quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Marmelada e geleia de marmelo

Ei-la:
a minha marmelada!
Pensava eu (e até cheguei a dizer!) que este ano não ia fazer marmelada, mas, de repente, 
era necessário fazer geleia de marmelo.
Sendo assim, eu tinha de fazer também marmelada!
Para as compotas que eu quero mais aprimoradas... aquelas de que toda a família gosta muito,
uso o tacho próprio, réplica (mais pequena) do tacho que a minha mãe utilizava para fazer os doces na Quinta das Areias de Rabo de Peixe, nas férias de verão.
E fiz tudo direitinho como eu via a minha mãe fazer:
descasquei os marmelos, retirei-lhes as pevides e cozi-os cobertos de água;
por cada quilo de fruta juntei 800g de açúcar.
Levei ao lume até ficar no ponto.
Triturei com a varinha mágica... e nisso é que fugi às regras, porque não usei o passevite!
 Entretanto cozi as cascas e pevides, a que juntei a água de cozer os marmelos.
 A marmelada ficou pronta.
 
 A seguir levei ao lume a água da cozedura, depois de coada:

3 litros da água da cozedura e 3 quilos de açúcar,
 juntei 5 rodelas de limão e 3 paus de canela.
Em lume pouco esperto deixei cozer até fazer o ponto.
 Digo-vos que ambos os doces ficaram deliciosos.
Poderão dizer que na bimby é mais fácil e até mais rápido na panela de pressão. 
Acredito!
Mas eu gosto de manter a tradição com o sabor de antigamente, ainda que isso me dê mais trabalho!
Faço-o com muito gosto e assim recordo a minha infância e juventude e dou a conhecer aos meus filhos e netos o sabor dos doces da avó e bisavó.
UM ABRAÇO

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Casaco de tricô com tranças (tam. recém-nascido)

Entre os casacos para bebés pequeninos que mostrei noutra publicação estava este modelo. Agora, e a pedido duma querida amiga, vai aqui este outro que fiz para ir tricotando e fotografando em pormenor para quem o quiser copiar.
Penso que as fotos estão elucidativas. 
Dá para contar os pontos e as carreiras. 
No entanto, estou aqui e poderei esclarecer quem não o conseguir fazer e tiver dúvidas.
 Gosto de fazer estes casacos simples e a fechar atrás, sem fitas nem laços à frente.
Este foi tricotado com este fio antialérgico na cor que eu tinha em casa: lilás clarinho.



 E vejam como fica bem à minha Guida! Assim de frente...
 ... e de costas, vendo-se bem a basta cabeleira da minha boneca americana que tem praticamente a minha idade!
Se gosta do que vê... está à vontade para copiar! 
UM ABRAÇO

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Maionese

A minha mãe ensinou-me imensas coisas,
desde a culinária aos trabalhos com agulhas de todos os tipos,
incluindo costura e bordados.
E o que não me soube ensinar, como o piano,
arranjou quem o fizesse, quando descobriu que, 
dos quatro filhos, a menina é que tinha jeito para música!
Ao longo da vida fui fazendo um pouco de tudo,
até que cheguei aqui: ao mundo da informática, que,
não tendo a minha mãe para me arranjar quem me ensinasse,
arranjei ajuda junto do meu filho, 
com aulas esporádicas e rápidas, mas muito elucidativas!

Mas eu vim aqui para vos mostrar a maionese que fiz hoje!
Para outros comensais eu teria feito rapidamente a maionese
com o ovo inteiro e a varinha mágica,
(não ficando com o braço a doer... como fiquei!)
mas tenho cá o meu irmão que prefere a maionese da mamã
e nunca mais a comeu (porque não aprendeu como eu)!
 
Maionese à moda antiga
Colocar na tigela 1 gema e 1 pitada de sal fino
e começar a batê-la com uma colher de cabo comprido,
juntando depois lentamente um fio fino de azeite
e continuando a bater sempre no mesmo sentido
até ficar com a consistência que aqui mostro.
Só no fim se mistura um pouco de vinagre.
 Foi assim que comemos a salada russa de peixe (maruca), 
depois da sopa de feijão com nabos,
também muito apreciada pelo meu irmão.
Estando a passar uns dias connosco, tenho de o apaparicar
como a mamã fazia.
Por hoje é isto... 
até publicar um casaco lindo de tricô para bebé.
UM ABRAÇO

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Casacos, botas, luvas e gorros de tricô para bebés pequeninos

Nesta minha última ida aos Açores tricotei um casaco 
para o meu neto mais novo. 
Com esta tarefa só utilizei cinco dias dos trinta
que ia lá ficar.
Peguei nos fios que tinha deixado lá e comecei a tricotar
casacos, botas e gorros para oferecer a bebés.
Quando fui comprar mais novelos aceitei a sugestão
da funcionária da loja e entregar os tricôs no serviço 
de Neonatologia do Hospital de Ponta Delgada.
Mãos à obra, por uma boa causa!
Aos poucos foram saindo trabalhos bem pequeninos, 
pois destinavam-se a bebés prematuros.
A seguir, o meu modelo preferido... depois de pronto 
parecia roupa de boneco!
 Este outro ficou bem simples, mas terá igual utilidade.
 E este...
 ... e este.
 Depois fui acabando os restinhos dos fios em gorros e botas.
 Três dias antes de regressar das férias com os meus açorianos,
dirigi-me ao Hospital do Divino Espírito Santo, 
em Ponta Delgada, 
para entregar o trabalho que fizera com muito carinho.
 
Fui amavelmente recebida pela responsável do setor,
que me levou a espreitar os bebés nas incubadoras
e a exposição de lindos trabalhos tricotados pela pediatra
daquela unidade, com fotos de bebés que por ali passaram.
 Depois de conversar fiquei a saber que luvas eram peças
muito apreciadas, para que os bebés não soltassem os tubos
que, necessariamente, usavam nas incubadoras.
 Foi assim que, de regresso a Coimbra tricotei luvas pequeninas,
para bebés pequeninos!
 Confesso que nunca as tinha feito,
desconhecendo como são tão úteis!
Não será correto referir (muito menos divulgar!) o que se doa,
mas achei que indo diretamente ao lugar próprio,
não seria incorreto contar!
Já tenho oferecido casacos a muitos bebés 
e outros trabalhos feitos por mim, mas, com franqueza,
às vezes não sei o fim que levam!... 
Estas luvas irão viajar até Ponta Delgada!
Outras ficarão mesmo por cá!
E assim não restam dúvidas: 
os meus tricôs, feitos com tanto gosto e carinho,
serão realmente usados por quem realmente precisa!
 Que seja uma sugestão para quem tricota com carinho...
para quem necessita de carinho!
 UM ABRAÇO

domingo, 14 de outubro de 2018

Ajuda para o casaco de tricô - tam. 2 anos

Vou aqui dar umas dicas para a confeção deste casaco
da minha publicação anterior onde eu não mostro os pormenores
que vou mostrar agora e com a receita nas fotos...
e o meu neto mais pequeno!
Compartilho convosco como o tricotei, mas aqui na net vejo
que há mãos bem mais habilidosas do que as minhas! 😜
Digamos que tenho muitos anos de agulhas...
e tento fazer tudo direitinho (mesmo sem ser no tricô!)
 Espero ter explicado bem o decote em V, mas traduzo:
faço mates (2mj aqui em meia) de 4 em e carreiras; 
como digo na foto, no outro lado temos de acavalar as 2m
para que a meia não fique torcida.
Quem tem prática saberá "acavalar" as malhas, aliás, 
muito bem explicadas na net ou em qualquer revista de tricô.
 Quanto aos fios, eu costumo puxar só 2 ou 3 fiozinhos 
quando o fio é mais grosso. E coso os botões só com um.
Espero ter ajudado!

Vi na TV que o furacão Leslie fez muitos estragos no continente.
Espero que nenhuma pessoa amiga tenha sofrido com isso, mas vi que até houve feridos e muitos prejuízos que me causam preocupação e tristeza.
Aqui nas ilhas passou ao largo, manifestando-se apenas com ventos fortes e chuva torrencial de momentos. Hoje já tivemos um dia bom, mas não sei como estará a minha casa em Coimbra! 😟
UM ABRAÇO

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Encontrei o casaco sugerido pela Nina!

Tanto procurei, que encontrei a foto do modelo
do casaco que tricotei para o Miguel: Está aqui, no Pinterest,
sem identificação do autor, mas sugerido pela Nina no FB:
https://www.pinterest.pt/pin/489062840781244569/feedback/?invite_code=6b71960c60954f368bfb79fe2bad2547&sender_id=293860081844498607
E tem graça que quando tentei encontrar a autora da obra,
encontrei várias fotos de casacos tricotados por mim
e publicados aqui no blogue!
E o que eu fiz está na minha publicação anterior, assim:
Como não o tinha memorizado bem o modelo, agora vejo a diferença:
ao lado dos torcidos eu deveria ter feito duas malhas em liga.
em vez de uma!
Agora nesta busca encontrei este outro casaco do mesmo género.
Ficará para outro casaco a repetir.
 Ah!
O que eu irei tricotar para o meu marido vai ser um pouco diferente,
porque tantas tranças dão muito trabalho...
apesar do modelo que tenho em mente ter também uns torcidos,
que voltam a usar-se, pelo que vou vendo na net.
Caso esclarecido!
UM ABRAÇO

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Casaco de tricô para rapaz - tam. 2 anos

      Aqui, já no meio do Atlântico, 
 tricotei este casaco para o meu neto Miguel.
 
     Na saída do dia seguinte ao da chegada fui direitinha à loja e, a conselho da senhora que já me conhece, trouxe três novelos do fio Nanny da Rosários e trabalhei com agulhas nº 4. 
     Apesar dos torcidos, que fiz com o auxílio dum palito, ficou pronto seis dias depois. 
     Não me lembro de ter tricotado com este fio, mas achei-o muito bom, muito macio. Para esta idade fica mesmo bem, mas para bebés de poucos meses não será, talvez, apropriado. Voltarei a usá-lo para outros trabalhos... e quem se colocou logo na fila, como futuro contemplado, foi o meu marido, que ficou encantado com o casaco do neto! Evidentemente que usarei cor adequada a rapaz de 76 anos!...  
  Mas eu não poderia terminar esta publicação sem fazer referência à querida amiga Nina, que mostrou este lindo modelo, penso que encontrado do Pinterest. 
Não copio peças sem mencionar a fonte e não guardei a foto, mas a nossa Nina irá avivar-me a memória, dizendo-me onde o encontrou... eu conto com isso!
Julgo que a foto não referia o autor, mas eu achei logo que iria ficar bem ao meu neto Miguel!
E ei-lo:
Estava calor, por isso o vestiu a custo... apenas por uns instantes,
mas quando vier o tempo mais fresco, ele não irá sentir frio!
Espero que gostem e copiem!
UM ABRAÇO
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Casaco de tricô para bebé - tam. 3-6 meses (com pormenores da pala)

Tricotar, para mim, além de um contentamento... é um vício!
Ultimamente tenho saltitado por vários ninhos,
entre o centro, o litoral e o norte.
Levo sempre agulhas e fios, ou agulhas, linhas e linho.
Numa das vezes, tenho ficado mais tempo do que o previsto,
esgotei o fio e tive de reabastecer o parco stock.
Vou mostrar o primeiro casaco que tricotei naqueles dias.
Neste modelo prefiro os casacos abotoados atrás,
livres de botões e fitinhas que poderão incomodar o bebé.
Mas quem preferir, poderá usar assim. 
Não fica mal e o modelo adapta-se bem.
Logo que o acabei, perto do mar, ficou assim:
 mas lá não tinha botões.
 Para ajudar, mostro a seguir as preciosas dicas
que vos evitarão o uso de lápis, de papel e... 
da matemática!
Papinha feita! Que bom! 

Começa por cima.
Fui inventando, mas tive por base um outro casaco que fiz, 
usando o número de malhas que ficou bem.
Como eu escrevo na foto, 
os buraquinhos da cava serão de evitar no futuro:
as laças deverão ser tricotadas pelo avesso em liga torcida
e ficará muito melhor!
Se a pala tivesse motivos com buraquinhos...
aí sim, já ficariam bem os buraquinhos nas cavas.
E há quem não faça esses aumentos antes da cava,
mas eu acho que o casaco assim veste muito bem.
 Depois deste já fiz mais dois e tenho outros dois para acabar.
Isto só mesmo de viciada em tricô!
Como estou quase de partida para os Açores,
onde ficarei um mês no meu ninho de São Miguel,
não vou levar fios nem agulhas. 
Lá tenho esse material e há uma loja com fios muito bons.
Farei um casaco para o meu neto mais pequeno...
enquanto é pequeno!
O modelo foi sugerido pela nossa querida amiga Nina,
que, como sabemos, nos dá ideias maravilhosas.
Noutros tempos cheguei a tricotar, numa semana,
um casaco para a minha mãe! (a minha mãe era pequenina!)
Trabalhos de maior dimensão... só no pino do inverno!
Agora ainda é verão... só por mais dois dias, mas ainda é!!!
UM ABRAÇO


domingo, 9 de setembro de 2018

Casaco de tricô para bebé - tam. 4-6 meses

Este casaco foi feito nos dias em que estive na praia,
mas não foi tricotado na areia; foi tricotado a ver TV.
 
 
Eu tenho manias (acho que todos temos!) e uma delas
é tricotar com um olho nas agulhas e outro na TV!
Porém, quando se trata de tricotar em ponto de liga/tricô,
acho que não preciso de olhar para as agulhas,
por ser fácil demais!
De vez em quando vou conferindo o que vou tecendo:
pego, viro, reviro, estico e, às vezes, dou com erros 
que me obrigam a desmanchar para os corrigir.
O problema é quando não dou pelos erros a tempo!
Este lindo casaco foi tricotado lá na casa da praia
e regressou comigo ainda sem estar arrematado,
porque lá não tinha o material necessário para tal. 
Aqui, quando fui para o acabar deparo com isto:
Só não fiquei em choque porque sempre me disseram que
"o que não tem remédio, remediado está"!
Flores pra cima... e pronto! Foi o remédio!
Alguém nota alguma coisa?
Se eu não contasse isto, ficava na mesma!
Agora fico a aguardar que me contem os vossos erros...
 ... mas só deste género!
Os outros são segredos que morrem connosco!
Ah! Se quiserem copiar este casaco (sem erros!) 
podem espreitar AQUI.
UM ABRAÇO

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Croché para vestido

Este foi um vestido que fiz para a minha neta
que agora tem nove anos.
Apesar de eu ter feito a saia com duas daquelas nervuras
que servem para ir desmanchando 
à medida que a criança vai crescendo,
(aprendi com a minha mãe!)
o vestido ficou maior do que o esperado
e só agora é que está na medida certa! 
Usei linha nº. 20 e copiei a flor por uma revista
muito antiga "Mãos de Fada".
Para as alças e costas usei a imaginação.
 Esta minha neta é pequenina...
também não tem a quem sair grande!
Tanto eu como a minha filha, sua mãe,
somos de pequena estatura, como a minha mãe,
embora, com a idade, eu tenha crescido na direção errada!...
Há dias até fui ver se ainda tinha a mesma altura
referida no cartão de cidadão!
Oh!!! Meço menos 2 cm!!!
Quando o renovar terei de dar este esclarecimento!
Ainda bem que não tenho de mencionar o peso!
E com esta me vou!
UM ABRAÇO