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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Blazer

Não sou pessoa muito interessada em moda.
Compro roupa só quando preciso e não só porque gosto!
Vou usando o que ainda me serve 
e fico contente quando visto roupa com muitos anos:
quer dizer que não engordei... mais do que já estava gorda!!!...
Desta vez achei que precisava de um blazer à medida.
Faço umas costurinhas, mas casacos... nem me atrevo!...
A modista aqui perto de casa está velhota e já não costura.
De vez em quando eu metia-lhe nas mãos tecidos 
e a senhora chegou a fazer-me umas roupinhas muito giras!
Para este casaco lembrei-me da nossa amiga Mira
que costura muito bem, por trabalhos que vi da sua autoria.
Eu estava à espera de poder mostrar-vos o meu casaco novo
quando saísse com ele, mas como não saí a modos de o usar...
fotografei-me quando cheguei a casa e o vesti para ver como ficava!
Fica muito bem!
Numa saída para perto da capital do norte, onde fiquei vários dias, 
resolvi colocar o tecido nas mãos da Mira 
e confiar no seu gosto: quem costura sabe o que se usa!
Tirou-me as mediiiiiidas... e eis o resultado:
uma nova fatiota e eu toda janota... 
pronta a desfilar!
 Durante as provas sempre passámos um tempinho juntas
e os maridos ficavam a conversar sobre literatura
enquanto a Mira me ia acertando os centímetros!...
O Luís, seu marido, possui uma vasta e rica biblioteca, bem como
uma invejável coleção de discos de excelente música erudita.
A foto mostra como a Mira é uma pessoa meiga e alegre.
Gostei muito dos momentos passados com este simpático casal.
Um dia destes saio para estrear o meu lindo casaco novo!
Obrigada, Mira!

sábado, 25 de julho de 2015

Solução para decote de T-shirt

Não uso cachecóis e não gosto de T-shirts apertadas no pescoço, mas gosto muito de T-shirts de algodão. Trouxe sempre uma ou duas dos vários sítios que visitei nas minhas viagens. Enquanto trabalhei fiz ginástica de manutenção e essas blusas foram muito úteis. Umas ficaram velhas e outras deixaram de me servir. Como guardei estas últimas, agora os meus herdeiros gostam de lhes dar uso. Restam as mais recentes , de tamanho nXLs... Como são mesmo muito grandes, às vezes faço-lhes umas pinças para lhes dar forma mais elegante e corto os decotes, debruando-os com fita de viés. 
Estas duas ficaram assim, muito mais frescas.

Espero que tenham gostado e aceito outras sugestões para as minhas próximas T-shirts que usarei nas caminhadas e na praia.
UM ABRAÇO

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fronhas

Antigamente as meninas casadoiras faziam o seu enxoval de casamento. Eu fiz algumas coisas, outras foram feitas pela minha mãe, umas foram oferecidas pelas tias velhinhas e poucas foram compradas.
E o que é que as moças faziam naquele tempo? Colchas de quadrados de croché… lindas, mas pesadíssimas! Hoje as jovens nem as apreciam e quem as tem, guarda-as a maior parte do ano... no fundo do baú. A minha mantém-se incompleta… falta-lhe a franja! Quando a uso, raramente, entalo-a, fica bem… mas morrerá assim: sem franjas!!!
Bonita, isto é, lindíssima, é esta que a minha mãe fez em tricô, aos triângulos unidos em quadrado, formando quatro pétalas no bico da união. Ofereci-a à minha filha mais velha quando se casou.
Mas não fazíamos só colchas! 
Fazíamos toalhas e guardanapos, que depois bordávamos. Também bordávamos lençóis e pregávamos-lhes entremeios e barras feitos de croché com linhas muito fininhas.
Bordávamos paninhos de tabuleiro, enfim, tudo isto era moda naquele tempo.
Quando me casei levei alguns lençóis com rendas de croché e as fronhas, ou tinham também uma rendinha igual, ou eram lisas. Falo de lençóis brancos, 100% algodão ou linho fino. Algumas fronhas envelheceram mais depressa do que os lençóis, por isso, de vez em quando tenho de as substituir.
Foi a tarefa da manhã deste dia que amanheceu entre raios e trovões, passando a chuva e ventania. Parece que agora amainou… mas não apetece sair de casa.
De manhã a minha ajudante fez as suas tarefas… enquanto eu fiz as minhas: 4 fronhas. Duas, em envelope, levaram uma renda que eu comprei a metro, há alguns anos, numa retrosaria em Famalicão. Parece mesmo feita à mão.
As outras duas fronhas, tipo saca, com atilhos de nastro, e um bordado inglês estreito que havia por aqui. Como eu não tinha nastro… improvisei as fitas com uma tira da ourela do pano que utilizei.

E assim vou conservando o meu enxoval, onde a roupa da cama é branca e não pode ter fibras… faça frio ou faça calor... seja moderna ou seja antiquada!!! Se for antiga... melhor!
Não sou de me cansar das coisas e quando as uso todos os dias, vem-me à memória um ou outro episódio do passado e até parece que sinto a presença das pessoas que já desapareceram desta vida e me deixaram tão rico e tão simples legado.
UM ABRAÇO

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Saco de retalhos

Mais um saco de retalhos... 
porque o que fiz para mim agradou por aqui!
E como os retalhos abundam... tenho de os ir utilizando.
Dum lado ficou assim...
... do outro ficou assim,
e por dentro, assim, com muitos bolsos para os perdidos!
O forro que se vê é igual à parte de cima exterior.
Lá para baixo, não se vê, utilizei um tecido muito garrido,
que não iria utilizar em mais nada, até porque é um pouco pingão!
Assim gasto-o sem assustar ninguém!!!...
Nem sei como veio cá parar! Se o comprei, devia estar louca!...
Em Espanha encontrei este pequeno instrumento,
 pelo qual me apaixonei logo que o vi e, claro, logo o adquiri.
Serve para marcar por onde irá passar o pesponto
ou para indicar onde cortar o tecido, sem o riscar com marcador.
As peritas nesta matéria devem achar que eu descobri a pólvora...
mas, com esta idade, 
nunca tinha visto pecinha tão boa para facilitar este trabalho.
Servirá para marcar no linho os desenhos por cima do papel químico,
nos bordados de richelieu ou até noutros. 
Experimentei-o aqui e, se tivesse previsto o sucesso,
teria feito o acolchoado com pespontos mais próximos.
Resulta e o tecido não ficou franzido!
Se calhar descobri mesmo a pólvora!!!...
 Muito útil e eficaz a minha velha tesoura elétrica. 
Alguém comentou que tinha uma igualzinha e não gostava. 
Eu gosto e corto direitinho sem cansar os dedos.
 Como sou muito poupadinha... e gosto de reciclar
- ainda nem se falava em reciclagens -
 e eu já guardava num saco as aparas dos tecidos, 
assim como as pontinhas de lãs dos tricôs e crochés
que irão servir de recheio de almofadas para os sofás.
Já tenho algumas assim.
 Mas esta empreitada dos sacos ainda não acabou!
Há mais três para acabar, mas por hoje já chega!
Amanhã haverá mais uma sessão de costura 
e espero investir noutra versão do modelo,
apesar de já estar cosida a parte central dos sacos.
Aceito sugestões e, claro, a vossa opinião sobre este!
UM ABRAÇO

sábado, 21 de março de 2015

Como fazer uma costura tombada ou costura inglesa...

Como ando na maré dos retalhos, lembrei-me que ainda não tinha visto por aqui, pela net, uma união de tecidos como aprendi a fazer com a minha saudosa mãe.
Ver, vi... mas eu faço melhor e mais depressa!!!... HEM???
Andei pelo youtube, vi várias dicas, mas confesso que todas as que vi, em aulas de longos minutos... não são tão simples como a que hoje irei mostrar... quiçá ensinar!
Acho que poderei dispensar palavras, pois as fotos ilustram com alguma precisão a fácil técnica desta costura feita com apenas dois pespontos.
Que me desculpem as já conhecedoras desta matéria!...
 Estando o tecido bem cortado, faz-se o vinco com a unha do polegar e pesponta-se bem rente, como mostro.
 Afastam-se os tecidos e tomba-se, neste exemplo, o xadrez para cima do escuro, vincando com a unha ou com o ferro... 
 ... antes de passar o 2º. pesponto.
 Fica assim dum lado, se gostar será o lado direito...
 ... e assim, pelo avesso. 
Se preferisse usar este lado como o direito, teria invertido a face do tecido escuro, no início.
Eu usei muito esta costura nas roupinhas que fiz para os meus bebés... nos pijamas, nas blusinhas... em tudo o que não era para chulear, para tornar mais confortável o avesso das peças.
Esta costura foi feita durante 1 minuto! 
Levei mais tempo a fotografá-la e agora a escrever o texto,
O romance sobre a costura inglesa... 

Quem já conhecia isto, riu-se... e não chegou a ler até aqui!!!
Quem não conhecia e gostou de aprender... dá-me uma grande alegria 
e, então, se comentar... nem imagina!!!
Quem detesta costurar... espreite o meu outro blogue!!!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Túnicas

Ando há tantos dias a dizer que tenho 3 túnicas para costurar e que simplesmente não me apetecia pegar-lhes! Ontem à tarde fiz uma, hoje fiz outra, e a 3ª. ficará para a posteridade… para ver se sai com outro modelo! Há alguns anos comprei umas peças destas, não amarrotam, são macias e frescas, boas para as viagens, para festas, para as galas dos cruzeiros, sim, porque eu não sou de toiletes chiques… nem grandes gastos em roupa!!! Com calças pretas ou brancas, de seda, uma echarpe todos os dias diferente, e é assim que cumpro a regra da gala do comandante do navio ou do nível da festa!... Além disso, ficam bem em qualquer altura. Como estou de partida para ao Açores, esta roupinha ocupa pouco espaço e vai-me fazer muito jeito.
A que tem flores azuis foi a que serviu de modelo, bem fácil.

 Aqui as duas que acabei e que levarão cinto ou não.
Não sou rigorosa com as modas, nem tenho gosto apurado!
Mas as montras que vi há dias em Biarritz e Carcassonne
estavam pejadas de manequins vestidos de preto.
Por enquanto usarei estas cores
 porque ainda não sinto vontade de vestir outras.

OUTRO ASSUNTO EM JEITO DE DESABAFO!
Há um provérbio muito certo, que significa muito para mim:
“longe da vista, longe do coração”.

Não que isto me aconteça, não! Eu tenho sempre no meu coração pessoas que estão longe, algumas mesmo muito longe . São lembradas por mim todos os dias, várias vezes por dia, e quando nos encontramos, o abraço que nos envolve é tão forte que até parece que estivemos sempre assim, juntinhas. A conversa é reatada como se tivesse sido interrompida na véspera, ainda que nos vamos falando apenas pelo telefone e às vezes pelo skype. 
Pensei que aqui na blogosfera isso pudesse acontecer, mas sinto que não: “longe do post, longe da palavra”!... Se não publicamos qualquer coisa diária ou quase diariamente, ainda que fútil, supérflua, apenas um olá sem conteúdo… (há olás  com muito conteúdo!...), ficamos logo sem comentários  nem uma palavrinha de curiosidade em saber como vai a vida. 
Isto será amizade? 
Claro que não... é só blog!
Algumas pessoas ainda dizem “passei rapidinho só para dizer olá!”. Bem, assim já é, pelo menos um cumprimento, mas cheira a resposta que me leva a supor que estou importunando ao comentar o que quer que seja!… Lembro-me logo daquelas pessoas que, em vez de oferecerem a sua casa, com convicção, para uma visita e uma amena conversa, dizem: “olha, aparece!...” 
Isto será amizade?
Claro que não... é só um faz de conta!
Mas os amigos escolhem-se e depois de os conhecermos aceitamo-los  ou não como são. Duvido - dê ó dó – que alguém leia isto até ao fim. Por isso, a quem ler tudo, deixo um aviso : estas palavras não são para si, amigo/a que muito estimo. Se não tenho aparecido nem editado nada, isso é fruto de força maior:  justificação obrigatória dada às faltas de presença no local de trabalho, naquele  tempo a esquecer!!!... Ainda hoje não sei o que era essa “força maior”… do antigamente! Sempre a entendi como “força menor”!!!...
Agora ainda estão muitas pessoas de férias. As que regressaram não têm mãos a medir para pôr tudo em ordem e retomar a rotina. Eu entendo as ausências, embora nem todas.
Espero voltar a ver aqui trabalhos bonitos e textos lindos com histórias encantadoras de pessoas que completam o meu mundo da blogosfera. 
Às pessoas a quem não deixo os comentários desejados
 e a quem deixo comentários indesejados, 
aqui vão as minhas desculpas.
Eu própria já não dou a assiduidade com que comecei este blogue, 
mas não se esqueçam que sou entradota na idade e qualquer dia...
UM ABRAÇO

domingo, 18 de maio de 2014

Saia preta para menina

Continuando no tema das arrumações,
achei mais um modelo que segui,nos anos 70,
para costurar esta saia para a minha filha mais velha...
já lá vão 40 anos!
Não me lembro se copiei por moldes, mas acho que não!
Nessa altura (e ainda hoje...) gostava de dar o meu toque
e desconfio que o tamanho não seria o adequado.
Mas já não me lembro... e isso agora não interessa!
 Só sei que copiei esta linda saia usando fazenda de lã 
que sobrou da minha capa negra de estudante.
 Forrei-a com tafetá cinzento 
e os pespontos foram feitos com linha quase branca.
O fecho e o colchete ficaram no lado esquerdo, escondidos.
 
 Aqui um pormenor e acreditem que está ainda boa de usar.
A minha filha mais nova também a usou e agora serve
à minha neta de quase 5 anos.
Agora já está calor, por isso aguardará o outono. 
Como tem sido guardada a salvo das traças... 
espero que ainda venha a ser usada pela geração seguinte!
Como tem as alças compridas, 
acompanha o crescimento da menina que a usar.
E como é preta, combina muito bem com tudo.
Por hoje acaba aqui a minha nostalgia!!!
Mais recordações aparecerão na sequência das arrumações.
Veem agora por que guardo estas coisas?
Acreditem que me transportam no tempo aos dias grandes...
em que eu fazia tantas coisas... tão depressa...
e ainda sobrava tempo para ir ao cinema!
Muitas pessoas dirão
 " comprado feito é mais prático".
Lá isso é!!! 
Mas não iria provocar a bonita sensação que neste momento sinto!...
UM ABRAÇO


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vestido para menina, com bordado

Este foi um dos vestidos que fiz há 34 anos, para a minha filha mais nova.
Agora que serve à filha, minha neta, cópia fiel da sua mãe!...
Saiu das roupas antigas que guardo e penso que não destoa!
O tecido às bolinhas é de algodão macio e enrugado em tiras.
Sempre fiz a roupa em jeito de servir durante vários anos.
Na sua forma original este vestidinho tinha 3 nervuras 
que iam sendo descosidas a cada ano.
Por fim,
quando já não havia nervuras e o vestido ainda servia na largura,
eu acrescentava-lhe um bordado inglês na bainha, 
como aqui mostro... e como aprendi com a minha mãe!
 Estamos em crise... e naquele tempo como era?...
Será que hoje em dia as mães aproveitam assim as roupas dos filhos...
ou compram novo... de tal marca?...
O peito levou piquê onde bordei duas borboletas.
E como esta minha netinha é a cópia da sua mãe...
miudinha, airosa, meiguinha, alegre... 
vê-la assim vestida recuo 30 e tal anos no tempo...
e sinto-me feliz... sinto-me bem... 
mesmo muito bem!!!
UM ABRAÇO
Obrigada pelos comentários 
e sejam bem-vindas, novas seguidoras!

sábado, 11 de maio de 2013

Bolsa de retalhos

Ontem, finalmente, decidi fazer a bolsa que, há algum tempo, tinha andado à procura na net. Mas foi graças à Nina que pus mãos à obra, seguindo a sua excelente sugestão: AQUI .
Também segui  AQUI as indicações sugeridas pela Nina, mas o meu problema eram as cores e os tecidos. São todas lindas e até tenho vários tecidos idênticos, de sobras das minhas mantas de retalhos, mas são cores garridas para o saco que pretendo: para uma pessoa mais idosa... como eu! Como por AQUI encontrei cores mais escuras, embora em tecidos muito mais bonitos do que estes tristes que usei... decidi-me antevendo o resultado, que acabou por agradar aqui à velhota!!!...
E ficou assim. A foto foi tirada assim de propósito... para não verem as costuras cambetas!!!
Tem o recheio que sobrou das várias cobertas que fiz com retalhos e ficou com 36cm x 41cm. 
Usei uma espiguilha cor de rosa que tem mais de 100 anos.
Era da loja que o meu avô materno.
Coloquei também, ao alto, o resto de um galão com dourado e em baixo uma rendinha bege de algodão.
Era para colocar, pelo lado direito, um bolso com fecho, 
mas preferi fazer bolsos no lado avesso, para as chaves...
...para o telemóvel, medicamentos, caneta... coisas que, normalmente, não se encontram com facilidade numa saca como esta.
Vai-me dar jeito, porque não pesa nada!
 
Ah!... Mas não desisto de ganhar a bolsa da Nina!!!
Se eu for a felizarda, oferecê-la-ei a uma neta...
o que significa que terei de fazer outras garridas... para as outras netas!...
Só não garanto a perfeição da da Nina!
E quando fui à varanda encontrei esta linda rosa.

Ainda tenho a máquina de costura aberta... já olhei para os tecidos...
tenho uma coberta de retalhos de lã para acabar,
mas acho que me vou esquecer disso!...
Vou mas é fechar a máquina... e arrumar a tralha que espalhei!...
Obrigada.
UM ABRAÇO PARA QUEM ME VISITA!
Bom fim de semana.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

A camisa de dormir



A camisa de dormir

O F. ia a Lagos, dar uma ação de formação, e eu ia acompanhá-lo, como fazemos quando ele vai para longe, por alguns dias.
Procurámos na net onde iríamos ficar: tinha de ser bom, económico e perto do centro e do local onde iria decorrer o curso. E assim foi!
Chegados ao hotel,
desfiz a mala e verifiquei que me tinha esquecido de levar
a camisa de dormir…
coisa que às vezes acontece, uma vez que, para o F.,
raramente levo pijama: ocupa espaço e depois ele não o usa!

Só por uma noite, o caso ficaria assim, e ficou mesmo,
mas por várias… teria de resolver o problema.
Assim, no dia seguinte, fui procurar camisas de dormir,
bem fresquinhas porque estava calor.
Corri várias lojas e não encontrei nenhuma que me agradasse:
ou tinham fibras e eram quentes, ou não eram macias e picavam,
ou eram de fibras sintéticas… elétricas,
não havia de cambraia e eu acabei por desistir.

Então lembrei-me de confecionar uma:
para isso precisava de tecido e linha, porque eu tinha na saca dos bordados agulha, dedal e tesourinha.

Depois de mais umas voltas encontrei um tecido bem fresco e,
apesar do padrão não ser muito bonito,
acabei comprando-o porque era muito macio.
Tive de comprar também uma fita de viés para as alças e linha da mesma cor.

Depois da longa busca sob um sol bem quente regressei ao hotel e deitei mãos à obra. Quando comecei a cortar o tecido com a minúscula tesoura de recorte de richelieu, a dita quebrou!
Como eu já estava ao fresco, à paisana..., isto é, sem roupa… não tive paciência para me vestir e ir à receção pedir uma tesoura maior. Mesmo assim fui cortando e lá consegui talhar as cavas. Depois foi só coser à mão, com ponto atrás, deixando uma racha para eu movimentar melhor a perna esquerda que fica sempre ao léu, a fitinha a arrematar as cavas e as alças.


O resultado foi este e nessa noite já dormi bem composta e fresquinha.

Mas para não ficarem a pensar que as minhas camisas de dormir
são todas assim,de patega…
mostro também uma que fiz, de cambraia com rendinhas de algodão
e que ficou bem lindinha e macia!...

Nesta utilizei a máquina de costura, como é evidente!...


Tenho dito!
Abraço quem teve paciência de ler esta peripécia!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Chapéu de bebé





Depois de pedir ajuda às minhas amigas do grupo de hardanger, acabei por fazer este chapéu para a minha netinha Beatriz.
Copiei o chapéu da minha boneca Margarida, que tem 60 anos e, como vêem, está muito conservada!!!... diria que está melhor do que eu...rs...!
Utilizei o piquê das calças que pertenceram ao meu irmão Hugo... há 40 e tal anos!...
E é assim que, mergulhando no baú, vou remexendo nas minhas memórias, salvando o que um dia foi posto de parte ... e que agora tem utilidade!
É o que vou passando aos que vão agora nascendo!...