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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pano de tabuleiro com bordado

Hoje acabei este pano que resolvi oferecer-me!
Costumo tomar o chá das cinco e transporto a chávena no tabuleiro com panos de bandeja que abundam na gaveta.
Mas apeteceu-me fazer este!
Quando, em pequenas, aprendíamos a bordar nas aulas de Lavores, punham-nos nas mãos um pedaço de linho para fazermos panos de tabuleiro! Era coisa pequena para acabar depressa... quando se acabava! Acho que isto aconteceu com todas as meninas  da minha geração, que agora rondam a minha idade. E bordei este pano não por falta dos referidos, mas porque resolvi copiar o desenho das três chávenas que a minha mãe me tinha deixado trazer da nossa casa de Ponta Delgada, deixando lá seis.
As chávenas são assim grandes, antigas, fininhas... 
como eu gosto para me consolar a beber um chá!
Reproduzi a olho o desenho da loiça e bordei apenas um ramo ao meio, por achar que nos cantos qualquer bordado ficaria tapado. O resto estava muito branco, por isso inventei uns arabescos que bordei a ponto pé de flor. Ficou assim muito simples, mas muito do meu agrado!
Para escolher as linhas fui pesquisar dentro da caixa que herdei duma grande amiga de família, a avó dos meus primos. Ainda organizadas por esta querida e saudosa amiga encontrei os tons das linhas ainda enroladas em cartões que, a certa altura me despertaram a curiosidade. Desenrolei um restinho de linha e desdobrei o cartão: era um convite para um baile no carnaval de 1946! E outro cartão era da participação dum casamento, em 1958. Lembro-me que a minha mãe também enrolava as linhas, mas em cartões que recortava.
 
Não conseguirei gastar todas estas linhas, mas irei utilizá-las em trabalhos que, depois, me irão lembrar a pessoa a quem pertenceram. As minhas filhas já não conheceram, mas irão lembrar-se do que eu lhes transmiti e irão dar utilidade a estas verdadeiras relíquias.
Este foi um post com cheiro a antigo, duma pecinha tão singela, de aparência insignificante, 
mas de grande valor para mim.
Estas são as pequenas coisas a que eu tanto me apego e me fazem reviver um passado agora já tão distante.
 As minhas linhas, já mais modernas, estão assim organizadas e foi com elas que bordei o meu quadro a ponto de cruz e que vou mostrar no fim.
 Foi com elas linhas que bordei este meu orgulho:
espreitem!
 UM ABRAÇO

sábado, 13 de outubro de 2012

Toalha de bordado típico regional da Ilha de S. Miguel - Açores

ESTA TOALHA É MINHA, 
MAS NÃO FOI BORDADA POR MIM.
Começo por dizer isto porque há quem me felicite 
por trabalhos que eu indico não sendo feitos por mim,
referindo-os como sendo da minha autoria... 
mentira!!!
Eu assino as fotos porque as captei, 
mas os louros do bordado vão para anónimas bordadeiras.
Feito o esclarecimento, aqui mostro uma toalha de linho
regional de S. Miguel, Açores, que era lá de casa
e que a minha mãe me ofereceu quando me casei. 
Mede 1,60m x 1,55m, tem 12 guardanapos e o desenho das avencas, 
ainda hoje muito utilizado, era o mais reproduzido
naquela época... há cerca de 50 anos!
Uso-a em ocasiões mais especiais.
 É muito simples, não é necessário bastidor,
mas, como veem, é trabalhosa... e as manchas são da luz,
pois fotografei-a de noite e a máquina é roscof !...
A bainha é feita virando, com a unha, cerca de 2 mm do tecido
e fazendo o ponto de recorte virado para dentro
em arquinhos... feitos a olho!
A seguir mostro o avesso.
Aqui um pormenor do desenho repetitivo,
mas que acaba por preencher a barra da toalha.
Pormenor da bainha, pelo lado direito...
,,, e aqui pelo lado do avesso.
Apesar da fraca qualidade das fotografias
os tons de azul DMC são exatamente esses, 
os tradicionais da Ilha de S. Miguel.

Este é um dos ramos maiores espalhados pela toalha...
... e este é um dos pequenos.
E aqui, a senhora de 96 anos que me fez ir a S. Miguel,
no dia do seu aniversário: a minha Mãe!
Espero visitá-la de novo brevemente, 
pois o tempo e as circunstâncias vão pedindo
visitas cada vez mais frequentes...
assim a minha saúde mas deixe realizar!
Desta vez ainda não tenho mais nada feito por mim.
O meu dedinho ainda está muito debilitado 
e não posso fazer mesmo nada com ele assim,
apesar de já ter retirado os 3 pontos que levou 
e da dedeira de borracha com que o protejo
contra as intempéries... durante o dia!!!
Mas dá para vos abraçar a todas!
Obrigada às visitantes fiéis ao meu blogue 
e sempre amigas, deixando um reconfortante comentário.
Até breve!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pano bordado a matiz no fundo dum tabuleiro... ou bandeja

Claro que o bordadinho não podia ficar eternamente pelo avesso!
Voltou ao artista, que o colocou direitinho.
A diferença não é grande... 
não esquecendo que a maior parte deste bordado a matiz
foi feita quando eu ainda era mocinha 
e acabado numa idade em que os olhos e os tremores das mãos
não facilitaram este trabalho feito sem usar o bastidor.
E para alegrar a foto, aqui vai o maravilhoso chá verde da Gorreana
com 3 ricos biscoitinhos micaelenses,
meu pequeno almoço de hoje.

A seguir mostro o início do projeto de casaquinho para bebé,
na cor escolhida pela mamã do mesmo.
Nunca tinha feito este modelo nesta cor, 
mas acho que vai ficar bonito. Depois de pronto mostro.
Vou a fim de semana para o norte, à festa do 15º aniversário
da minha neta mais velha.

Um abraço para todas as visitas...
que, às vezes, poderiam deixar um comentário para me animar!...
É que não custa nada e sabe bem!!!