sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Casaco de tricô para bebé recém-nascido ( tam. 0 - 3 meses )

Estou em maré de tricô e há dias acabei este casaco para 
bebé recém-nascido.
É um casaco baseado nos modelos antigos dos casacos velhinhos que herdei de uma querida tia, falecida há dias.
Quando soube da notícia fui buscá-los todos
e pensei logo tricotar um.
É uma forma de imaginar que a minha mestra está por perto!...

Não vou explicar por palavras, porque as imagens falam 
e espero que, quem o quiser copiar, conheça esta língua!
É muito fácil, isso posso assegurar.
Usei fio antialérgico para bebé, da Brancal, e agulhas 3,5.
 Desta vez fiz os aumentos com buracos para condizer com o motivo
que iria tricotar no resto do casaco.
 Aqui, em pormenor, mas noutro que eu tricote, farei o aumento escondido, como o modelo original, que é todo em meia e leva apenas uma risquinha branca.
 Aqui passei à divisão das malhas...
 ... que se podem contar e passei à fase da 1ª. manga.
Depois desta faz-se a outra e depois o resto do casaco.
 
 As explicações por escrito facilitariam o trabalho de quem copiar...
mas eu iria demorar muito mais tempo a tricotar o casaco!... 
Desculpem a minha franqueza!
De qualquer modo os riscos nas fotos ajudam bastante!!!
 Na foto seguinte mostro os aumentos que fiz no motivo de liga,
para dar elegância ao casaquinho.
 Ainda ficou assim de um dia para o outro... 
... mas achei por bem fazer um arremate em croché
e parece-me que ficou mais bonitinho!
 Estes modelos podem ser usados das duas maneiras,
como preferirmos!...
Espero ter mostrado um modelo de casaco que alguém queira copiar.
Para mim será um prazer saber que alguém gostou e irá fazer igual...
ou melhor!...
UM ABRAÇO

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Casaco de tricô para bebé - tamanho 1 - 4 meses

Este casaco foi tricotado para a Ritinha,
uma prima-bisneta que irá nascer em janeiro.
A jovem mamã disse que podia não ser cor de rosa,
daí eu ter utilizado estas duas cores que pediam um casaquinho!
Foi assim que nasceu este, inventado, mas com pontos conhecidos.
Não gosto muito de trabalhar com várias cores
por causa das inúmeras pontinhas que tenho de arrematar,
para não as levar junto da orla, porque fica mal.
 Foi este o caso, mas abri uma exceção para a Ritinha!
No fim cobri as emendas com uns pontos de croché
e aproveitei para o debruar todo.
Se me tivesse lembrado disso antes,
teria feito as casas para os botões... mais perto da orla!...
Poderá ser vestido das duas maneiras, 
com os botões para a frente ou para trás... 
tanto faz, mas eu prefiro a segunda!
Desta revista antiga tenho copiado imensos pontos
ao longo de décadas... tricotando para 5 gerações!
Credo!... como eu estou a ficar tão velha!!!...
Vou tentar dar a melhor explicação, mas quem o tricotar
fica avisado de que dará algum trabalho e requer muita atenção.
Estas duas páginas têm o essencial.
O resto... incluindo alterações, terá de sair da vossa imaginação
e paciência.
Montei 113 malhas:
6 m em liga para a orla dos botões
5 m para a metade do motivo no início
10 m para cada motivo (fiz 9 motivos = 90 m)
6 m para a metade do motivo no final
6 m em liga para a orla das casas
Agora é tricotar como mostro nas fotos, mudando de cor pelo avesso,
que é todo tricotado em liga.
Nas fotos mostro os pontos utilizados.
Aqui realço o motivo.
Nesta fase separamos o número de malhas a utilizar 
nas frentes e nas costas...
... e iremos tricotar as 3 separadamente, 
deixando-as suspensas em alfinetes.
A seguir iremos tricotar as mangas com 24 m, 
aumentando 17 m na última carreira, para ficar com as 41 m..
A seguir mostro uma manga com a explicação detalhada.
Depois de tricotada a 2ª. manga iremos colocá-las no devido lugar:
aqui mostro uma na posição certa e a outra como fica se a virarmos.
Se não fossem feitas estas aberturas no corpo do casaco,
seria impossível colocar as mangas na agulha circular.
Em todos os modelos começados por baixo teremos de fazer isto,
mesmo que utilizemos outros pontos e outros motivos.
O casaco começa a ganhar forma! 
A 1ª. carreira de liga (em verde) tem 195 malhas.
Vamos tricotar fazendo mates em algumas carreiras,
ficando com
183 malhas na 2ª. carreira de liga,
163 na 4ª.,
116 na 5ª., 
102 na 6ª,
etc...
até ficar com 56 malhas no pescoço, arrematando de seguida.
Eu fui fazendo os mates à toa... alguns ficaram juntos!...
Com mais atenção e... paciência, eu teria posicionado melhor os aumentos!
Mesmo assim o casaco da Ritinha ficou bonitinho, não acham?
Vai aqui em pormenor com as cores mais próximas das reais.
Fui fotografando umas vezes de noite, outras de dia,
umas vezes com flash, outras com o telemóvel... enfim,
não há dúvida de que estou a necessitar de...
ser melhor fotógrafa!!!...  
Agora vou tricotar uma camisola para o meu irmão,
mas vai ser na máquina manual SINGER SOLO.
Também dá trabalho... mas tricoto mais depressa.
E se em vez do braço esquerdo, tivesse fraturado o direito,
que levou uma placa de 7 cm e 6 parafusos...
nunca mais poderia tricotar na máquina!
Agora fico à espera da opinião das meninas ansiosas
 que aguardavam novas publicações de modelos de casacos!...
Mas espero ler também comentários...
mesmo de quem não estava ansiosa ou não tricota!!!
Uma palavrinha aqui faz bem ao meu ego!...
Contribuam para o meu bem-estar comentando... vá lá!!!!!!!!!!!
UM ABRAÇO

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Empadas... estas foram de atum e vegetais

Ainda ando por aqui... apenas com menos tempo para posts!
Ontem fiz umas empadas para o jantar. 
Tinha-me sobrado atum, 
porque abri uma lata maior do que a vontade de comer!... 
Assim, escorrido do azeite, foi juntar-se a estes vegetais:

meia curgete ralada
1 cenoura pequena ralada
1 cebola pequena picada
azeitonas picadas
salsa picada
Para o polme, bati:

6 ovos
2 colheres de sopa de farinha com fermento
8 colheres de sopa de leite
1 pitada de sal 
 Nas formas deitei os vegetais já misturados com o atum.
Em vez disto poderá rechear as empadas com outra coisa
ou até alterar os vegetais, dando asas à imaginação, 
se as quiser cozinhar.
Cobri-os com o polme e depois com queijo de S. Jorge ralado.
 A curiosidade era grande... pois as quantidades tinham ido à sorte!
Tinha de abrir logo uma empada ainda bem quente...
com este aspeto.
Depois da sopa, imprescindível ao jantar, cada um comeu duas.
 As que sobraram foram fotografadas hoje e continuavam boas,
mesmo frias.
Faço outras empadas com recheio que vai ao lume 
e com o polme noutras doses, 
mas eu estava com pressa e ... não me saí nada mal.
São muito fáceis, há outras melhores... mas estas são rápidas
e podem servir para enganar o ratinho que às vezes passa no estômago.
Estavam boas e quem gosta destas coisas pode fazer!
UM ABRAÇO

sábado, 25 de Outubro de 2014

Ultimamente...só isto e pouco mais!...

Eu ainda ando por aqui... apenas com outras tarefas!...
Conseguimos trazer o meu irmão a passar um tempo connosco, mas a atenção que lhe tenho de dar e outras forças maiores... têm-me mantido um pouco afastada das minha atividades com agulhas.
Mostro o que fiz anteontem, o folar que recheei com linguiça, chouriço, bacon e um pedacinho de presunto. O meu irmão gosta imenso e este ficou realmente muito bom. 
A receita está AQUI, para quem quiser fazer.
... e à saída do forno estava assim e ficou muito bom.

 A minha netinha Maria Clara pediu-me que lhe vestisse uma boneca. Fiz esta miniatura do modelo Teresinha, com PAP  (na foto do PAP é a Clarinha!) e com imensas reduções de malhas e carreiras...
tantas que o casaquinho ficou pequeno demais. Mas como vai ser despido e vestido dezenas de vezes... penso que acabará ficando com a medida adequada!...

Outra tarefa que me tem ocupado é a organização das cartas de amor trocadas pelos meus pais, durante o namoro.
As primeiras remontam a 1934!
Cumpri a vontade da minha mãe: não ler as cartas antes dela morrer.
Por isso agora tenho andado a lê-las e a colocá-las por ordem cronológica.
Queria encaixar as cartas dum e doutro, respeitando a ordem das respostas, mas isso vai ser muito difícil, porque a minha mãe tentou desfazer-se das que escreveu e a tinta ficou esborratada,
tornando-se impossível a leitura de algumas delas.
As cartas do meu pai estão em ótimo estado de conservação e são autênticas preciosidades literárias.
Mas tenho de me apressar a tricotar um casaquinho para uma prima-bisneta...
é este o grau de parentesco da esperada bebé, que vai ter o nome da sua avó Rita, minha prima.
Será que, com este post, vou receber visitas e comentários
que eu tanto aprecio?!!!
UM ABRAÇO

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

À viola... sem som, mas com bela pintura!

Pelo facebook soubemos que o nosso amigo ia promover uma exposição das suas pinturas, em Riachos e que o primo iria também divulgar um livro de poemas.
O nosso amigo, José Alberto Gomes Pereira, saindo das telas, entendeu, por bem, fazer a experiência de decorar duas violas. O resultado foi brilhante! A viola branca tinha cordas, mas estava intangível! 
A outra obra de arte, ouvi dizer, até estava afinada!
Claro, tratando-se de música... eu tinha de testá-la!
Com uns acordes muito básicos (apenas o que sei fazer com este instrumento...) trauteei uma balada açoriana "Olhos Negros" em voz meio rouca, baixa, mas afinadinha!...
Aqui o que é relevante é a belíssima decoração com que o nosso amigo valorizou uma simples viola, já que o som não foi captado... tão rápida e inesperada foi a minha atuação! 
Mas quis aqui mostrar um pouquinho daquilo que também pode sair 
das mãos da Teresinha!
Alguém filmou... mas foi só por graça!...
Se eu tiver acesso às filmagens... prometo mostrá-las, 
se vocês prometerem continuar a visitar este blogue!...
Uma curiosidade: este nosso amigo, artista plástico, casou-se uma semana antes do meu casamento,
em abril de 1969.
Estes dois não se viam há 40 anos e o reencontro foi uma emocionante surpresa.
 Aqui, com o autor do livro de poesia, Alfredo de Sousa Pereira,
cuja capa foi ilustrada pelo Zé Alberto e veio comigo juntamente com uma bela tela.

Na foto seguinte os 3 manos, nossos amigos do coração!
Recordámos os tempos de Moçambique, os nossos encontros,
falámos de tantas coisas boas que vivemos em África, 
das saudades que temos dessa época e da grande amizade que nos une,
apesar de, por vezes, passarmos tanto tempo sem nos vermos ou telefonarmos!
Mesmo com chuva... este domingo foi maravilhoso, inesquecível!...
Deixo aqui a balada açoriana cantada a valer!!!
Acreditem que estes jovens tocam e cantam muito melhor do que eu!
Apreciem:

UM ABRAÇO