber o que fazer deles. 
Em croché iria ficar um trabalho muito espesso. 
Em tricô, e com este ponto de liga (musgo), está a sair bem!
A espessura dos fios em stock não é toda a mesma,
mas resolvo o problema tricotando dois juntos.
Estou a uni-los à toa quando tenho alguns prontos,
cosendo-os, uns pelo direito, outros pelo avesso.
Esta servirá para cobrir os joelhos quando estou no sofá,
substituindo as que já estão a ficar velhotas.
 Tirei o modelo do youtube, 
mas todos os quadrados eram iniciados como o que mostro
na foto seguinte. Número ímpar de malhas... etc...
Faço este quando tenho fio suficiente para completar um.
 Mas quando tenho pouco fio, começo por 1 ponto.
Assim dá um quadradinho, como mostro a seguir:
Já tenho uma manta com 7x5 quadrados perfeitos...
mas não tão perfeita como eu desejaria!
A vantagem é que quase não olho para o que faço
enquanto vejo TV ao serão.
Não tenho vontade de acabar o casaco que tinha entre mãos
e agora já não lhe pegarei, apesar da fria primavera.
Com o calor gosto mais de bordar e tenho planos para
Richelieu e Hardanger. 
Se os concretizar darão um futuro post.
UM ABRAÇO

terça-feira, 5 de abril de 2016

Lasanha de carne com curgete

A massa engorda! A batata engorda! O pão engorda!
Será que tudo engorda?
Não!!!
O que engorda é a quantidade que se come, toda a gente sabe!
Gosto muito de pratos do forno e este foi para aproveitar os restos do assado da perna de peru. O segredo está nos temperos da perna! Além do sal, alho, colorau picante, limão, mel... acrescentei cardamomo, cominhos e mais uns pozinhos exóticos! Estava delicioso, todos acharam, mas sobrou. Guardei com o molho e depois piquei para fazer uns pastéis. Ao abrir o frigorífico deparei com uma grande e linda curgete e mudei de ideias. Tinha visto algures na TV um prato deste género, mas eu já não escrevo as receitas. Quando vejo penso que me irei lembrar mais tarde, mas de facto no momento de me lembrar... não me lembro!!! Só sei que a curgete era finamente fatiada.
Então vamos à receita:
levar ao lume:
azeite
cebola
alho
pimento verde, vermelho e amarelo
 Picar a carne. Para estas coisas eu prefiro a carne picada assim,
em vez de a despedaçar na trituradora elétrica.
 A curgete amoleceu um pouco no vapor,
(eu estava a fazer sopa e a curgete foi por cima das couves)
 Deitar 1 colher de sopa de farinha, 
 a carne picada,
 e um pouco do molho do assado.
 Mais um pouco de farinha de trigo para engrossar.
 Untar a travessa com um fio de azeite e colocar a curgete, 
cobrir com uma camada de carne,
 1 camada de fatias muito finas de pão (este era alentejano),
 queijo Terra Nostra (flamengo) fatiado,
 e repetir as camadas.
 Entretanto já estava preparado o molho béchamel, que,
 além do leite, levou também um pouco do molho do assado,
 com que cobri o preparado.
Foi ao forno com queijo de S. Jorge raspado 
e polvilhado com pão ralado
 Servido assim só com alface e azeitonas estava muito bom.
O tempero do peru assado e o respetivo molho 
fizeram toda a diferença neste prato, tornando-o realmente
saboroso. 
UM ABRAÇO