sábado, 25 de Outubro de 2014

Ultimamente...só isto e pouco mais!...

Eu ainda ando por aqui... apenas com outras tarefas!...
Conseguimos trazer o meu irmão a passar um tempo connosco, mas a atenção que lhe tenho de dar e outras forças maiores... têm-me mantido um pouco afastada das minha atividades com agulhas.
Mostro o que fiz anteontem, o folar que recheei com linguiça, chouriço, bacon e um pedacinho de presunto. O meu irmão gosta imenso e este ficou realmente muito bom. 
A receita está AQUI, para quem quiser fazer.
... e à saída do forno estava assim e ficou muito bom.

 A minha netinha Maria Clara pediu-me que lhe vestisse uma boneca. Fiz esta miniatura do modelo Teresinha, com PAP  (na foto do PAP é a Clarinha!) e com imensas reduções de malhas e carreiras...
tantas que o casaquinho ficou pequeno demais. Mas como vai ser despido e vestido dezenas de vezes... penso que acabará ficando com a medida adequada!...

Outra tarefa que me tem ocupado é a organização das cartas de amor trocadas pelos meus pais, durante o namoro.
As primeiras remontam a 1934!
Cumpri a vontade da minha mãe: não ler as cartas antes dela morrer.
Por isso agora tenho andado a lê-las e a colocá-las por ordem cronológica.
Queria encaixar as cartas dum e doutro, respeitando a ordem das respostas, mas isso vai ser muito difícil, porque a minha mãe tentou desfazer-se das que escreveu e a tinta ficou esborratada,
tornando-se impossível a leitura de algumas delas.
As cartas do meu pai estão em ótimo estado de conservação e são autênticas preciosidades literárias.
Mas tenho de me apressar a tricotar um casaquinho para uma prima-bisneta...
é este o grau de parentesco da esperada bebé, que vai ter o nome da sua avó Rita, minha prima.
Será que, com este post, vou receber visitas e comentários
que eu tanto aprecio?!!!
UM ABRAÇO

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

À viola... sem som, mas com bela pintura!

Pelo facebook soubemos que o nosso amigo ia promover uma exposição das suas pinturas, em Riachos e que o primo iria também divulgar um livro de poemas.
O nosso amigo, José Alberto Gomes Pereira, saindo das telas, entendeu, por bem, fazer a experiência de decorar duas violas. O resultado foi brilhante! A viola branca tinha cordas, mas estava intangível! 
A outra obra de arte, ouvi dizer, até estava afinada!
Claro, tratando-se de música... eu tinha de testá-la!
Com uns acordes muito básicos (apenas o que sei fazer com este instrumento...) trauteei uma balada açoriana "Olhos Negros" em voz meio rouca, baixa, mas afinadinha!...
Aqui o que é relevante é a belíssima decoração com que o nosso amigo valorizou uma simples viola, já que o som não foi captado... tão rápida e inesperada foi a minha atuação! 
Mas quis aqui mostrar um pouquinho daquilo que também pode sair 
das mãos da Teresinha!
Alguém filmou... mas foi só por graça!...
Se eu tiver acesso às filmagens... prometo mostrá-las, 
se vocês prometerem continuar a visitar este blogue!...
Uma curiosidade: este nosso amigo, artista plástico, casou-se uma semana antes do meu casamento,
em abril de 1969.
Estes dois não se viam há 40 anos e o reencontro foi uma emocionante surpresa.
 Aqui, com o autor do livro de poesia, Alfredo de Sousa Pereira,
cuja capa foi ilustrada pelo Zé Alberto e veio comigo juntamente com uma bela tela.

Na foto seguinte os 3 manos, nossos amigos do coração!
Recordámos os tempos de Moçambique, os nossos encontros,
falámos de tantas coisas boas que vivemos em África, 
das saudades que temos dessa época e da grande amizade que nos une,
apesar de, por vezes, passarmos tanto tempo sem nos vermos ou telefonarmos!
Mesmo com chuva... este domingo foi maravilhoso, inesquecível!...
Deixo aqui a balada açoriana cantada a valer!!!
Acreditem que estes jovens tocam e cantam muito melhor do que eu!
Apreciem:

UM ABRAÇO

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

sábado, 6 de Setembro de 2014

Bolo Vicente

O bolinho deste fim de semana foi o Bolo Vicente, 
que eu faço há tantos anos e que agrada a todos cá em casa.
Quem me conhece sabe que gosto de guardar coisas antigas,
quando estas me caem no goto! Foi o caso desta e de outras revistas que conservo, algumas em estado mais degradado...
neste caso, esta com mais massa de bolo... porque os meus ajudantes de cozinha, nessa época, eram muito pequeninos. Aliás, em 1972, só ainda tinha uma ajudante... com 2 anos de idade e vivíamos em Moçambique. Daí a minha paixão pela comida exótica... picante... colorida... muito boa!!!

 Para quem quiser fazer (e dando oportunidade de ser traduzida),
aqui segue a receita:

250 gr de açúcar
250 gr de manteiga
250 gr de farinha de trigo
1 cálice de vinho do Porto
* 100 gr de sultanas
* 100 gr de corintos
* 100 gr de passas sem grainha
(* eu uso 250 gr de sultanas brancas e pretas misturadas)
150 gr de cerejas cristalizadas
1 chávena de acúcar queimado
5 ovos
2 colheres de chá de fermento
nozes e amêndoas a gosto (eu junto também avelãs), tudo triturado
1 colher colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de canela
Bata a manteiga com o açúcar até obter uma mistura leve e esbranquiçada. Junte os ovos batidos e, depois, a farinha, continuando a bater. Adicione, aos poucos, o açúcar queimado, o vinho do Porto, as especiarias, as passas passadas por farinha e as restantes frutas cortadas e passadas também por farinha. Vai ao forno em forma untada de manteiga e, depois de pronto e frio, cobre-se simplesmente com açúcar ou glacé real.
Aqui adicionei o açúcar queimado, batendo devagar.
Não seria feito por mim se não levasse o meu toque!
Triturei os frutos secos e às vezes adiciono 1 pitada de cravinho em pó.
As cerejas cristalizadas foram substituídas por estas que eu conservo em álcool alimentar e só uso assim a enfeitar (e algumas acabam por ficar coladas à forma!!!...) 
porque há quem não aprecie frutas cristalizadas nos bolos...
Levou 45 minutos, mas isso é coisa que não vale a pena mencionar,
porque os fornos não são todos iguais. Faz-se o teste do palito!
Ficou assim, com algumas cerejas coladas... repostas no seu lugar...
e polvilhei com açúcar confeiteiro.
Tive de o provar ainda morninho... 
... e mesmo assim estava delicioso. É um bolo que, se não for comido logo logo... pode durar uma semana sem ficar duro.  
Este bolo agora é sempre feito em memória do meu querido primo Lúcio, que às vezes me telefonava a perguntar se eu tinha cá o Vicente. E eu ia logo ligar o forno e fazê-lo num instante para o nosso lanche, com uma infusão de cidreira, porque receávamos que, àquela hora, o chá nos pudesse tirar o sono.
UM ABRAÇO

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Túnicas

Ando há tantos dias a dizer que tenho 3 túnicas para costurar e que simplesmente não me apetecia pegar-lhes! Ontem à tarde fiz uma, hoje fiz outra, e a 3ª. ficará para a posteridade… para ver se sai com outro modelo! Há alguns anos comprei umas peças destas, não amarrotam, são macias e frescas, boas para as viagens, para festas, para as galas dos cruzeiros, sim, porque eu não sou de toiletes chiques… nem grandes gastos em roupa!!! Com calças pretas ou brancas, de seda, uma echarpe todos os dias diferente, e é assim que cumpro a regra da gala do comandante do navio ou do nível da festa!... Além disso, ficam bem em qualquer altura. Como estou de partida para ao Açores, esta roupinha ocupa pouco espaço e vai-me fazer muito jeito.
A que tem flores azuis foi a que serviu de modelo, bem fácil.

 Aqui as duas que acabei e que levarão cinto ou não.
Não sou rigorosa com as modas, nem tenho gosto apurado!
Mas as montras que vi há dias em Biarritz e Carcassonne
estavam pejadas de manequins vestidos de preto.
Por enquanto usarei estas cores
 porque ainda não sinto vontade de vestir outras.

OUTRO ASSUNTO EM JEITO DE DESABAFO!
Há um provérbio muito certo, que significa muito para mim:
“longe da vista, longe do coração”.

Não que isto me aconteça, não! Eu tenho sempre no meu coração pessoas que estão longe, algumas mesmo muito longe . São lembradas por mim todos os dias, várias vezes por dia, e quando nos encontramos, o abraço que nos envolve é tão forte que até parece que estivemos sempre assim, juntinhas. A conversa é reatada como se tivesse sido interrompida na véspera, ainda que nos vamos falando apenas pelo telefone e às vezes pelo skype. 
Pensei que aqui na blogosfera isso pudesse acontecer, mas sinto que não: “longe do post, longe da palavra”!... Se não publicamos qualquer coisa diária ou quase diariamente, ainda que fútil, supérflua, apenas um olá sem conteúdo… (há olás  com muito conteúdo!...), ficamos logo sem comentários  nem uma palavrinha de curiosidade em saber como vai a vida. 
Isto será amizade? 
Claro que não... é só blog!
Algumas pessoas ainda dizem “passei rapidinho só para dizer olá!”. Bem, assim já é, pelo menos um cumprimento, mas cheira a resposta que me leva a supor que estou importunando ao comentar o que quer que seja!… Lembro-me logo daquelas pessoas que, em vez de oferecerem a sua casa, com convicção, para uma visita e uma amena conversa, dizem: “olha, aparece!...” 
Isto será amizade?
Claro que não... é só um faz de conta!
Mas os amigos escolhem-se e depois de os conhecermos aceitamo-los  ou não como são. Duvido - dê ó dó – que alguém leia isto até ao fim. Por isso, a quem ler tudo, deixo um aviso : estas palavras não são para si, amigo/a que muito estimo. Se não tenho aparecido nem editado nada, isso é fruto de força maior:  justificação obrigatória dada às faltas de presença no local de trabalho, naquele  tempo a esquecer!!!... Ainda hoje não sei o que era essa “força maior”… do antigamente! Sempre a entendi como “força menor”!!!...
Agora ainda estão muitas pessoas de férias. As que regressaram não têm mãos a medir para pôr tudo em ordem e retomar a rotina. Eu entendo as ausências, embora nem todas.
Espero voltar a ver aqui trabalhos bonitos e textos lindos com histórias encantadoras de pessoas que completam o meu mundo da blogosfera. 
Às pessoas a quem não deixo os comentários desejados
 e a quem deixo comentários indesejados, 
aqui vão as minhas desculpas.
Eu própria já não dou a assiduidade com que comecei este blogue, 
mas não se esqueçam que sou entradota na idade e qualquer dia...
UM ABRAÇO

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Trabalhos para acabar...

Há muito tempo que não mostro os meus trabalhos manuais,
tema principal deste blogue e agora um pouco votados ao abandono.
Ando preguiçosa, distraída, desmotivada, triste, contente...
felizmente tudo em doses desiguais!...
Algures aqui referi que estava tricotando um saco e há dias
uma amiga perguntou-me por ele.
É verdade, vi-o, gostei e decidi reproduzi-lo, 
mas não tenho pegado nele, por isso, irei mostrá-lo como está:
 Encontrei este modelo, sem gráfico nem receita, AQUI
O meu fio, comprado na Brancal, é mais fino, 
mas outro que vi mais grosso era de pior qualidade.
Não sei se conseguirei dar-lhe este toque...
mas irei tentar!
Entretanto, quando o calor ainda não era excessivo,
fui unindo os quadrados da minha garrida manta de tear.
Ficará assim, mas ainda faltam algumas carreiras
que só serão acabadas no outono.
 Nessa altura farei um picô em croché, sobre o qual
aceito sugestões!!!
 Cá em casa acharam que eu precisava de mudar de telelé...
com mais acessibilidades, mas o meu filho disse que eu também
podia telefonar com ele!!!
 Sugeriu que eu lhe fizesse uma capinha de croché
e assim nasceu a sugestão dada.
 Ainda não está pronta, mas agora ao serão acabo.
 Depois disto vamos dar um passeio com um casal amigo.
Iremos de carro até ao sul de França... sei que vamos gostar.
O programa é bom e tudo o que vamos visitar é muito bonito. 
A companhia é excelente... tudo indica que
vai ser muito bom!

Os comentários ao meu post do 7º. aniversário, 
aos quais eu respondi aqui mesmo no blogue,
foram também enviados individualmente a quem mos enviou.
OBRIGADA!
UM ABRAÇO


terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Se alguém quiser espreitar...

... coloquei AQUI, no meu outro blogue, um post sobre o meu pai, 
que faleceu há 49, neste dia.

UM ABRAÇO

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Doce de melão

A compra de um melão é igual à de um bilhete da lotaria!
Nunca sabemos o que vai sair.
Dois dias antes havíamos comprado um que era uma maravilha.
O do dia seguinte foi uma desgraça!!! 
Mas não foi para o lixo, não! 
Cortei-o aos bocadinhos para dentro da panela, 
juntei-lhe 1 colher de sobremesa de canela em pó e 2 paus de canela
 e cobri-o com 1kg de açúcar. Lume com ele!
Quando cozido (transparente e loirinho), triturei-o
e deixei-o ao lume até fazer o ponto desejado,
durante uma boas 3 horas no 4 do fogão elétrico,
mexendo de vez em quando. 
Os testes do ponto desejado são feitos num pires
com um bocadinho do doce que vai ao frigorífico para arrefecer e ver se faz a tal estrada.
Há dias a minha querida amiga Márcia do blogue Prata da Casa
deixou-me um comentário muito engraçado no doce de amora.
Dizia que a mãe achava que o doce estava pronto quando cheirava a doce!
É realmente isso mesmo:
cheira a doce quando está no ponto certo!
Aconselho uma visita ao blogue da minha conterrânea Márcia,
recheado de deliciosas receitas e excelente uso da
língua portuguesa, 
às vezes tão mal tratada!!!
Só vos digo que o doce do tal melão que mais parecia um pepino 
ficou mesmo muito bom: quem o provou aprovou!
UM ABRAÇO

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Doce de amora

Hoje vou mostrar-vos o doce (compota) que fiz com amoras silvestres, colhidas por mim e pelo meu marido. Apanhei tantas que até fiquei com a mão direita arranhada dos espinhos das silvas.
Para fazer o doce só tive de lavar as amoras, deixá-las em água, depois juntar-lhes o açúcar, a olho, e deixar macerar por uma hora. Já ao lume, fui mexendo de vez em quando, desta vez triturei com a varinha mágica (ficaria melhor com o passe-vite, à moda antiga…) e deixei fazer o ponto desejado, mexendo para não pegar no fundo. Ficou muito bom… apesar das grainhas!
 Aqui deixei as amoras em água, cerca de 20 m, para amolecerem.
Aqui estão a macerar, para ficarem mais doces e macias. 
Aqui já estão a ferver e ganham esta linda cor.
Fase em que as triturei:
E aqui já estão no ponto certo, que fui testando ao longo da confeção.
 
Para quem não conhece, informo que Quiaios é a praia a norte da linda cidade da Figueira da Foz (foz do rio Mondego que passa em Coimbra!) e fica na sopé da serra da Boa Viagem. Aqui, onde temos estado, podemos ir à ótima praia detentora de bandeira azul e podemos também desfrutar de passeios por entre as  matas de pinheiros e eucaliptos da serra. 
Nas zonas de arbustos apanhámos estas amoras, com vontade de voltar quando as que ficaram, ainda vermelhas (verdes!) estiverem maduras (pretas!).
Ao lanche, soube bem uma fatia de pão com doce e 
queijo de S. Jorge. 
Ainda deu uma boa quantidade! Ficou barato... 
o mais caro foram os arranhões, que já passaram! 
Feito com as amoras dos Açores, fica melhor, 
porque as amoras da minha terra são muito melhores!!!
UM ABRAÇO