terça-feira, 15 de novembro de 2011

Casaco de tricô para bebé 0-3 meses, com PAP (já corrigido na 5ª foto)

Hoje vou mostrar outro casaco para o meu neto.
É um modelo completamente liso, que fui tricotando e fotografando.
Baseei-me num outro que fiz, mas este ficou diferente.
 Resolvi colocar o passo a passo nas fotos, porque acho ser mais fácil
para quem quiser copiar o modelo.

 Aconselho muita atenção para não esquecer
 ir fazendo as casas para os botões.
Por acaso, desta vez, não tive de desmanchar nada!...
 Espero que a fraca qualidade fotográfica não impeça a visibilidade
da explicação.
 Não preciso de dizer mais nada , porque está tudo nas fotos.
A foto seguinte foi substituída por ter um erro no PAP,
(em vez de 36+22+36 o correto é 52+22+52).
O erro foi detetado pela Maria João, num comentário. 
Agradeço a chamada de atenção...
e, para a próxima prometo estar mais atenta!






Utilizei 2 novelos do fio que mostro na 2ª. foto e usei agulhas nº 4.
Quero esclarecer que precisei de 3 agulhas
porque uma tem de ficar em espera numa das frentes, 
enquanto tricotamos a outra frente.
Se o casaco for para menina, as casas serão feitas no outro lado.
Desde que vi no youtube 
como unir fios sem se notar a emenda
tenho feito sempre assim, e fica perfeito.
Segui a 1ª. parte da dica que está aqui e que eu acho brilhante!

Estou ansiosa por ver o meu neto com este casaco!!!
Obrigada pelas visitas e pelos comentários sempre carinhosos. 
Abraço-vos!

sábado, 12 de novembro de 2011

Timor... há 7 anos

Sabendo que faz hoje 20 anos que houve o massacre no cemitério de Dili, em Timor, não podia ficar sem mostrar a minha solidariedade para com aquele povo tão sofrido, pobre, afável e bom, que eu conheci in loco.
E é de Timor Lorosae  e dos timorenses que hoje eu irei mostrar umas fotos.
Nesta avista-se a ilha de Ataúro, onde passámos um dia...
Tenho imensas... mas nem saberia escolher as mais bonitas, por isso acabo por mostrar as que estão ligadas ao que lá fomos fazer.




Há 7 anos eu estava aqui e foram-me contados 
episódios tão tristes... por que este povo passou. 
O meu marido foi dar colaboração na universidade e eu acompanhei-o.
Como não fui contratada... não pude usufruir da casa onde o meu marido podia ter ficado.
Durante os 3 meses que lá estivemos ficámos neste hotel que nos deixou imensas saudades.

Os quartos davam para este pátio, o ambiente era muito bomquase de campismo... mas era tudo muito asseado.
O lençol de cima era de elásticos... quando pedi um normal o gerente riu-se e disse que não tinha mais!
Mas mesmo com o ar condicionado eu não conseguia olhar para o edredom arrumado no armário... e pedi que o tirassem de lá!
A foto dos filhos e netos estava por cima dum paninho bordado pela neta mais velha, com 8 anos na altura.

Aqui o Fernando na sala de professores da universidade de Dili, onde eu, às vezes ficava a ler ou a preparar as aulas que dei às freiras canossianas.
Estas aulas de língua portuguesa foram mesmo "dadas"... ou antes, eu quis oferecê-las a este povo encantador. 
Aqui os alunos de economia, com o professor ao meio.
Aqui as minhas alunas, as irmãs canossianas ansiosas por saber falar português. E ficaram até com o sotaque micaelense!!!...
Um grupo de estudantes do colégio das mesmas canossianas.
Pelo caminho um dos muitos edifícios onde se viam ainda os efeitos da guerra desvastadora.

Mas as crianças sorridentes chegavam-se a nós e gostavam de nos ouvir e observar.
Não falavam português... repetiam o que lhes perguntávamos!...
Um grupo de meninos... alguns eram familiares de membros do governo.



Esta linda menina de Dili hoje terá 12 anos.
Esperto... com ar de muito inteligente, 
qual será o futuro deste menino?
E esta menina... com ar alegre e meio envergonhado...
Este parece muito cauteloso... estava perto da universidade... deve querer estudar para ajudar o seu país!
À frente vê-se a Madre Guilhermina, responsável máxima das canossianas em Dili.
Foi no dia em que as meninas me fizeram uma festa de despedida e de agradecimento pelo que fiz pela comunidade canossiana.
As noviças compuseram letra e música de uma canção que me dedicaram e que cantaram, deixando-me em lágrimas!
Tenho-a gravada e já hoje a ouvi, mas não sei colocá-la aqui.
Ofereceram-me um lindo pano bordado a ponto de assis.
Fiquei muito emocionada!

A praia da areia branca, onde íamos ao banho nas horas vagas.
O taxista levava-nos e ia buscar-nos, pontualmente, à hora combinada.
Sempre que tínhamos oportunidade comíamos gambas com alho... no restaurante mesmo na praia.
Palavras para quê? Já viram que também bebíamos cerveja... mas o marido quase deitado no chão... foi truque da fotógrafa... que quis usar o disparo automático evitando que o copo interferisse na pose!!!
E foi assim que regressámos... num pôr do sol maravilhoso, não digo único, porque o de Moçambique também era lindo!...
Entretanto, nas férias da páscoa, fomos 10 dias à Austrália, mas isso fica para outra edição!


Um abraço.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gorro de "aviador" feito em tricô, para bebé


Depois do casaquinho, resolvi fazer o gorro de "aviador",
 do modelo da minha Tia Rosinha.
Aqui o manequim é a minha boneca Margarida,
a tal que é da minha idade!


Aproveitei os dias que passei em Quiaios para descansar e tricotar.
Ainda fiz também uma parte de um casaquinho, 
mas não tenho fio mesclado suficiente 
e o problema é que o modelo não dá para grandes invenções 
com outra cor. 
Acho que vou correr a cidade à procura do fio... 
se não o encontrar terei de recorrer à ajuda de uma boa alma...
que se ofereça para me ajudar a sair desta!...
Se não me safar por aqui... depois peço.
Aqui o modelo já feito por mim, há uns anos.


Curiosamente, a passar os olhos por uma BURDA antiga,
à procura de um modelo de macaquinho, 
vi um gorro praticamente  igual a este.


Diria que o modelo é mesmo igual,
 apenas os aumentos são feitos de forma diferente: 
eu faço-os dando uma laça normal por cima da agulha,
 fazendo um desenho a que acho graça; 
na revista faz-se um aumento escondido e fica sem buracos.





Para quem preferir o gorro da revista, aqui vai a receita.



E aqui a explicação do que eu fiz:
 lançar 119 malhas na agulha e tricotá-las em 4 voltas de liga.
Esclareço que: 
1 liga  é 1 malha feita em liga (1 liga é 1 ponto tricô no Brasil)
e a laça é simples, isto é, apenas se passa o fio por cima da agulha,
tricotar assim todas as voltas ímpar, da 5ª à 45ª :

1 liga, 1 laça,19 ligas, 3 malhas juntas em liga, 20 ligas, 1 laça, 1 liga, 1 laça, 14 ligas, 3 malhas juntas em liga, 14 ligas, 1 laça, 1 liga, 1 laça, 20 ligas, 3 malhas juntas em liga, 19 ligas, 1 laça, 1 liga.
 As voltas par ( que são o avesso) também são tricotadas em liga.


Ficou assim.
Agora dobrei para verem onde coser.
Umas fotos foram tiradas de dia e outras de noite, 
daí as cores diferentes.
Aqui mostro 3 partes cosidas pelo avesso.
E no final fecha-se como indico a vermelho:
 E fica assim depois de pronto.
Prometo que depois coloco aqui uma foto do gorro na cabecinha do seu dono...
mas isso só será lá para janeiro!
Parece esquisito mas fica muito giro (bonitinho!) nos bebés... 
e tapa as orelhinhas.
Obrigada pela atenção que me dispensaram.
Abraço-vos!

sábado, 5 de novembro de 2011

Folar de carne da Tia Conceição

Hoje vou dar-vos a receita do Folar de Carne
que a Tia Conceição tão bem fazia,
nos Avidagos, em Trás-os-Montes.
Aprendi, mas não consigo dar-lhe o toque mágico 
que a Tia do meu marido lhe dava, 
fazendo deste folar uma verdadeira delícia.
Peneira-se 1kg de farinha de trigo para um alguidar. Faz-se uma cova onde se deita 1 saqueta de fermento de padeiro fermipan (= 11gr) desfeito num pouco de água tépida, 2dl de azeite+3 colheres de sopa de manteiga+3 colheres de sopa de banha (estas 3 gorduras previamente misturadas e levadas a derreter juntas), 1 colher de chá de sal. Vai-se envolvendo tudo, com movimentos circulares, deitando os 10 ovos, um a um, previamente aquecidos num recipiente com água morna.
Mistura-se tudo e amassa-se fazendo das mãos 2 pás que irão bater, enrolando, a massa no sentido de baixo para cima, por 10 minutos (alguém tem de segurar o alguidar!...) até ficar macia e fazer bolhas.
Deixa-se levedar.
Entretanto cortam-se em pedacinhos pequenos: chouriço de carne, presunto e bacon (a Tia Conceição deitava presunto com alguma gordura, salpicão e frango assado desfiado).

 Unta-se uma forma de alumínio com abundante azeite, estende-se metade da massa, colocam-se as carnes picadas e cobre-se com o resto da massa, fechando as bordas para que as carnes não saiam.
Deixa-se levedar e só depois é que se leva ao forno a 180º, durante cerca de 1 hora. 
Assim é que fazia a tia do meu marido, 
nos Avidagos, em Trás-os-Montes.
A minha ficou assim:
Claro que isto agora se pode fazer com a batedeira elétrica… 
não amornando os ovos… 
mas garanto-vos que não é a mesma coisa!
Esta deixou-se comer muito bem!...
Estava boa!
Experimentem!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Casaco de bebé tam. 0 - 3 meses com passo a passo

Já está pronto o casaquinho para bebé.
Primeiro receei que a cor escolhida pela mamã do bebé 
não surtisse o efeito desejado para este modelo...
mas acho que ficou lindo!
E as minhas amigas o que acham?
 Aqui as costas 
e aqui o passo a passo deste meu modelo.
 Aqui para verem como é um tamanho pequeno, 0 - 3 meses.
Como é tricotado em liga, fica muito fofinho e 
eu costumo dizer que o casaco pode crescer com o bebé!
Depois da lavagem, estica-se um pouquinho daqui...
um pouco dali...
e acaba por servir ao bebé por mais algum tempo.
Já não me lembro quem me pediu a tabela de medidas de bebés.
Envio aqui uma tabela duma revista e as medidas correspondem
mais ou menos ao comprimento da criança.
Meço tudo com palmos, sendo cada um 20cm...

Hoje já irei começar a tricotar outra pecinha.

Gostaria muito de ver casaquinhos feitos por este modelo,
mas ainda ninguém me disse nada.
Assim fico sem saber se valeu a pena o passo a passo
deste modelo tão velhinho
e que vos dei a conhecer com tanto carinho.
Um abraço.