terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Manta de croché & divulgação de blogues de açorianos

Uma mantinha de croché, simples e vulgar.
Deve ser tão antiga como o próprio croché...
e cada pessoa a tece como lhe apetece...
combinando cores ou deixando-as à toa, 
aproveitando os fios que sobram doutros trabalhos...
e deixando sobras mesmo depois de pronta!...
 Não há que enganar... e não ampliem muito,
porque tem erros!!!
 Aqui o pormenor do picô que a arremata,
tal como a manta... sem receita e sem ciência!
Ficou com 1,30m x 0,90m.
Hoje vou mostrar também as fotos publicadas pela 
revista açoriana SABER-AÇORES, de Fevereiro,
em duas páginas sobre blogues de açorianos.
A Nélia é que me mandou as fotos da revista 
e eu já lhe agradeci a alegria que me deu.
Hoje, imitando a nossa amiga, também publico,
as páginas onde aparecem os nossos blogues.

É bom saber que nos prestam atenção e nos dão valor.
Imaginem que a Quinha viu fotos do meu blogue
 num da Rússia...
Já espreitei e utilizei o tradutor... 
A russa diz bem de mim e utilizou muito bem as fotos!!!

OBRIGADA A QUEM INTERVEIO NESTE PROCESSO!



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Casaco de croché para bebé (modelo da Nélia)

Mesmo ainda com uma acentuada falta de força e jeito
no braço esquerdo, consegui fazer este casaquinho.
O que eu segui está aqui , 
no blog Magia do Crochet da minha conterrânea Nélia:
um mimo, desde as cores utilizadas à perfeita confeção.
 Eu tive de utilizar as cores que tinha, em fio de bebé,
para menino e já viram que fiz batota!!!...

Foi um pedido de prendinha de uma visitante do meu blog.
Acontece que, quando fui contactada  nesse sentido,
ainda não tinha fraturado o braço, por isso aceitei.
Nem me lembraria mais do que tinha prometido 
se não tivesse sido alertada para o facto!
Mas fui fazendo... em câmara lenta, um casaquinho prometido. 
Terei de fazer outro, pois a promessa era para dois!
Não sei se o irei conseguir fazer para breve, 
mas irei tentar cumprir a minha promessa.
Preferia fazer em tricô, mas, como estou,
ainda me custa mais manusear duas agulhas
ou mesmo só uma circular.

Preciso das minhas mãos a 100%...e ainda não fiz fisioterapia.
Tenho tantos trabalhos interrompidos e não sei o que será deles... 
principalmente o grande tapete de Arraiolos 
que está muito longe de ficar pronto.

Ah! Se quiserem copiar este casaquinho, 
façam-no pelo correto modelo: o da Nélia.

Daqui vai o meu abraço às minhas 
amigas visitantes.


Correção do PAP deste casaquinho de tricô para bebé

Hoje venho alertar para o erro numa fotografia do PAP deste casaquinho.
O casaco está certo, 
na explicação da foto é que está o erro, 
que já está corrigido.
Foi uma amiga que foi seguindo as fotos e deu pelo lapso na foto.
AQUI :
está a correção e quem salvou o PAP terá de substituir a 5ª foto...
ou não fazer caso e continuar a tricotar...
porque que as malhas estão lá nas agulhas!
SORRY!!!
São coisas que só acontecem a quem as faz!!!...
Obrigada, Maria João, fico contente pela tua atenção!

Ah! Na fotografia está o modelo Luís, 
o meu lindo netinho mais pequenino, agora já com 1 mês.

UM ABRAÇO!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Vestido de tricô para menina de 1 -2 anos (com passo a passo)

Este é o modelo de vestidinho que fiz 
para a minha 1ª neta.
Usei fio azul antialérgico de novelo da Brancal
e branco astro, de meada, 
ligeiramente mais fino e com um certo brilho.
Utilizei, depois de pronto, renda muito fina de algodão.
Inspirei-me neste folheto de publicidade ao fio Stop
que vinha dentro duma revista (?)
e a parte de baixo aparecia feita com riscas azuis e brancas,
do motivo que eu utilizei, 
mas tricotadas no sentido do comprimento.
Por sinal era muito mais bonito, 
também muito mais trabalhoso!...
 Usei agulha circular e comecei pelo decote,
 com 54 malhas.
Agora... toca a tricotar a olho ou... como que se segue!
A parte azul é toda em liga.
O ponto trabalhado a branco chama-se "rosinhas de Portugal",
explicado aqui mais abaixo.
Os aumentos para a parte do peito até às mangas 
são feitos só nas partes azuis,
nas carreiras encostadas ao motivo branco,
até totalizarem o número que passo a indicar:
primeiro ficará com um total de 100 malhas,
depois 160
e o bocadinho com cerca de 4 centímetros antes das mangas, 
com 260 malhas,
até se deixarem em stand by as 50 malhas de cada manga.
 Nessa altura tricotamos 40 malhas, 
enfiamos 50 num fio,
tricotamos 80 malhas,
enfiamos 50 noutro fio e
tricotamos as restantes 40 malhas.
 Tricotamos então as costas e a frente, aumentando 1 malha
nos lados, cada 14 voltas (+ou-) até ficarem 160 malhas.
Fazem-se esses 2 motivos de rosinhas e arremata-se.
 A seguir vão-se buscar as malhas que aguardam num fio
e tricotamos uma manga. 
No comprimento desejado faz-se um motivo branco,
e quando se volta a pegar no azul, tricotam-se juntas 
algumas malhas, até ficarmos com 35 malhas para o punho.
Fazemos o mesmo com a 2ª manga.
Quem quiser pode utilizar a agulha circular 
e tricotar a manga sempre a seguir.
Eu preferi fazê-la aberta, por achar ser mais fácil.
O vestidinho fecha nas costas, com um remate em 
ponto baixo de croché,
fazendo, num dos lados, as casas para os botões.
Depois de pronto cosi uma rendinha muito fina
de puro algodão, franzindo ligeiramente, 
no decote e nos punhos.
 Aqui, para quem não o conhecer, mostro como se faz
o ponto rosinhas de Portugal.
Este modelo, embora inspirado no panfleto publicitário,
acabou sendo criado por mim, há 15 anos.
Quem tem mais prática do que eu
poderá dar largas à imaginação, 
inclusivamente começar por baixo.
Este deu muito trabalho e teve muito uso,
pois as netinhas predominaram...
e ficavam lindas com ele vestido!!!
Por isso está velhinho e ainda agora deu um certo trabalho
para fazer este passo a passo...
a pedido de uma simpática visitante,
que o viu aqui, em 21 de novembro de 2009.
Foi o melhor que consegui fazer! 
Ah! 
As fotos deveriam ter sido colocadas de pernas para o ar...
mas assim ficaram mais compostas!!!
 Um abraço.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Docinhos de chocolate infelizes!

 Hoje resolvi fazer quadradinhos de chocolate. Desconsolo que me deu, talvez por estar sozinha em casa e/ou ter comido sopa de peixe ao almoço. Não sei por quê, mas sempre que como uma refeição assim saudável e prática, uma vez que o peixe é desfiado na sopa e a seguir se finaliza a refeição com fruta…
fico com vontade de comer uma coisa docinha, para estragar tudo!...
Pensei então nos tais quadradinhos de chocolate, que a minha prima me ensinou a fazer. Segui fielmente a receita e o ponto de cozedura estava certo. O tabuleiro estava mesmo ali ao lado, previamente untado, para que o preparado lhe caísse em cima rapidamente, no momento certo.
 Com a mão esquerda sem força e sem agilidade, não consegui despejar a  tempo o chocolate no tabuleiro, o tacho era de fundo duplo e, com a lentidão  da operação, o ponto passou à fase seguinte, não desejada.
Eu não queria queimar-me, queria despejar o conteúdo do tacho sobre o tabuleiro,
coisa que costumo fazer com ajuda ou com as duas mãos 
100% operacionais, 
não tinha força para segurar o tacho , 
por isso o deixei cair sobre o chocolate que já lá estava no tabuleiro 
e que, entretanto, endurecera!
 Quando consegui terminar a barafunda,
 que deveria ter demorado uns 5 segundos 
para o chocolate obter a consistência certa, 
vi que tinham decorrido 5 minutos!
Isto levou o chocolate a enrijecer mais rapidamente,
transformando os quadrados noutras formas, 
deixando boa parte do chocolate já rijo dentro do tacho
e até por fora... quando este mergulhou no tabuleiro. 
Uma desgracinha!...
 O resultado ficou registado e fiz questão de o mostrar, 
para verem os meus desatres!
 Uma parte da rapadura até deu para comer à colher!

 A peripécia daria muito mais vontade de rir se não tivesse sido provocada pela minha inaptidão de trabalhar agora apenas com uma mão, coisa que não me ocorreu quando pensei fazer os deliciosos quadradinhos.
Nem sequer ia deitar frutos secos... eram só de chocolate...
e ficaram esta desgracinha!
Mas nenhum bocadinho irá ficar por comer!!!

Um abraço carinhoso para todas 
as minhas fiéis seguidoras 
e para quem me espreita.
Depois da fisioterapia espero mostrar trabalhos mais perfeitos!!!




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pastéis de doce de ovos e chila

Hoje vou mostrar os pastéis que fiz
utilizando o doce de chila que a Nina me mandou.
 Fiz um doce de ovos:
levei ao lume 8 colh. sopa de açúcar
com 3 colh. sopa de água até fazer ponto de pérola.
Bati 6 ovos e juntei-os lentamente ao açúcar, 
mexendo sempre o preparado ao lume.
Juntei também 3 colh. sopa da mistura de 
amêndoas, nozes e avelãs trituradas raspa de limão
Continuei mexendo até o preparado cozer, ficando uma pasta.
 Cortei a MASSA FILO em quadradinhos de 10cm (+ou-).
Utilizei 2 para cada pastel:
coloca-se na mesa um desses quadrados, 
pincela-se com manteiga derretida,
por cima coloca-se outro quadrado, pincela-se igualmente
e coloca-se uma colh. chá do doce de ovos
e por cima uns fios de chila... da Nina!
Enrolam-se os quadrados com o recheio e apertam-se 
com os dedos, dando-lhes esta forma de rebuçado.
Levam-se ao forno a 180º durante cerca de 20m.
 Polvilham-se os pastéis com açúcar confeiteiro e ...
... agora podem servir-se... ei-los na 1ª fotografia!!!

Um abracinho para as gulosas!...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Doce de chila da Nina

Palavras para quê?...
Para as visitas... é só ver ver!!!
Cá em casa é que foi para comer e regalar!...
 Foi com esta doce prenda, 
da também doce Nina, (merece bem ser visitada) 
que fizemos o lanche das 5 assim... sem cerimónias, 
no dia em que recebi de prenda um grande frasco deste  
doce de chila.
 Aqui, o pormenor para que fiquem com mais água na boca!!!
O queijo flamengo é de S. Miguel, Terra Nostra fatiado
 e liga muito bem com doce,
em cima de torradinhas de pão feito por mim.
O chá era para ser o verde, da Gorreana
também de S. Miguel, mas acabei por fazer de cidreira.
Só vos digo que foi um lanche muito bom.
Pena não ter podido convidar-vos!
Com esta doçura me despeço até à próxima.
MUITO OBRIGADA, QUERIDA NINA.
Um abraço.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como rematar revesilho duplo (2x2) - com passo a passo

Depois de ontem ter colocado aqui 
como arrematar o revesilho (1x1),
a amiga Manuela perguntou-me 
se isto se podia fazer com outro tipo de revesilho.
Pode!
 Este é no revesilho 2x2, mas podemos fazer em 2x3...
é uma questão de entender a lengalenga,fácil, 
como poderão ver na explicação
das fotos seguintes.







Isto é uma das coisas que me fazem feliz:
gostar de ensinar o que sei, 
para que mais pessoas fiquem também a saber. 
Espero que as jovens que agora aprendem 
possam transmitir estas práticas,
para que, no futuro, nada disto se perca.

Um abraço de agradecimento às visitas amigas  
que me têm animado e dado força,
desejando as minhas melhoras.

OBRIGADA!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como rematar um revesilho duplo (1x1) - com passo a passo

Hoje vou mostrar como rematar um revesilho duplo (1x1)
Mas antes vou explicar por que não tenho feito trabalhos manuais.
 Faz hoje 4 semanas que fiz a cirurgia ao braço esquerdo,
 na sequência da queda desamparada que provocou a fratura do úmero.
Ainda não estou bem, não consigo levantar os dedos,
já faço algumas coisas, mas ainda estou muito limitada 
e, por vezes, com dores.

Mas já peguei ao colo no meu netinho Luís
que nasceu no dia 20 e é liiiiiindo!!!!!!

Vou fazendo alguns exercícios com a ajuda da outra mão
e, por certo, terei de fazer fisioterapia.
Já não sei quem me pediu o que hoje consegui fazer,
com alguma dificuldade, e que aqui mostro, 
com a explicação nas fotografias.









 Fica igual dos 2 lados. Aqui mostro o avesso, 
na 1ª foto mostro o lado direito.
Como dá para ver... os pontos estão irregulares
dada a minha limitação.
Mas espero ter satisfeito o pedido feito precisamente
quando eu não estava bem. 

Hoje foi a 1ª vez que toquei nas agulhas de tricô,
mas não conseguirei fazer mais nada por enquanto.

A todas desejo que continuem a passar por aqui.
Agradeço as visitas e os comentários 
sempre encorajadores e carinhosos.

ABRAÇOS.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um pouco de mim... sem agulhas

Um pouco de mim e do que me rodeia… agora que não posso pegar em agulhas.
Não quero fazer comparações… mostro um pouquinho apenas do que sou e como estou.

 No móvel de entrada do pequeno apartamento onde vivo desde 1966, descontando os 7 anos que vivi em Moçambique, tenho as coisas que gosto de ver quando entro em casa: os meus filhos, aqui ainda pequenos, e já nas suas casas, e pecinhas de valor apenas estimativo, que me tocam a alma e onde gosto de ter uma vela acesa.
É o meu minúsculo oratório… a dar as boas vindas a todos os que entram, passando obrigatoriamente por aqui.
Para mim tudo é simbólico e importante, ignorando completamente, de propósito, modas, estética ou o que, por ventura, alguém possa achar piroso.
A fotografia do Senhor Santo Cristo dos Milagres, a quem todo o açoriano que se preze presta homenagem e a quem mesmo os agnósticos recorrem, eu iria jurar, em silenciosa oração, com escondida vergonha, nos momentos mais difíceis da vida.
As hortências são “postiças”, adjetivo que a minha filha mais nova usava, em pequenina, para qualificar as flores artificiais, que de modo nenhum substituem as verdadeiras... mas estão aqui.
A Rainha Santa Isabel, padroeira de Coimbra, que, segundo a lenda, oferecia pão aos pobres, contrariando a vontade do rei D. Dinis, seu marido. Ao ser questionada por ele, num desses dias de oferendas, terá transformado em rosas o pão que levava no regaço.
É uma peça de pura arte popular que me agradou e que comprei há uns anos ao artesão chamado Sapateiro.
Dentro da redoma, a coroa de prata do Divino Espírito Santo, objeto, tenha o tamanho que tiver,  que não pode faltar em casa de verdadeiro açoriano!...
As 3 pequenas peças metálicas, trazidas da Tailândia, Índia e Nepal, como são representação de deuses hindus (Ganesh, Shiva) também têm aqui lugar.

 Assim como o Buda, trazido de Moçambique, pertence a este lugar.
A engraçada miniatura de São Francisco e Santa Clara de Assis, num amigável brinde, veio de Assis, na Itália.
Português é o Santo António da Júlia Ramalho, artesã que seguiu as pegadas da falecida avó Rosa Ramalho, de muito maior valor no mercado, mas onde o traço vai ao estilo da avó.
 E como agora estou sem poder pegar nas agulhas… tenho lido. As minhas mãos estão assim...


Outro tipo de literatura fui obrigada a ler enquanto estudante. Agora gosto de ler os conterrâneos e outros, sem ter de pensar muito. Quero é distrair-me e que o tempo passe depressa… nunca pensei desejar isto nesta idade… mas estou inquieta para saber como irei movimentar os dedos da mão esquerda, neste momento ainda com movimentos muito limitados.

Vou ficar bem… com a ajuda do meu diversificado grupo de  amigos expostos no móvel da entrada de casa… onde não falta a velinha da esperança que não deixo apagar... 
para lembrar que estou a pedir-lhes auxílio na minha convalescença.

 Um abraço a todas as minhas visitas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Casaco de tricô para bebé

Depois de uma ausência forçada... 
cá estou eu a mostrar um casaquinho feito há algum tempo.
Fi-lo para o neto que agora tem 6 anos, 
mas aqui quem o veste é a irmã, 
quando ainda tinha 6 meses.
O colinho... é o da mãe, a minha filha mais nova.
Utilizei fio TUSSAH da Brancal (que já não fabricam), 
mas que eu ainda tenho para alguns trabalhos.

Copiei o modelo duma revista (?), 
quem gostar de o fazer terá de copiar daqui, à vista,
porque não tenho a receita!
A mudança de cores aparecia feita como aqui está, 
vendo-se os arcos do ponto de liga, 
mas depois fiz um outro casaquinho em tamanho maior 
e corrigi o que, a meu ver, era uma exótica batota!...

Agora não tenho novidades para mostrar 
e só daqui a algum tempo terei...
Fraturei o braço esquerdo 
e tenho muito repouso pela frente,
até conseguir pegar, de novo, em agulhas.
Entretanto e só com a mão direita, 
irei espreitando os lindos trabalhos 
das minhas amigas.

Um abraço... não muito apertado...
mas com todo o meu carinho por vós!
Tive muitas saudades vossas!