domingo, 24 de julho de 2011

Manta de quadrados de croché, terminada no 3º aniversário do blog


Acabei a manta de quadrados de croché
mais depressa do que esperava,
graças à descida da temperatura máxima dos últimos dias
e à tromboflebite
que me obrigou a uma imobilidade forçada...
mas infrigida... suavemente... com a ajuda da meia elástica!
Resolvi fazer assim os cantos da parte inferior,
para quando quiser colocá-la como colcha e não arrastar no chão.
Mostro os pormenores do arremate, muito simples.
Ficou com 317 quadradinhos e
com a medida de 2,60 x 2,30 m.
Quem gostar de fazer igual, poderá consultar aqui
o passo a passo.

Agradeço os comentários de quem me visita
e me estimula a continuar a fazer estas coisinhas!

Um abraço!

Salada de atum à Teresinha


Ficou assim a minha salada de atum, que,
pelo aspeto, dá para ver como a fiz.

Cozi este macarrão integral, com ervilhas, cenouras aos cubinhos
e algas (demolhadas segundo a indicação do pacote).

Deixei escorrer e juntei uma lata de atum bom petisco.Enfeitei com umas tirinhas de pimenta da terra
(natural dos Açores... como o atum!!!),
umas azeitonas transmontanas, caseiras,
e dois montinhos de couve roxa em juliana.

Reguei com um fio de azeite dos Avidagos (Trás-os-Montes)
com 0,3º de acidez, de colheita das oliveiras da família.
Garanto que ficou uma refeição fresca, leve e muito saudável,
acompanhada de um copinho de vinho tinto, é claro!!!

Um abraço!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como fazer desenhos no tear (tearete tridente / weavette loom / weave it)

Hoje vou aqui indicar o link que eu consultei
para aprender a fazer desenhos no tear de pregos

(tearete tridente ou weavette loom)

e mostro alguns quadradinhos que fiz.

Mostro-vos também, onde tenho o passo-a-passo
de um quadradinho liso, aqui no blog.

Depois de fazermos um liso
entendemos melhor como se fazem os desenhos.


Estes dois não ficaram muito bem porque o fio é um pouco fino
para a medida deste tear, que eu própria fiz.

Os desenhos surgem quando "saltamos" os pontos entrelaçados.
A 1ª. e a última voltas terão de ser entrelaçadas 1x1,
ou seja, sem saltar!...
Com a prática acabamos por ir criando os nossos desenhos...
... é uma questão de imaginação!

Espero, deste modo, ter esclarecido quem me pediu ajuda.
Na net encontram muita informação sobre isto.
http://dasmaosdateresinha.blogspot.com/2010/07/manta-para-alcofa-de-bebe-feita-no-tear.html

http://dasmaosdateresinha.blogspot.com/2009/06/manta-pequena.html

http://www.eloomanation.com/pdf/LoometteWeaves.pdf

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A camisa de dormir



A camisa de dormir

O F. ia a Lagos, dar uma ação de formação, e eu ia acompanhá-lo, como fazemos quando ele vai para longe, por alguns dias.
Procurámos na net onde iríamos ficar: tinha de ser bom, económico e perto do centro e do local onde iria decorrer o curso. E assim foi!
Chegados ao hotel,
desfiz a mala e verifiquei que me tinha esquecido de levar
a camisa de dormir…
coisa que às vezes acontece, uma vez que, para o F.,
raramente levo pijama: ocupa espaço e depois ele não o usa!

Só por uma noite, o caso ficaria assim, e ficou mesmo,
mas por várias… teria de resolver o problema.
Assim, no dia seguinte, fui procurar camisas de dormir,
bem fresquinhas porque estava calor.
Corri várias lojas e não encontrei nenhuma que me agradasse:
ou tinham fibras e eram quentes, ou não eram macias e picavam,
ou eram de fibras sintéticas… elétricas,
não havia de cambraia e eu acabei por desistir.

Então lembrei-me de confecionar uma:
para isso precisava de tecido e linha, porque eu tinha na saca dos bordados agulha, dedal e tesourinha.

Depois de mais umas voltas encontrei um tecido bem fresco e,
apesar do padrão não ser muito bonito,
acabei comprando-o porque era muito macio.
Tive de comprar também uma fita de viés para as alças e linha da mesma cor.

Depois da longa busca sob um sol bem quente regressei ao hotel e deitei mãos à obra. Quando comecei a cortar o tecido com a minúscula tesoura de recorte de richelieu, a dita quebrou!
Como eu já estava ao fresco, à paisana..., isto é, sem roupa… não tive paciência para me vestir e ir à receção pedir uma tesoura maior. Mesmo assim fui cortando e lá consegui talhar as cavas. Depois foi só coser à mão, com ponto atrás, deixando uma racha para eu movimentar melhor a perna esquerda que fica sempre ao léu, a fitinha a arrematar as cavas e as alças.


O resultado foi este e nessa noite já dormi bem composta e fresquinha.

Mas para não ficarem a pensar que as minhas camisas de dormir
são todas assim,de patega…
mostro também uma que fiz, de cambraia com rendinhas de algodão
e que ficou bem lindinha e macia!...

Nesta utilizei a máquina de costura, como é evidente!...


Tenho dito!
Abraço quem teve paciência de ler esta peripécia!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Brinquedos antigos... e memórias!

Hoje resolvi mostrar-vos alguns dos meus brinquedos...
os que eu consegui salvar das mãos dos 3 rapazes, meus irmãos!
Só para verem até onde ia a imaginação, certo dia,
o Luís e o Hugo, resolveram brincar aos senhores dos talhos.
Pegaram num serrote e foram cortando aos bocados
o grande cavalo de cartão, onde podiam cavalgar... parados!
Espatifaram-no todo para poderem vender a carne no talho!...
Imaginem a cara da minha mãe quando viu a cena!...

Agora imaginem o que eu tinha de fazer
para salvar as minhas bonecas das cirurgias,
quando os 2 resolviam brincar aos médicos!...
Ainda assim, chegaram a operar...
ou melhor, autopsiar algumas!!!

Nos Açores, eu costumava brincar na falsa (sótão),
onde construía a casinha com caixas de cartão,
fazendo várias divisões, recortes para as janelas que, por vezes,
levavam cortinas feitas com as rendas e fitas antigas,
que a minha mãe guardava em caixas de lata pintadas.
Outras vezes brincava às visitas com a minha mãe:
visitávamo-nos, fingíamos que tomávamos chá nas minhas loucinhas
e a nossa conversa era sobre as nossas filhas!
Eu contava-lhe o que faziam as minhas meninas
e a minha mãe falava da sua,
dizendo que não queria comer, que ficava muito preocupada,
não fosse ela adoecer...

Agora as minhas netinhas podem também brincar,
mas sempre sob o olhar atento da vovó...
não vão elas estragar ou partir as relíquias que,
um dia, poderão também chegar às mãos das netinhas delas!

Aqui a mobília de quarto alentejana: pintada com flores garridas.
A máquina de costura que cosia de verdade.
Mas era a minha mãe que fazia os lençóis, as colchas, os naperons
e as roupinhas para as bonecas,
porque eu ainda era muito pequenina.

Aqui é a mobília do quarto de jantar.
Foi feita por um carpinteiro que se ia casar.
Fez a miniatura da mobília que contruiu para o casal
e como os meus pais iam ser os padrinhos,
resolveu oferecê-la à menina!

Aqui sou eu com a Margarida, já aqui mostrada no blog.


E já que estou a referir coisas tão antigas,
não resisto a mostrar o meu caracol, ainda hoje guardado numa caixinha.
Mais tarde o meu cabelo ficou muito escuro.
O caracol ainda na cabeça da Teresinha!...
Por hoje já chega de recordações!
Não vos quero aborrecer com tantas memórias minhas.
Só vos digo que, por mim, ficaria muito mais tempo aqui sentada
a relatar estórias da minha longa vida...
com a perna estendida, a ver se curo a tromboflebite
causada por um acidente doméstico... há 18 dias!...

Abraço-vos e fico à espera da vossa opinião,
se acharem que mereço!...