sábado, 3 de junho de 2017

Casaco modelo Teresinha2 - tamanho 0-3 meses

Desta vez tricotei um casaco só para ensinar como o fiz!
Baseei-me no meu outro modelo e ficou assim... lindo!!!...

Fui tricotando e escrevendo o que ia fazendo e,
depois de lerem o passo  a passo, 
encontrarão nas fotos a sequência que fui registando.
O fio é pouco elástico por isso deixei o ombro aberto
e só o cosi depois. No meu outro modelo costumo
unir o ombro apanhando as malhas dos dois lados,
mas esse processo só (me!) fica perfeito 
quando o fio tem uma certa elasticidade.
 Cosendo o ombro.
 Fica assim e aqui também se vê a carreira das 24 m 
levantadas para a manga.
Usando um fio um pouco elástico não se nota nada,
assim vê-se, mas depois de vestido mal se nota! 
 Como veem, este modelo fica só com a costura da manga.
Feito em liga, servirá ao bebé por 3 meses.
 A seguir indico as carreiras encurtadas (as que voltam para trás).
 E aqui está pronto!
Eu usei fio que tinha em casa (Astro da Brancal), 
com agulha circular nº 4.
Se quiserem fazer um casaco maior poderão ajustar o fio
ao número das agulhas 
ou ainda poderão fazer mais malhas e mais carreiras.
Penso que não é difícil de fazer, mas quem o copiar
tem de ter já alguma experiência em tricô.
Copiem! 
Ficou muito elegante e este vai ser doado.
Agora fico a aguardar a vossa opinião!
Foi assim que me distraí ao longo de vários serões,
deixando para a posteridade as minhas obras!
UM ABRAÇO 
 Casaco para bebé recém-nascido
(modelo meu a que chamei Teresinha2)

1 - Lançar 56 malhas e tricotar 4 carreiras de nós de liga. Depois:
2 - tricotar 24 m em meia e as restantes 32 em liga;
3 - tricotar 32 m em liga e voltar para trás em liga;
4 - tric. 56 m em liga; - repetir;
5 - 32 liga, 24 meia;
6 - 56 liga; - repetir;
7 - 24 meia, 32 liga;
8 - 32 liga e voltar para trás em liga;
9 - 56 liga; - repetir;
10 - 32 liga, 24 meia;
11 - 56 liga; - repetir;
12 – repetir da 7 à 11 por + 2 vezes;
13 – 24 meia, 32 liga;
14 – 32 liga e voltar para trás em liga;
15 – 56 liga;
16 -  aumentar 6 malhas e tricotar as 62 em liga até 12 carreiras de nós de liga, contadas a partir daqui;
17 – aumentar 24 m no lado do outro aumento para iniciar a 1ª. manga e tricotar em liga essas 24 m + outras 24 e suspender num alfinete as restantes 38 malhas;
18 – aqui começa a tricotar a 1ª manga com 48 malhas em liga, tricotando 2 malhas juntas a duas malhas do começo e a duas malhas do final de cada uma das seguintes carreiras: 4ª., 7ª., 10ª. e 13ª., até ficar com 40 malhas na agulha;
19 – tricotar 27 nós de liga e na 28ª. tricotar alternadamente: *1 liga, 2 juntas em liga*, até ficar com 27 m na agulha;
20 – tricotar 4 carreiras de nós de liga e arrematar.
21 – levantar as 24 malhas da manga (ver foto), tricotá-las e apanhar as 38 malhas do alfinete;
22 – tricotar as 62 malhas em 12 carreiras de nós de liga, sem pegar nas outras 12 do ombro, que se irá coser no fim; (se preferir pode ir pegando nas malhas do ombro, no final de cada carreira, ficando com ele já  fechado, mas isto só fica perfeito quando o fio tem alguma elasticidade);
23 – matar 8 malhas para fazer a frente do decote e começar o motivo do canelado, igual ao já feito nas costas, mas com 22/32 malhas;
24 – depois do 8º. canelado em meia aumentar 8 malhas para tricotar o 2º. ombro em 12 carreiras de nós de liga;
25 – aumentar 24 malhas para iniciar a outra manga e suspender as restantes no alfinete;
26 – copiar a outra manga repetindo da alínea 18 à 21;
27 – tricotar o outro lado das costas: matar as 6 malhas do decote e iniciar o canelado 24/32, como na outra parte das costas;
28 – tricotar 4 carreiras de nós de liga, fazendo as casas para os botões e arrematar;
29 – coser as mangas;
30 – levantar 66 malhas no decote, tricotar 4 carreiras de nós de liga, (não esquecendo de fazer 1 casa) e arrematar, terminando assim um lindo casaco para bebé pequenino!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Porta garrafa

Farta de retalhos... eu ia arrumar tudo e olhei para os seis quadrados!
De tecido com desenhos rústicos, sobras de dois individuais que ficaram a aguardar por dia de paciência para os acabar, os quadrados olharam para mim... e fizeram-me lembrar o que se havia passado há algum tempo, quando oferecemos a um amigo uma garrafa de whisky, 
como prenda de aniversário. 
Era um whisky bom, mesmo muito bom, como assim o merecia
o nosso grande amigo. Embrulhado em papel de prenda, 
com laçarote e tudo, o presente foi entregue ao aniversariante,
que, saído da piscina para efusivamente o receber, 
agarra no embrulho ao mesmo tempo que abraça o meu marido.
Por entre a manifestação de afeto e agradecimento
esgueira-se papel abaixo a preciosa garrafa por entre o abraço molhado,
estilhaça-se a seus pés, vertendo o seu néctar de elevada graduação!
Ninguém ficou ferido, mas a perda foi sentida com alguma tristeza,
quer pelo aniversariante, quer pelo convidado.
Para que isto não volte a contecer, deitei mãos à obra e fiz
porta garrafas para quando formos conviver com os amigos, 
quiçá para oferecer a amigas que lhes queiram dar a mesma função.
Copiei o modelo por um que tinha visto numa loja.
Agora farei mais alguns com tecidos diferentes que ainda tenho
e serão alusivos a aniversários e ao natal.
Sem ser um presente, acaba por ser engraçado e informal,
características que fazem parte dos convívios e petiscadas
com os nossos amigos, em sã camaradagem,
sem cerimónias nem salamaleques... 
em calções e à beira da piscina!...
Podia ter sido acolchoado, mas a ideia é só proteger a garrafa
para que não volte a estatelar-se mais nenhuma no meio do chão!...
O que acham? 
UM ABRAÇO

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dois casacos de tricô para bebé (tam. 0-3 meses)

Já tricotei estes dois casacos há algum tempo, mas só hoje os mostro.
Aqui 
explico como se faz este modelo. Parecendo difícil, não é!
Só tem um "segredo" no ombro, mas já o desvendei
e poderemos aplicá-lo noutros casacos... que é o caso!
O casaco que explico fica um pouco maior, mas o tamanho
poderá ser ajustado quer na espessura do fio e agulhas,
quer na quantidade de pontos e carreiras.
Quem já sabe tricotar poderá copiar e aplicar outros pontos.
E como tinha estas botinhas para menina... juntei-as na foto!
A seguir (não parece o mesmo... mas é!) fotografei-o aberto 
para mostrar como começa com um ponto e acaba num ponto.
Depois é só levantar e tricotar as malhas do decote
e fechar as mangas.
 Aqui estou a fechar as mangas de um dos casacos,
mas neste apliquei a técnica de voltar para trás na cintura,
como assinalo com as setas azuis. Fica mais elegante!
A técnica do ombro está assinalada a branco.  
 Nenhum destes casacos será para netos meus...
mas, oportunamente, ambos irão vestir bebés lindos!
Entretanto acabei um outro casaco que estava esquecido num saco!
Dará para outro post... já que, por aqui, o calor já se faz sentir
e a lentidão vem associada a ele!...
Não tenciono parar só porque está calor, 
mas terei de me dedicar a trabalhos mais frescos.
Espero que gostem e copiem estes modelos.
São como os que geralmente faço e gosto imenso de os tricotar
em liga: o ponto que acompanha o cresimento do bebé!
O meu neto Miguel ainda veste o casaco de recém-nascido
e já está com 5 meses e 16 dias!!!
Vejam:
Que tal?
UM ABRAÇO

sábado, 20 de maio de 2017

Pegas, panos de cozinha e tear tridente

Eu comento que não tenho feito quase nada de mãos...
mas na verdade agora vou mostrar o que tenho feito
ao longo do tempo em que não publiquei nada aqui.

Falta de vontade... preguiça... desmotivação...
não sei bem por que não tenho publicado mesmo o pouco
que tenho feito... sim, porque ao serão
tenho sempre agulhas entre os dedos. 
À tarde tento desenferrujá-los sobre o teclado do piano,
mas nesta ocupação fico triste com a perda de agilidade!...

Fiz dois casaquinhos de bebé, mas hoje mostro estas utilidades
para oferecer às amigas... quando me dizem que gostam muito!
Chegando o tempo quente não pego em lãs, 
mas não fico parada!
 A nossa amiga Nina 
-  minha muito querida amiga Nina -
dotada de soberbo talento e inesgotável energia,
entre inúmeras outras qualidades, 
tem-me dado imensas ideias. (Obrigada, querida!)
Já tive aquela energia e ideias... mas sem a sua exuberância!
Já me sinto com falta de ideias e pouca energia,
mas a minha musa inspiradora dá-me alento
e transporta-me ao tempo em que eu fazia tudo... quase tudo!...
Na poupança sou como a Nina! Não deito nada fora!
Aproveito todas as migalhinhas nas receitas de culinária, 
todos os retalhinhos nas costuras, todas as pontinhas de fios
nos tricôs e crochés 
e com restinhos de algodão tenho feito o que agora mostro:
pegas para as asas das panelas e para as tampas, sim,
tenho algumas que aquecem!
 Na Ravelry encontrei estes panos de cozinha e desde então
 tenho feito muitos para mim e para oferecer.
São ótimos para limpar a bancada e o fogão, 
têm de ser feitos com algodão/trama, sem fibras sintéticas.
Quando não tenho nada que fazer... faço estas coisas
sem olhar para as agulhas que deslizam entre os fios
enquanto vejo cinema na TV.
 Este dos restinhos com amarelo, 
foi tricotado com três fios finos que dobei juntos.
Durante arrumações mergulhei no baú das linhas antigas
e meti mãos à obra.
 Mostro os quadrados do tear tridente que eu própria construí.
Usei fios esquecidos e vou agrupando em montinhos de dez
enquanto penso no que farei a seguir com eles!
 Estes quatro quadrados com 30cm de lado 
aguardam envio para mantas solidárias.
 Não podia acabar melhor este post:
uma das minhas netinhas de 7 anos que quis aprender
esta técnica com a vovó! 
Muito habilidosa, observou, pegou e teceu!
Na próxima "aula" irá aprender a entrelaçar o fio no tear
antes de tecer. 
Em casa poderá fazer mais, porque eu fiz-lhe também um tear.
Agora, depois de análises, consultas médicas, visitas à família,
convívios com colegas e amigos de muitos anos,
ida à capital por duas etapas e com regresso pelas capelinhas...
vou ver se consigo retomar a rotina visitando os vossos blogues
e também não deixando arrefecer os meus!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Blazer

Não sou pessoa muito interessada em moda.
Compro roupa só quando preciso e não só porque gosto!
Vou usando o que ainda me serve 
e fico contente quando visto roupa com muitos anos:
quer dizer que não engordei... mais do que já estava gorda!!!...
Desta vez achei que precisava de um blazer à medida.
Faço umas costurinhas, mas casacos... nem me atrevo!...
A modista aqui perto de casa está velhota e já não costura.
De vez em quando eu metia-lhe nas mãos tecidos 
e a senhora chegou a fazer-me umas roupinhas muito giras!
Para este casaco lembrei-me da nossa amiga Mira
que costura muito bem, por trabalhos que vi da sua autoria.
Eu estava à espera de poder mostrar-vos o meu casaco novo
quando saísse com ele, mas como não saí a modos de o usar...
fotografei-me quando cheguei a casa e o vesti para ver como ficava!
Fica muito bem!
Numa saída para perto da capital do norte, onde fiquei vários dias, 
resolvi colocar o tecido nas mãos da Mira 
e confiar no seu gosto: quem costura sabe o que se usa!
Tirou-me as mediiiiiidas... e eis o resultado:
uma nova fatiota e eu toda janota... 
pronta a desfilar!
 Durante as provas sempre passámos um tempinho juntas
e os maridos ficavam a conversar sobre literatura
enquanto a Mira me ia acertando os centímetros!...
O Luís, seu marido, possui uma vasta e rica biblioteca, bem como
uma invejável coleção de discos de excelente música erudita.
A foto mostra como a Mira é uma pessoa meiga e alegre.
Gostei muito dos momentos passados com este simpático casal.
Um dia destes saio para estrear o meu lindo casaco novo!
Obrigada, Mira!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Torta de espinafres com queijo creme e salmão fumado

Cinco dos meus netos (os do meio!) iam passar o fim de semana connosco.
Eu queria estar com eles a maior parte do tempo possível!
Tratei de fazer comidinhas do agrado de todos para depois
só ficar a olhar para eles!...
Entre outras, fiz o meu Colchão de noiva,  (com alterações!), 
e desta vez inspirei-me numa receita que vi na TV:
coloquei espinafres no polme e quando saiu do forno,
recheei-o com queijo creme e salmão fumado.
Ficou assim e, a seguir, vou dizer como o fiz com estes ingredientes:
para o polme:
1 molhada de espinafres
3 ovos
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
3/4 chávena de farinha de trigo
1 colher de café de fermento
1 chávena de leite
2 dentes de alho
1 pitada de sal
para o recheio:
1 embalagem de queijo creme philadelphia (150g)
2 embalagens de salmão fumado (200g...?)

Cozi os espinafres, escorri-os muito bem, apertando-os, e...
 ... triturei-os com 3 gemas, 2 dentes de alho, sal, óleo...
 ...farinha e leite.
 De seguida envolvi as claras em castelo e levei ao forno,
na forma quadrada do fogão...
... como a seguir mostro:
 Depois de cozido, cerca de 3/4h, 
(mais tempo do que a receita sem os espinfres!),
virei por cima dum pano húmido, espalhei o queijo creme
aos pedacinhos  e depois as fatias do salmão fumado.
 Enrolei  e coloquei na travessa.
 Ficou muito macio e saboroso...
 ... pois provei logo ali as aparas das bordas! HUM!!!
Os netos gostaram muito e é receita que irei repetir.
Inspirei-me numa receita que vi num programa de TV.
Por vezes, enquanto tomo o pequeno-almoço, vejo na TV
programas de culinária... e tiro ideias para o almoço!
Nem todas as receitas que vejo me agradam,
mas esta despertou-me a atenção e fez-me lembrar a torta da Gracinha!
Quem não gostar de espinafres poderá fazer doutra forma.
Os netos gostam, porque o Popeye os comia para ter muita força!...
UM ABRAÇO

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pano de tabuleiro com bordado

Hoje acabei este pano que resolvi oferecer-me!
Costumo tomar o chá das cinco e transporto a chávena no tabuleiro com panos de bandeja que abundam na gaveta.
Mas apeteceu-me fazer este!
Quando, em pequenas, aprendíamos a bordar nas aulas de Lavores, punham-nos nas mãos um pedaço de linho para fazermos panos de tabuleiro! Era coisa pequena para acabar depressa... quando se acabava! Acho que isto aconteceu com todas as meninas  da minha geração, que agora rondam a minha idade. E bordei este pano não por falta dos referidos, mas porque resolvi copiar o desenho das três chávenas que a minha mãe me tinha deixado trazer da nossa casa de Ponta Delgada, deixando lá seis.
As chávenas são assim grandes, antigas, fininhas... 
como eu gosto para me consolar a beber um chá!
Reproduzi a olho o desenho da loiça e bordei apenas um ramo ao meio, por achar que nos cantos qualquer bordado ficaria tapado. O resto estava muito branco, por isso inventei uns arabescos que bordei a ponto pé de flor. Ficou assim muito simples, mas muito do meu agrado!
Para escolher as linhas fui pesquisar dentro da caixa que herdei duma grande amiga de família, a avó dos meus primos. Ainda organizadas por esta querida e saudosa amiga encontrei os tons das linhas ainda enroladas em cartões que, a certa altura me despertaram a curiosidade. Desenrolei um restinho de linha e desdobrei o cartão: era um convite para um baile no carnaval de 1946! E outro cartão era da participação dum casamento, em 1958. Lembro-me que a minha mãe também enrolava as linhas, mas em cartões que recortava.
 
Não conseguirei gastar todas estas linhas, mas irei utilizá-las em trabalhos que, depois, me irão lembrar a pessoa a quem pertenceram. As minhas filhas já não conheceram, mas irão lembrar-se do que eu lhes transmiti e irão dar utilidade a estas verdadeiras relíquias.
Este foi um post com cheiro a antigo, duma pecinha tão singela, de aparência insignificante, 
mas de grande valor para mim.
Estas são as pequenas coisas a que eu tanto me apego e me fazem reviver um passado agora já tão distante.
 As minhas linhas, já mais modernas, estão assim organizadas e foi com elas que bordei o meu quadro a ponto de cruz e que vou mostrar no fim.
 Foi com elas linhas que bordei este meu orgulho:
espreitem!
 UM ABRAÇO