Três dias depois de eu ter chegado a S. Miguel
bateu à porta o rapaz que o ano passado me tinha vendido amoras.
É um hábito lá na ilha: vendem-se amoras porta a porta.
E o rapaz adivinhou que eu tinha chegado!
Amoras muito macias, doces e suculentas.
Comprei um balde delas... para aí uns quatro quilos ou mais!...
Lavei-as e deixei-as logo a macerar no açúcar que tinha em casa.
Tive de ir comprar mais e distribuir a mistura em dois tachos
para confecionar a minha compota.
Uma porção maior, depois de atingido o ponto, foi ralada
no passe vite e deu para encher cinco frascos médios.
Ofereci um a uma amiga e os outros vieram comigo
para Coimbra.
A outra porção, que não ralei a pedido da minha filha,
deu para três frascos, que ficaram com ela, em S. Miguel.
Juntei o açúcar a olho e, mexendo de vez em quando,
deixei ferver em lume brando até ficar no ponto.
Deixei arrefecer um pouco e ralei, levando de novo ao lume
só para ferver antes de enfrascar.
Aqui foi usado no meu pequeno-almoço com o chá habitual,
da minha terra!
Apesar de ter transformado as suculentas amoras em compota,
sei que continuam a ser um alimento muito saudável,
que como, de facto, com moderação... isto é,
não como todos os dias, mas quando como
gosto de barrar generosamente o meu pãozinho!...
Não pensei no blog quando fiz o doce,
por isso não fotografei as etapas da confeção.
No fim ficou assim para vos mostrar a consistência.
Se alguém o quiser provar... ainda tenho para oferecer!
Não sou muito gulosa, mas aprecio um bom docinho!
Espero ter aguçado as vossas papilas gustativas!
Para provar esta delícia
terá de vir tomar o chá das cinco comigo!
O convite é feito com muito agrado!
UM ABRAÇO





