A minha marmelada anterior ficou nos Açores.
Esta, com um pouco mais de marmelos, fica por cá.
A receita da marmelada é quase como as receitas do bacalhau:
pode-se cozinhar de imensas maneiras e todas elas são boas...
embora algumas sejam melhores do que outras!!!...
Já tentei fazer marmelada na panela de pressão,
por indicação de um amiga. A cozinha ficou de pantanas...
os salpicos que jorraram pelo pivô da panela
chegaram ao teto da cozinha... e ainda apanhei um susto,
além da canseira de ter de limpar tudo muito depressa,
antes que secasse! Foi cá uma experiência!!!...
Faço a marmelada como sempre vi fazer em minha casa,
à moda antiga!
Já devem ter reparado que faço muitas coisas
à moda antiga... não me importo nada se dão mais trabalho!
Também me adapto facilmente às novas tecnologias...
desde que o resultado final me convença realmente!
Voltemos, então, ao século passado:
eu cozo os marmelos com uma pitada de sal,
depois, com a concha, retiro a água
para a juntar às cascas e caroços que usarei para fazer a geleia.
Junto o açúcar correspondente ao peso dos marmelos crus,
às vezes deito menos um pouco de açúcar, mas estes marmelos
eram um pouco ácidos e azedos, por isso coloquei
o mesmo peso de açúcar. Não deitei canela.
Depois de levantar fervura baixei o lume e fui mexendo
de vez em quando
para que a compota não pegasse no fundo do tacho.
Quando está pronta (a olho!!!), trituro-a com a varinha mágica
(eis uma bela invenção a substituir o passevite!)
Fica assim cremosa, brilhante e saborosa.
Deixo-a arrefecer...
... recorto umas rodelas de papel vegetal para cobrir as tigelas
que seguirão para a despensa... até ao próximo assalto!!!
Já comemos dela, com queijo Terra Nostra, da minha terra...
e posso assegurar-vos que está muito boa.
Quem quiser poderá vir cá a casa confirmar!...
Até ofereço também um chá verde da Gorreana!
A geleia já está pronta... mas vai ser agendada para outro dia.
Tenham um resto de dia feliz, doce... e com muita saúde.
UM ABRAÇO








