segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ervilhas com entremeada salgada e ovos escalfados (para principiantes)

Como estamos na época das ervilhas e das favas,
cozinhei desta vez estas ervilhas... mostrando a confeção
para principiantes e para quem as aprecia.
Sim, porque há quem agradeça estas aulas gratuitas...
além de ser uma refeição fácil, rápida, barata...
e cozinhada do mesmo modo por toda a gente!!!
O segredo está na boa escolha dos ingredientes!
Eu gosto muito de cozinhar e este é um prato muito simples.
Comprei esta entremeada salgada de boa origem portuguesa...
 e este chouriço corrente, que prefiro para este prato.
 Foi tudo ao lume num fio de azeite.
 Piquei a cebola e os alhos...
 e deixei alourar.
 Juntei um pouco de vinagre balsâmico...
  depois as ervilhas frescas...
 um pouco de calda de pimenta de S. Miguel - Açores,
juntei água a ferver e uma pitada de sal.
 Depois de cozidas as ervilhas, cerca de 3/4 hora em lume médio,
juntei um pouquinho de agar-agar.
Na cozinha portuguesa não se usa isto,
mas é muito bom para amaciar ou engrossar os molhos.
 É comum usar-se um pouco de farinha maisena.
.
Introduzi os ovos, um a um, ajeitando-os com a colher
e tapei até escalfarem.
Podia ter picado no final uns coentros... mas desta vez não.
 Entretanto fiz um arroz de alho e açafrão, com 1 folha de louro.
 Para sobremesa uns morangos e as primeiras cerejas
já muito boas em sabor e preço!...
Uma refeição vulgar, mas só vos digo que estava ótima!

Este post, como outros que por vezes mostro, estava agendado
para mostrar mais tarde.
Faço isto para gerir da melhor forma o meu tempo, 
 a minha disposição... 
e enquanto não acabo outros trabalhos manuais!...
Sim, porque cozinhar é também um trabalho manual!!!
UM ABRAÇO

domingo, 18 de maio de 2014

Saia preta para menina

Continuando no tema das arrumações,
achei mais um modelo que segui,nos anos 70,
para costurar esta saia para a minha filha mais velha...
já lá vão 40 anos!
Não me lembro se copiei por moldes, mas acho que não!
Nessa altura (e ainda hoje...) gostava de dar o meu toque
e desconfio que o tamanho não seria o adequado.
Mas já não me lembro... e isso agora não interessa!
 Só sei que copiei esta linda saia usando fazenda de lã 
que sobrou da minha capa negra de estudante.
 Forrei-a com tafetá cinzento 
e os pespontos foram feitos com linha quase branca.
O fecho e o colchete ficaram no lado esquerdo, escondidos.
 
 Aqui um pormenor e acreditem que está ainda boa de usar.
A minha filha mais nova também a usou e agora serve
à minha neta de quase 5 anos.
Agora já está calor, por isso aguardará o outono. 
Como tem sido guardada a salvo das traças... 
espero que ainda venha a ser usada pela geração seguinte!
Como tem as alças compridas, 
acompanha o crescimento da menina que a usar.
E como é preta, combina muito bem com tudo.
Por hoje acaba aqui a minha nostalgia!!!
Mais recordações aparecerão na sequência das arrumações.
Veem agora por que guardo estas coisas?
Acreditem que me transportam no tempo aos dias grandes...
em que eu fazia tantas coisas... tão depressa...
e ainda sobrava tempo para ir ao cinema!
Muitas pessoas dirão
 " comprado feito é mais prático".
Lá isso é!!! 
Mas não iria provocar a bonita sensação que neste momento sinto!...
UM ABRAÇO


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Chicharros assados na sertã com açorda

Na receita que hoje vou mostrar devia ser utilizada a sertã de barro não vidrado, tradicional dos Açores. Eu tenho uma mas não posso utilizá-la no fogão, porque este ficaria em péssimo estado. Por isso, meninas ou meninos que queiram experimentar esta receita, usem uma daquelas frigideiras antiaderentes que ainda não tiveram coragem de deitar no lixo!!! Resulta bem: não é frito nem grelhado, por isso não deixa a casa a cheirar a peixe durante três dias!… 
E podem ver que é muito saudável.
Também tenho de explicar que, nos Açores, 
chicharros são os carapaus pequenos, 
aqui no continente são conhecidos por jaquinzinhos!
Temperam-se com sal e passam-se por farinha de milho. Vão a assar, como mostro, em lume médio para não ficarem queimados logo à primeira!
Com duas espátulas de madeira viram-se e põem-se a assar do outro lado, espremendo levemente com a espátula, para retirar um pouco do líquido do interior do peixe.
Se virem que não estão assados por dentro, podem virá-los de lado, como mostro, para que não fiquem crus por dentro.
E estão prontos! Para prato tradicional dos Açores, teriam de ser servidos com molho de vilão ou molho verde ou outro molho qualquer… desde que leve azeite! Eu optei por não fazer molho nenhum! O fígado precisa de descanso!
Como tinha pão duro, resolvi fazer uma açorda. Tenho boa hortelã  na varanda, mas ontem comprei coentros e foi o que utilizei, para dar um toque alentejano a uma receita açoriana. Alguém da Europa, de África… terá povoado as ilhas … assim como alguém (nós, os portugueses!!!) terá trazido do oriente os temperos exóticos que nós habilmente introduzimos na nossa culinária.
 
A açorda é muito fácil de fazer… eu diria que será mais difícil gostar dela! Eu gosto imenso, faço-a de várias maneiras, esta levou um ovo que misturei rapidamente já com o lume apagado. Mas alhos tem de levar em abundância. Por isso tenho esta pedra do rio com que os esmago e retiro, ou não, a casca antes de os levar a alourar. E essa pedra tem de estar sempre à mão, porque é nela que também afio as facas! 
Tenho esmagador de alhos e afiador de facas… mas tenho as minhas manias!!!...
Depois de empratar ficou assim... mas tenho a comunicar que, além destes cinco, comi outros tantos!!! Estavam tão bons... que não resisto a mostrar-vos um peixinho por dentro!
Aposto que os açorianos... e outras pessoas de outros lugares...
 que virem este post vão querer confecionar esta receita. 
Façam-no! 
É uma boa refeição e fica baratinha!
UM ABRAÇO

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Casaco de tricô para menina (qualquer tamanho)

Há muito tempo mostrei AQUI um casaco que tricotei para a minha mãe. Foi mais um dos muitos que fiz neste modelo, alguns com pequenas outros com grandes alterações, porque eu nem sempre tinha à frente a receita, e ia fazendo como calhava. Este ficou assim:
Hoje, em dia de pachorra para arrumações, depois de me ter descartado de alguns pares de sapatos que já não usamos e ter organizado as caixas com os que iremos usar (será???)... deitei mãos à secção de revistas antigas, umas em caixas, outras já reduzidas a páginas escolhidas e cortadas de outras revistas, devidamente arquivadas em pastas, resultado de anterior arrumação. E assim, com o intuito de reduzir espaço de arquivo, fazendo desaparecer tralha... acabei por encontrar coisas que julgava já não existirem! Fiquei contente e ainda não é desta vez que vão para reciclagem!
A receita do casaco original está aqui, em forma de foto!
Já só há esta folhinha da revista, sem explicações.
Quem quiser reproduzi-lo terá de copiar... olhando!!!
Acho que nunca fiz nenhum exatamente igual, mas amarelo fiz!
Todos sofreram uma ou outra alteração 
e tricotei-os em diversas cores para as minhas filhas,
para amigas, em diferentes idades e tamanhos.
Nos anos 70 fiz um para mim, igual ao da minha filha!
Para finalizar o post, vejam como o casaco ficava bem na minha mãe!
No dia do seu 97º. aniversário, 30 de setembro de 2013,
5 meses antes de falecer, estava tão bem disposta
a beber um licorzinho e nessa altura dizia com frequência:
"nunca pensei chegar a esta idade"... e dava uma gargalhada!
Tenho muitas saudades e agora só me resta nunca mais a esquecer!
Entretanto irei fazendo as coisas me ensinou... até conseguir!
Nem imaginam os trabalhos bonitos e perfeitos
que saíram destas mãozinhas habilidosas,
aqui já deformadas... mas ativas até aos 80 e tal anos.
UM ABRAÇO


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Casaco de tricô para menina - tam. 12 - 13 anos

O casaco que começou AQUI já está terminado... 
assim como as peripécias de que foi alvo!
Digamos que deu tanto trabalho... para tão fraco resultado!!!
O povo diz, com razão: tanta parra... para tão pouca uva!!!
E o resultado vai a seguir, nas fotos nada favorecedoras!...
Digamos que este é um post que não convence...
que é um post que mostra o que não condiz muito comigo:
a obra bonitinha e o mais perfeita possível!
Aqui, entre os botões é que se vê a tragédia do faz e desfaz!
E ficou bem comprido, a pedido,
pois o casaco destinava-se a uma neta que, entretanto, 
ficou com mais de 1 metro e 70 nos seus lindos 17 anos e meio! 
Vou guardá-lo, bem guardadinho...
e sairá em alguma oportunidade, para alguém que goste muito dele!!!
Só o mostrei agora, depois de pronto, para verem que o que eu contara anteriormente era verdade.
No meio de tal aventura própria de pessoa de uma certa idade... pode ser que alguma moça se aventure por entre estes torcidinhos, que até são bonitos, valorizando uma peça de tricô mais feliz do que esta!
Espero mostrar obra melhor da próxima vez!
E espero também comentários francos... mesmo a desancar!!!
UM ABRAÇO

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Bolo de limão e amêndoa

Este foi o bolo de amêndoa que fiz, depois de ler algures na net uma receita de bolo de laranja feito na trituradora. Como nunca tinha utilizado a trituradora para bater bolos, resolvi experimentar. Mas o copo da minha trituradora está avariado...
já não me lembrava disso...
mas tenho uma picadora.
O problema era que não iam caber lá todos os ingredientes da receita, 
a qual iria levar as habituais alterações!
Também só tinha uma laranja e eram necessárias duas. Limões tinha muitos e bons, oferecidos por um amigo nosso. 
Bem! Eu não ia deixar de fazer o bolo por causa disso!
 Foi então que triturei estas amêndoas , na quantidade indicada no recipiente que utilizo como medida de 1 chávena.
 "Triturei" 4 ovos com 2 chávenas mal cheias de açúcar amarelo.
 Juntei meia chávena de óleo...
 ... e depois 2 limões assim cortados:
Claro que quando comecei a triturar vi que iria transbordar. Parei e despejei tudo num recipiente estreito e fundo e puxei da varinha mágica antes de deitar 2 chávenas mal cheias de farinha e uma boa colher de sopa de fermento.
  Depois foi só um toque de magia! Apenas num minuto 
ficou tudo muito bem picado, triturado e batido!
Trabalho... tive-o foi depois a lavar tanta tralha que utilizara antes!
O bolinho ficou assim antes de entrar no forno 
e cozeu a 175º durante 35 minutos.
 À saída do forno, lindo, dourado, cheiroso... e depois delicioso!
 Por dentro ficou assim, também muito bom.
E aqui o pormenor do bolo que, para quem gostar de limão e amêndoa, será uma delícia.
Cá em casa a receita foi aprovada e o meu marido comeu logo duas fatias com um pouco de queijo.
E sabem? Vou utilizar mais vezes a varinha mágica em vez da batedeira, na confeção de bolos.
Gostei muito de ter aprendido isto!!!
 UM ABRAÇO

sábado, 3 de maio de 2014

Biscoitos de limão

Nos Açores comi uns biscoitos de limão deliciosos, apesar de um pouco rijos. Ótimos para molhar no chá quente da Gorreana… mas realmente rijos sem o recurso ao referido mergulho. A oportunidade de os experimentar surgiu hoje, em substituição do bolo de fim de semana. Lembrando-me ainda dos ingredientes do rótulo da embalagem dos biscoitos e com a sugestão de várias receitas que espreitei na net, só acrescentei o bicarbonato de sódio e decidi sobre as quantidades, até achar que ficariam como os que eu comera nos Açores. Eu queria tender argolas mais perfeitas... mas saíram assim,
... por isso fiz outros assim:
Depois de misturar com as mãos, amassei muito bem os ingredientes 
e deixei repousar durante 20 minutos esta bola de massa:
 
* * *
500gr de farinha de trigo
180gr de açúcar
150gr de manteiga
3 ovos
raspa e sumo de dois limões médios
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
* * *
1ª. fornada... acabadinha de sair!
Com toda a minha modéstia...
só tenho a dizer-vos que não ficaram iguais aos que comi nos Açores:
ficaram melhores... 
mais macios e mais saborosos.
Experimentem! Vão gostar muito com um chazinho!
UM ABRAÇO