domingo, 25 de setembro de 2011

Voando para S. Miguel... desta vez com um primo

 O tempo estava muito bom e a viagem foi ótima.

Perto da ilha apareceram nuvens e depois o céu cinzento a ofuscarem o brilho e os vários tons de verde 
da linda paisagem que, normalmente, nos encanta logo à chegada.

Fotografei uns segundos antes do avião tocar no chão e agora assinalei a vermelho a nossa casa.
  
Ainda só fui duas vezes ao mar, mas tomei muitos banhos, porque o sol estava muito quente.

Encontrei amigas que não via há quase 50 anos e outras pessoas que vou vendo quando cá venho.
As primeiras ficaram silenciosamente admiradas com a minha mudança física …
é que passaram 50 anos ... para todas nós!… 
Adorámos encontrar-nos, ao fim de tanto tempo, 
com lembrança bem viva de coisas tão engraçadas que se passaram então.

Chegada a casa encontrei a minha mãe e o meu irmão muito bem 
para os anos que já contam.

 A casa assinalada a vermelho é a nossa, aqui em S.Miguel.
Mas olhem que o edifício grande é um hotel...
a casa está entre riscos vermelhos e é bem mais pequena!

Na foto abaixo está assinalado o sítio onde costumo ir nadar. 
Depois coloco mais fotos.
O modo de colocar aqui as imagens e o texto está diferente, 
por isso só hoje consegui dar sinal de vida.

Um grande abraço daqui para todas as visitas!
Ah! As miniaturas de croché não foram feitas por mim 
e não tenho o gráfico!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Miniaturas em croché, com linha nº 80

Hoje resolvi mostrar umas pecinhas de croché
feitas por uma amiga da minha Mãe,
há muitos anos... talvez uns 75... bem à vontade!...
Até sei que foi a senhora que casou os meus Pais, pelo civil,
a 1 de outubro de 1937,
um dia depois do 21º. aniversário da minha Mãe, quando,
para que isso acontecesse,
foi "raptada " pela minha Avó paterna!...

Coloquei ao lado a fita métrica para vos dar a noção do tamanho das peças.
Naquela altura deviam servir para enfeitar uma gola
ou prender um xaile... não sei.
Eu devia ter usado goma para que as cestinhas ficassem mais direitas,
mas tenho receio de usar produtos que possam deteriorar estas obras primas.
Coloquei-as aqui para quem se quiser inspirar
nas prendinhas de casamentos ou batizados.
podendo colocar-lhes dentro um bombom ou um miminho!

Não sei que uso lhes dar, além do que lhe lhes vou dando:
mostrar trabalhos muito antigos, autênticas relíquias!
Aceito sugestões enquanto as guardo numa caixinha,
como até agora,
indo espreitá-las, de vez em quando,
para me deliciar com estes trabalhos que já ninguém quer fazer.

Agradeço as visitas e os comentários deixados.
UM ABRAÇO.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pano de tabuleiro bordado a hardanger

Entretanto fiz mais este pano de tabuleiro,
de que também não tenho o gráfico.
Para acabar depressa, fiz um ponto de cruz e desfiei.
Já está... como dizem as minhas netas pequeninas!...
Eu chamo a isto preguiça de quem borda!...
Uma bainha aberta ou um recorte em hardanger
teria enriquecido a simplicidade do bordado,
mas naquele serão eu estava mesmo preguiçosa!...

Não ficou nada de especial, nem deu muito trabalho,
mas irei dar-lhe utilidade nos Açores.
Servirá para isto:
levar uma comidinha a quem não pode, às vezes, ir à mesa.
Mas o tamanho do prato é batota... apenas para criar ilusão ótica!
O prato é de sobremesa,
dando para ver que o pano não é assim tão grande!...
O conteúdo foi o que a minha netinha comeu ao almoço,
depois da sopinha e antes da fruta.
Agora que estou na maré de hardanger,
porque é fresco e viciante,
irei fazer outro, mas mais elaborado, para uma oferta de jeito!

Obrigada pelos vossos comentários.
Aquele abraço!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pano de tabuleiro bordado a hardanger

Eis o resultado do que comecei há dias e mostrei aqui.
Como referi, folheei umas revistas e acabei por tirar
uns pontinhos daqui... uns pontinhos dali.
Se tivesse de fazer outro, fá-lo-ia diferente...
talvez melhor!
Mas este saiu assim e vai ser oferecido, com muito carinho,
a uma jovem amiga.

Como não tenho o gráfico, poderão ampliar as fotos
se quiserem fazer um idêntico.

Abraço quem me visita...
e ainda mais quem deixa aqui umas palavrinhas!
Obrigada!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Colete de croché

Este foi um colete que fiz, para mim, há alguns anos,
quando ainda era magrinha!...
Como a minha neta mais velha tem o nome igual ao meu
e, por acaso, gosta da peça,
ficou sua herdeira e gosta de o usar.
Com 14 anos, gosta de vestir o modelo feito pela avó
e acho que lhe fica mesmo bem.
Utilizei fio de meada de linho da Brancal e agulha 3 , penso eu!

Foi inspirado numa das "Mãos de Fada" muito antigas,
do tempo da minha Mãe,
do ano do meu nascimento...
É por isso que não consigo deitar fora certas coisas!...
Aqui mostro o pormenor do arremate e em baixo,
algumas das tais revistas.


Este é mais um exemplo das relíquias que gosto de conservar
e de ver por perto.
Se alguém estiver interessado em alguma amostra antiga
de croché, ponto de cruz, grilhão e matiz
para toalhas, cortinas, centros de mesa ou outras coisas,
pode ser que eu encontre nesta minha coleção e,
encontrando, poderei colocar aqui as fotos.

Obrigada pelas visitas e pelos comentários sempre tão simpáticos
de algumas visitantes.

Um abraço!



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pano de tabuleiro bordado a hardanger, ainda em projeto


Este é um pano de tabuleiro que estou a bordar em hardanger.

Como muitas vezes faço,

folheei um monte de revistas e acabei por fazer de cor!

Uns pontinhos daqui… uns pontinhos dali…

e está nascendo isto.

Ainda vou fazer mais uns pontos, mas não trouxe o bastidor.

Não me peçam o gráfico… porque não o tenho!

Se alguém gostar do modelo poderá ampliar a foto e fazer igual.

É fácil, mas não podemos enganar-nos na contagem dos pontos.



Depois de pronto ficará bem melhor... garanto!
Editei estas fotos só para marcar presença...
daqui da Praia de Quiaios, hoje com orvalho e nevoeiro,
mas onde as temperaturas são bem mais baixas do que em Coimbra,
como convém!...
Além disso, tive aqui os filhos e netos todos juntos.

Quero também agradecer as visitas
e os gentis comentários deixados com tanto carinho.

ABRAÇO-VOS!

domingo, 24 de julho de 2011

Manta de quadrados de croché, terminada no 3º aniversário do blog


Acabei a manta de quadrados de croché
mais depressa do que esperava,
graças à descida da temperatura máxima dos últimos dias
e à tromboflebite
que me obrigou a uma imobilidade forçada...
mas infrigida... suavemente... com a ajuda da meia elástica!
Resolvi fazer assim os cantos da parte inferior,
para quando quiser colocá-la como colcha e não arrastar no chão.
Mostro os pormenores do arremate, muito simples.
Ficou com 317 quadradinhos e
com a medida de 2,60 x 2,30 m.
Quem gostar de fazer igual, poderá consultar aqui
o passo a passo.

Agradeço os comentários de quem me visita
e me estimula a continuar a fazer estas coisinhas!
Um abraço!

Salada de atum à Teresinha


Ficou assim a minha salada de atum, que,
pelo aspeto, dá para ver como a fiz.

Cozi este macarrão integral, com ervilhas, cenouras aos cubinhos
e algas (demolhadas segundo a indicação do pacote).

Deixei escorrer e juntei uma lata de atum bom petisco.Enfeitei com umas tirinhas de pimenta da terra
(natural dos Açores... como o atum!!!),
umas azeitonas transmontanas, caseiras,
e dois montinhos de couve roxa em juliana.

Reguei com um fio de azeite dos Avidagos (Trás-os-Montes)
com 0,3º de acidez, de colheita das oliveiras da família.
Garanto que ficou uma refeição fresca, leve e muito saudável,
acompanhada de um copinho de vinho tinto, é claro!!!

Um abraço!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como fazer desenhos no tear (tearete tridente / weavette loom / weave it)

Hoje vou aqui indicar o link que eu consultei
para aprender a fazer desenhos no tear de pregos

(tearete tridente ou weavette loom)

e mostro alguns quadradinhos que fiz.

Mostro-vos também, onde tenho o passo-a-passo
de um quadradinho liso, aqui no blog.

Depois de fazermos um liso
entendemos melhor como se fazem os desenhos.


Estes dois não ficaram muito bem porque o fio é um pouco fino
para a medida deste tear, que eu própria fiz.

Os desenhos surgem quando "saltamos" os pontos entrelaçados.
A 1ª. e a última voltas terão de ser entrelaçadas 1x1,
ou seja, sem saltar!...
Com a prática acabamos por ir criando os nossos desenhos...
... é uma questão de imaginação!

Espero, deste modo, ter esclarecido quem me pediu ajuda.
Na net encontram muita informação sobre isto.
http://dasmaosdateresinha.blogspot.com/2010/07/manta-para-alcofa-de-bebe-feita-no-tear.html

http://dasmaosdateresinha.blogspot.com/2009/06/manta-pequena.html

http://www.eloomanation.com/pdf/LoometteWeaves.pdf

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A camisa de dormir



A camisa de dormir

O F. ia a Lagos, dar uma ação de formação, e eu ia acompanhá-lo, como fazemos quando ele vai para longe, por alguns dias.
Procurámos na net onde iríamos ficar: tinha de ser bom, económico e perto do centro e do local onde iria decorrer o curso. E assim foi!
Chegados ao hotel,
desfiz a mala e verifiquei que me tinha esquecido de levar
a camisa de dormir…
coisa que às vezes acontece, uma vez que, para o F.,
raramente levo pijama: ocupa espaço e depois ele não o usa!

Só por uma noite, o caso ficaria assim, e ficou mesmo,
mas por várias… teria de resolver o problema.
Assim, no dia seguinte, fui procurar camisas de dormir,
bem fresquinhas porque estava calor.
Corri várias lojas e não encontrei nenhuma que me agradasse:
ou tinham fibras e eram quentes, ou não eram macias e picavam,
ou eram de fibras sintéticas… elétricas,
não havia de cambraia e eu acabei por desistir.

Então lembrei-me de confecionar uma:
para isso precisava de tecido e linha, porque eu tinha na saca dos bordados agulha, dedal e tesourinha.

Depois de mais umas voltas encontrei um tecido bem fresco e,
apesar do padrão não ser muito bonito,
acabei comprando-o porque era muito macio.
Tive de comprar também uma fita de viés para as alças e linha da mesma cor.

Depois da longa busca sob um sol bem quente regressei ao hotel e deitei mãos à obra. Quando comecei a cortar o tecido com a minúscula tesoura de recorte de richelieu, a dita quebrou!
Como eu já estava ao fresco, à paisana..., isto é, sem roupa… não tive paciência para me vestir e ir à receção pedir uma tesoura maior. Mesmo assim fui cortando e lá consegui talhar as cavas. Depois foi só coser à mão, com ponto atrás, deixando uma racha para eu movimentar melhor a perna esquerda que fica sempre ao léu, a fitinha a arrematar as cavas e as alças.


O resultado foi este e nessa noite já dormi bem composta e fresquinha.

Mas para não ficarem a pensar que as minhas camisas de dormir
são todas assim,de patega…
mostro também uma que fiz, de cambraia com rendinhas de algodão
e que ficou bem lindinha e macia!...

Nesta utilizei a máquina de costura, como é evidente!...


Tenho dito!
Abraço quem teve paciência de ler esta peripécia!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Brinquedos antigos... e memórias!

Hoje resolvi mostrar-vos alguns dos meus brinquedos...
os que eu consegui salvar das mãos dos 3 rapazes, meus irmãos!
Só para verem até onde ia a imaginação, certo dia,
o Luís e o Hugo, resolveram brincar aos senhores dos talhos.
Pegaram num serrote e foram cortando aos bocados
o grande cavalo de cartão, onde podiam cavalgar... parados!
Espatifaram-no todo para poderem vender a carne no talho!...
Imaginem a cara da minha mãe quando viu a cena!...

Agora imaginem o que eu tinha de fazer
para salvar as minhas bonecas das cirurgias,
quando os 2 resolviam brincar aos médicos!...
Ainda assim, chegaram a operar...
ou melhor, autopsiar algumas!!!

Nos Açores, eu costumava brincar na falsa (sótão),
onde construía a casinha com caixas de cartão,
fazendo várias divisões, recortes para as janelas que, por vezes,
levavam cortinas feitas com as rendas e fitas antigas,
que a minha mãe guardava em caixas de lata pintadas.
Outras vezes brincava às visitas com a minha mãe:
visitávamo-nos, fingíamos que tomávamos chá nas minhas loucinhas
e a nossa conversa era sobre as nossas filhas!
Eu contava-lhe o que faziam as minhas meninas
e a minha mãe falava da sua,
dizendo que não queria comer, que ficava muito preocupada,
não fosse ela adoecer...

Agora as minhas netinhas podem também brincar,
mas sempre sob o olhar atento da vovó...
não vão elas estragar ou partir as relíquias que,
um dia, poderão também chegar às mãos das netinhas delas!

Aqui a mobília de quarto alentejana: pintada com flores garridas.
A máquina de costura que cosia de verdade.
Mas era a minha mãe que fazia os lençóis, as colchas, os naperons
e as roupinhas para as bonecas,
porque eu ainda era muito pequenina.

Aqui é a mobília do quarto de jantar.
Foi feita por um carpinteiro que se ia casar.
Fez a miniatura da mobília que contruiu para o casal
e como os meus pais iam ser os padrinhos,
resolveu oferecê-la à menina!

Aqui sou eu com a Margarida, já aqui mostrada no blog.


E já que estou a referir coisas tão antigas,
não resisto a mostrar o meu caracol, ainda hoje guardado numa caixinha.
Mais tarde o meu cabelo ficou muito escuro.
O caracol ainda na cabeça da Teresinha!...
Por hoje já chega de recordações!
Não vos quero aborrecer com tantas memórias minhas.
Só vos digo que, por mim, ficaria muito mais tempo aqui sentada
a relatar estórias da minha longa vida...
com a perna estendida, a ver se curo a tromboflebite
causada por um acidente doméstico... há 18 dias!...

Abraço-vos e fico à espera da vossa opinião,
se acharem que mereço!...