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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Brinquedos antigos... e memórias!

Hoje resolvi mostrar-vos alguns dos meus brinquedos...
os que eu consegui salvar das mãos dos 3 rapazes, meus irmãos!
Só para verem até onde ia a imaginação, certo dia,
o Luís e o Hugo, resolveram brincar aos senhores dos talhos.
Pegaram num serrote e foram cortando aos bocados
o grande cavalo de cartão, onde podiam cavalgar... parados!
Espatifaram-no todo para poderem vender a carne no talho!...
Imaginem a cara da minha mãe quando viu a cena!...

Agora imaginem o que eu tinha de fazer
para salvar as minhas bonecas das cirurgias,
quando os 2 resolviam brincar aos médicos!...
Ainda assim, chegaram a operar...
ou melhor, autopsiar algumas!!!

Nos Açores, eu costumava brincar na falsa (sótão),
onde construía a casinha com caixas de cartão,
fazendo várias divisões, recortes para as janelas que, por vezes,
levavam cortinas feitas com as rendas e fitas antigas,
que a minha mãe guardava em caixas de lata pintadas.
Outras vezes brincava às visitas com a minha mãe:
visitávamo-nos, fingíamos que tomávamos chá nas minhas loucinhas
e a nossa conversa era sobre as nossas filhas!
Eu contava-lhe o que faziam as minhas meninas
e a minha mãe falava da sua,
dizendo que não queria comer, que ficava muito preocupada,
não fosse ela adoecer...

Agora as minhas netinhas podem também brincar,
mas sempre sob o olhar atento da vovó...
não vão elas estragar ou partir as relíquias que,
um dia, poderão também chegar às mãos das netinhas delas!

Aqui a mobília de quarto alentejana: pintada com flores garridas.
A máquina de costura que cosia de verdade.
Mas era a minha mãe que fazia os lençóis, as colchas, os naperons
e as roupinhas para as bonecas,
porque eu ainda era muito pequenina.

Aqui é a mobília do quarto de jantar.
Foi feita por um carpinteiro que se ia casar.
Fez a miniatura da mobília que contruiu para o casal
e como os meus pais iam ser os padrinhos,
resolveu oferecê-la à menina!

Aqui sou eu com a Margarida, já aqui mostrada no blog.


E já que estou a referir coisas tão antigas,
não resisto a mostrar o meu caracol, ainda hoje guardado numa caixinha.
Mais tarde o meu cabelo ficou muito escuro.
O caracol ainda na cabeça da Teresinha!...
Por hoje já chega de recordações!
Não vos quero aborrecer com tantas memórias minhas.
Só vos digo que, por mim, ficaria muito mais tempo aqui sentada
a relatar estórias da minha longa vida...
com a perna estendida, a ver se curo a tromboflebite
causada por um acidente doméstico... há 18 dias!...

Abraço-vos e fico à espera da vossa opinião,
se acharem que mereço!...