quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Trabalhos para acabar...

Há muito tempo que não mostro os meus trabalhos manuais,
tema principal deste blogue e agora um pouco votados ao abandono.
Ando preguiçosa, distraída, desmotivada, triste, contente...
felizmente tudo em doses desiguais!...
Algures aqui referi que estava tricotando um saco e há dias
uma amiga perguntou-me por ele.
É verdade, vi-o, gostei e decidi reproduzi-lo, 
mas não tenho pegado nele, por isso, irei mostrá-lo como está:
 Encontrei este modelo, sem gráfico nem receita, AQUI
O meu fio, comprado na Brancal, é mais fino, 
mas outro que vi mais grosso era de pior qualidade.
Não sei se conseguirei dar-lhe este toque...
mas irei tentar!
Entretanto, quando o calor ainda não era excessivo,
fui unindo os quadrados da minha garrida manta de tear.
Ficará assim, mas ainda faltam algumas carreiras
que só serão acabadas no outono.
 Nessa altura farei um picô em croché, sobre o qual
aceito sugestões!!!
 Cá em casa acharam que eu precisava de mudar de telelé...
com mais acessibilidades, mas o meu filho disse que eu também
podia telefonar com ele!!!
 Sugeriu que eu lhe fizesse uma capinha de croché
e assim nasceu a sugestão dada.
 Ainda não está pronta, mas agora ao serão acabo.
 Depois disto vamos dar um passeio com um casal amigo.
Iremos de carro até ao sul de França... sei que vamos gostar.
O programa é bom e tudo o que vamos visitar é muito bonito. 
A companhia é excelente... tudo indica que
vai ser muito bom!

Os comentários ao meu post do 7º. aniversário, 
aos quais eu respondi aqui mesmo no blogue,
foram também enviados individualmente a quem mos enviou.
OBRIGADA!
UM ABRAÇO


terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Se alguém quiser espreitar...

... coloquei AQUI, no meu outro blogue, um post sobre o meu pai, 
que faleceu há 49, neste dia.

UM ABRAÇO

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Doce de melão

A compra de um melão é igual à de um bilhete da lotaria!
Nunca sabemos o que vai sair.
Dois dias antes havíamos comprado um que era uma maravilha.
O do dia seguinte foi uma desgraça!!! 
Mas não foi para o lixo, não! 
Cortei-o aos bocadinhos para dentro da panela, 
juntei-lhe 1 colher de sobremesa de canela em pó e 2 paus de canela
 e cobri-o com 1kg de açúcar. Lume com ele!
Quando cozido (transparente e loirinho), triturei-o
e deixei-o ao lume até fazer o ponto desejado,
durante uma boas 3 horas no 4 do fogão elétrico,
mexendo de vez em quando. 
Os testes do ponto desejado são feitos num pires
com um bocadinho do doce que vai ao frigorífico para arrefecer e ver se faz a tal estrada.
Há dias a minha querida amiga Márcia do blogue Prata da Casa
deixou-me um comentário muito engraçado no doce de amora.
Dizia que a mãe achava que o doce estava pronto quando cheirava a doce!
É realmente isso mesmo:
cheira a doce quando está no ponto certo!
Aconselho uma visita ao blogue da minha conterrânea Márcia,
recheado de deliciosas receitas e excelente uso da
língua portuguesa, 
às vezes tão mal tratada!!!
Só vos digo que o doce do tal melão que mais parecia um pepino 
ficou mesmo muito bom: quem o provou aprovou!
UM ABRAÇO

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Doce de amora

Hoje vou mostrar-vos o doce (compota) que fiz com amoras silvestres, colhidas por mim e pelo meu marido. Apanhei tantas que até fiquei com a mão direita arranhada dos espinhos das silvas.
Para fazer o doce só tive de lavar as amoras, deixá-las em água, depois juntar-lhes o açúcar, a olho, e deixar macerar por uma hora. Já ao lume, fui mexendo de vez em quando, desta vez triturei com a varinha mágica (ficaria melhor com o passe-vite, à moda antiga…) e deixei fazer o ponto desejado, mexendo para não pegar no fundo. Ficou muito bom… apesar das grainhas!
 Aqui deixei as amoras em água, cerca de 20 m, para amolecerem.
Aqui estão a macerar, para ficarem mais doces e macias. 
Aqui já estão a ferver e ganham esta linda cor.
Fase em que as triturei:
E aqui já estão no ponto certo, que fui testando ao longo da confeção.
 
Para quem não conhece, informo que Quiaios é a praia a norte da linda cidade da Figueira da Foz (foz do rio Mondego que passa em Coimbra!) e fica na sopé da serra da Boa Viagem. Aqui, onde temos estado, podemos ir à ótima praia detentora de bandeira azul e podemos também desfrutar de passeios por entre as  matas de pinheiros e eucaliptos da serra. 
Nas zonas de arbustos apanhámos estas amoras, com vontade de voltar quando as que ficaram, ainda vermelhas (verdes!) estiverem maduras (pretas!).
Ao lanche, soube bem uma fatia de pão com doce e 
queijo de S. Jorge. 
Ainda deu uma boa quantidade! Ficou barato... 
o mais caro foram os arranhões, que já passaram! 
Feito com as amoras dos Açores, fica melhor, 
porque as amoras da minha terra são muito melhores!!!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

7º. aniversário deste blogue

Faz hoje 7 anos que editei, pela primeira vez, uma mensagem aqui no blogue.
Foi o casaquinho de bebé que eu sempre mais gostei de tricotar e de que já fiz umas boas dezenas, para os filhos, netos e amigos acabadinhos de nascer!...
De início não mostrei a receita, eu era inexperiente nestas andanças... não sabia que iria ter sequer algum sucesso... mas depois das solicitações fui aprendendo a explicar como fazer o que aqui mostro.
Antes do blogue pertenci a um grupo de amigas do bordado hardanger, de amigas com quem criei laços de grande amizade. Chegou a vir, com o marido, uma amiga de Florianópolis. A juntar-se veio outra amiga de Mirandela e foi um dia de boa confraternização.

Depois veio o blogue... para ensinar o que sei, aprender com quem sabe, ler o que gostam de contar, escrever para conversar e, principalmente, desenvolver amizades virtuais, algumas das quais já são reais e cada vez mais chegadas.

Tenho mostrado aqui um pouco de tudo o que faço: tricô, croché, bordados vários (hardanger, richelieu, matiz, bainhas abertas, cruz,  jugoslavo/vagonite), desenho a lápis de carvão, retalhos, costuras, culinária... só ainda não mostrei a minha vertente de pianista, que neste momento está a ser prejudicada por tendões desgastados/envelhecidos, que me inibem de tocar como já, razoavelmente, soube! 

Mas o mais engraçado de tudo o que por aqui até hoje aconteceu foi a vinda de uma jovem, que acompanhou a sua mãe, amiga blogueira do Brasil, numas férias em S. Miguel, nos Açores. 
Houve uma química entre a doce menina e o meu querido primo, que se prontificara a ir buscá-las ao aeroporto. O priminho estava de férias e eu precisava de quem me levasse a recebê-las no aeroporto. A brincar, fiz-lhe a proposta... e ele, a sério, aceitou!  Mal sabia eu que o meu belo primo e a doce e linda menina iriam cair de amores! Depois de algumas peripécias... e decorrido algum tempo, a linda jovem viajou de novo até aos Açores e agora faz parte da minha família: é minha prima!...

Agora não tenho andado muito ativa em termos de exibição de trabalhos manuais. Ainda assim, e apesar das poucas publicações, tenho recebido, para meu espanto, muitas visitas, algumas das quais deixam generosos comentários, que me têm ajudado muito nesta minha atividade de blogueira.
Não sei até quando estarei por aqui, mas enquanto puder, irei mostrando o que for fazendo. 
No outro blogue era suposto escrever... para isso preciso de estar motivada e, ultimamente tenho andado abatida, triste com a perda da minha mãe e com a falta de saúde do meu irmão. 
Às vezes estou mais animada e rio para não chorar!...
Para todas as pessoas que aqui me têm feito companhia
vai o meu reconhecimento, o meu sorriso e um forte
ABRAÇO

domingo, 20 de Julho de 2014

Maionese de maruca

Um dia destes o almoço foi assim, simples, como sempre.
Foi maruca congelada, que eu muito aprecio
por ser um peixe de sabor não muito acentuado,
de ótima consistência, de ótima qualidade e sempre fresco,
apesar de se vender congelado.
Cozi a vapor as 3 postas do peixe e os legumes:
batata, cenoura, nabo, feijão verde e grão-de-bico
(já cozido e congelado).
Para fazer a maionese, 
coloquei num copo largo e fundo um ovo bem fresco,
temperei com umas pedrinhas de sal...
... e uma colher de chá de vinagre de cidra.
Verti um excelente azeite da produção familiar transmontana, 
orientada pelo meu cunhado, 
que todos os anos nos comtempla com uns garrafões desta preciosidade.
Introduzi no copo a varinha mágica e, na velocidade máxima, 
mexi os ingredientes durante 1 minuto,
resultando este belo creme conhecido por maionese!...
Coloquei na travessa camadas da jardineira, peixe desfiado e maionese, 
envolvendo com cuidado, para não desfazer o preparado.
Enfeitei com tirinhas de pimenta da terra (de S. Miguel),
salsa picada, metades de azeitonas recheadas e alcaparras. 
Comemos assim com alface e cebola... e gostámos muito!
Aprendi com a minha mãe a fazer a maionese só com a gema,
batida à mão, vertendo o azeite em fio muito fino...
com muita paciência e minúcia...
mas esta dá menos trabalho e também é boa!!!
Tenho alguns pratos em agenda para ir colocando aqui no blogue.
Penso que quem não gosta de cozinhar irá gostar de ver
como afinal é tão fácil!!!
Tenho feito poucos trabalhos de agulhas.
Só umas costuras do tipo descer ou subir bainhas,
apertar calças... mas ainda não fui buscar ânimo para costurar
três tristes túnicas!!!...
Como sempre vou cozinhando... quando não comemos fora...
mostro o que vai saindo das minhas mãos cada vez mais trôpegas!...
UM ABRAÇO

domingo, 13 de Julho de 2014

Gratinado de atum em curgete/aboborinha

Como eu já tinha dito noutra publicação, 
voltei a encontrar-me com a minha amiga Maria da Graça,
do blog AQUI referido: Crocheteando...Momentos,
que merece uma visita pelos lindos trabalhos
e pela simpatia da sua autora.
Também tinha dito que gostei imenso de a conhecer.
E também disse que ia mostrar a receita que fiz com a 
bela e deliciosa bolinha, esta era maior...
usando-a neste prato que ficou assim:
pena não lhe sentirem o cheiro e o sabor!!!
Estava delicioso!
O que aparece escuro não é queimado: é o molho.
Esta a linda bolinha... nunca tinha visto este formato de curgete!
 Retirei o interior da aboborinha até cerca de 1,5 cm da casca
Triturei com pevides e tudo!
Em azeite levei ao lume a cebola e o alho picados e
juntei um pouco de manteiga.
 Temperei com o que mostro na foto seguinte:
tandori masala, açafroa, cominhos e pimenta caiena.
 Juntei a curgete triturada, mexendo sempre deitei um
pouco de farinha de trigo e mexi até se desfazer e engrossar.
 Adicionei 2 ovos batidos,
 salsa e atum de lata, mas antes escorri o azeite.
 Ainda ao lume mexi tudo até ficar um creme grosso 
com que recheei as metades da curgete.
 Polvilhei com queijo e pão ralados antes de levar ao forno
a gratinar (25 m a 175º. no meu forno elétrico)
Antes comemos uma sopinha na qual também usei outra curgete
também oferecida pela boa amiga. 
Levou:
cebola, alho, curgete, cenoura, nabo e um pouco de flocos de aveia.
Depois de tudo cozido, em 20 minutos, triturei e temperei
com sal e azeite.
Uma deliciosa sopinha nunca pode faltar no início da refeição, 
quer seja inverno, quer seja verão.
No inverno faço daquelas sopas de feijão à lavrador.
No verão faço-as assim mais leves... ou, às vezes, tipo consomé.
A acompanhar o gratinado, o restinho do chucrute de
couve-roxa, batata-doce frita, alface, 1 ovinho de codorniz,
azeitonas e uma tirinha de pimenta da terra (açoriana!).
 Não é muito elegante mostrar a foto seguinte... 
é só para mostrar a consistência, 
uma vez que não vos posso dar a provar!
Estava muito bom, e à simpática Maria da Graça o devo!
Obrigada, querida amiga!
UM ABRAÇO