quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ainda as papas laberças... e mais umas coisinhas!...

Fico espantada comigo... confesso!
Então eu, que sou açoriana, nascida em Ponta Delgada,
na linda ilha de S. Miguel... é que dou a conhecer aqui 
as papas laberças... originárias da Beira Alta?!...
O meu pai nasceu na cidade da Guarda, foi para S. Miguel 
muito pequeno, eu não conheci a minha avó paterna, 
mas gosto de cozinhar, como ela. 
E como a minha mãe nos criou com comida ótima,
sinto que herdei esse gosto de ambos os lados.
E a propósito quero mostrar-vos esta foto:
Aprecio boa comida e a portuguesa é a melhor, sem dúvida!
Mas gosto de experimentar sabores diferentes. 
Como já estive em muitos lugares nos 5 continentes, 
faço, às vezes, pratos exóticos.
É raro seguir uma receita à risca... e, pelos vistos,
a minha avó também, pois fazia as papas laberças
com couves e não com nabiças!
Fui para a net e indico-vos o que encontrei
 AQUI e AQUI,
cuja leitura esclarecerá os mais interessados na nossa
tradição gastronómica.
Se era comida de pobres ou de ricos... que importa?
Sei é que estas papas acompanham muito bem peixe frito
e também se comem com carne, como li.
Hoje experimentei com cebola, alho, tomate e
resto de carne estufada, depois juntei a couve de por fim
a farinha de milho amarelo. Fiz assim:
 Fiquei espantada comigo, sim! E também contente 
por dar a conhecer coisas que, afinal, nem todos conhecem
por serem tão antigas.

E se eu lhes disser que tenho o 1º. automóvel do meu pai!
Está a restaurar, o meu MORRIS MINOR de 1931...
UM ABRAÇO

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Papas laberças

A minha ascendência paterna é oriunda da cidade Guarda.
A minha avó, que eu não cheguei a conhecer,
 cozinhava muito bem e dela ainda tenho um livro de receitas.
A minha mãe, que conviveu com a minha avó, aprendeu algumas 
que depois me transmitiu. 
O prato que hoje mostro, da  Beira Alta,
foi ensinado pela minha avó à minha mãe
É muito simples e é um dos que às vezes faço, 
porque gosto muito de tudo o que leva milho.
Na foto seguinte o prato é pequenino... e depois de rapar o tacho
eu tinha de saber se estaria bom de tempero!...
Estava!!!
Aqui vai a receita, só para quem gosta:
 cozi couves migadas para caldo verde, com uma pitada
de sal e um fio de azeite.
Num pouco de água fria desfiz umas 4 colheres de sopa de 
farinha de milho de moagem não muito fina (esta é dos Açores)...
 ... e juntei, mexendo sempre, à couve já cozida.
 Continuei a mexer até a farinha cozer, formando uma papa assim:
 Untei com azeite um recipiente largo e verti as papas, 
alisando com o garfo.
 E estavam prontas! 
 Comem-se frias, ou poderão aquecer-se numa frigideira.
Claro que eu não resisti e ainda as provei morninhas!
Este é um bom acompanhamento de peixe.
Neste caso foi cavala escalada em papelote,
que mostrarei depois.
Cá em casa todos gostam, e acaba por ser uma alternativa
 ao arroz, massa ou batatas.

Ah! E este post traz um bónus:
o picô feito por mim num pedacinho de linho muito antigo 
fiado pelas tias do meu marido, em Trás-os Montes.
Também é fácil.
UM ABRAÇO

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O meu molotof de hoje!

   Hoje a minha filha mais nova faz 36 anos
e esta é a sobremesa da sua preferência.
Até diz que o meu pudim molotof é o melhor de todos!...
Não será o caso de hoje!!!...
Mas como eu costumo dizer e quase sempre me acontece...
quando quero apresentar o meu "melhor"... sai o meu
assim assim... quando não sai mesmo uma desgracinha!!!...
Como quase sempre, faço a receita a olho.
Ligo o forno a 180º, ponho ao lume um pouco de açúcar 
com um pouco de água a fazer ponto queimado.
Entretanto bato as claras e quando começam a fazer bolhas
vou sacudindo o açúcar diretamente do pacote para as mesmas,
batendo sempre até tudo ficar assim:
 Aqui o açúcar a fazer ponto:
 Nesta fase é preciso cuidado: não deixar queimar muito o açúcar,
mas este até ficou de menos... com a preocupação das fotos!
É que, de repente, o açúcar queima e fica amargo,
não se podendo usar.
 Este ficou loirinho e havia de ter ficado mais ruivo!
 Após 5 minutos de cozedura, desligo, abro a porta do forno
e deixo arrefecer o pudim naturalmente, dentro da forma.
Só depois de frio o volto para o prato.
E é assim que a Raquel gosta: sem molho, sem mais nada.
Agora não sei o que fazer ao colesterol daquelas gemas!
Às vezes faço fios de ovos (fios?...rsrsrs... serão mais cordas!)
Ainda vou pensar!!!...
"A mãe já tem feito melhor!"... talvez ouça!
Mas como é dia de festa a aniversariante vai comer caladinha,
como a mamã dela ensinou!
UM ABRAÇO
Ah!... e de manhã ainda pintei esta porta que estava
a precisar de tapar as misérias!...
Ainda está a secar para depois levar as cortinas dos vidros.

domingo, 8 de setembro de 2013

Salmão fumado com tortilha simples

Hoje começo pelo fim! 
Pode não ser muito bonito... pode não parecer bem...
mas só assim posso mostrar como esta refeição estava boa!...
Quando chego a casa, depois de alguns dias fora,
vou à procura do que dá para uma refeição diferente.
Tinha no frigorífico um pacote de salmão fumado, 
que iria ser comido com o quê?...
Logo pensei na tal comida diferente: tortilha espanhola!
Só que, desta vez, tínhamos regressado de Espanha! Oh!!!
Mas lá não comi nenhuma nem as vi tão bonitinhas como esta!...
Minto: no nosso piquenique, no parador com uma bela vista sobre Toledo, um velhote espanhol, muito simpático, acompanhado por duas senhoras, também velhotas (assim como eu!), encetou uma animada conversa connosco. Como estávamos a comer, ofereci as minhas pataniscas de bacalhau, que lhe despertaram curiosidade. Não conhecia. Aceitou 3 e retribuiu com um pouco da tortilha (salgada!) do seu farnel.
Voltando à minha: a cebola ficou loirinha... 
mas essas coisas escuras são ervas aromáticas da minha varanda. 
Nem sei o que é... 
porque o papel espetado num pauzinho com o nome da dita erva
voou!!!...
Mas cheira e sabe muito bem!
A tortilha não tem ciência, ainda assim tive de aprender a fazê-la
com uma querida amiga espanhola.
Como a que aprendi, só levou as batatas, cebola, 
(acrescentei as tais ervinhas anónimas... serão tomilho?!)
e os ovos... claro.
O pão com sementes de papoila, feito por mim, 
1º. na máquina e depois cozido no forno,
passou por uma frigideira com 1 fio de azeite e ficou assim:
experimentem!
Não é propriamente um prato para emagrecer...
acho que também não engorda!...
Foi o que nos soube bem neste dia, à hora do jantar.
UM ABRAÇO



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Chapéu de ráfia em croché

Ao mesmo tempo que tricotei o casaco de bebé
fui crochetando este chapéu em ráfia (ou fibra idêntica!)
Numa ida ao chinês, única loja aberta na praia, encontrei este novelo
( elucido : 
FIO PORTUGUÊS, FABRICADO EM VIZELA - PORTUGAL)
e logo pensei fazer com ele um chapéu. A agulha também lá estava.
Escolhi o tamanho a olho... e o meu marido afiou-a a meu jeito...
 não fosse eu cortar um dedo com a faca!
 Ainda assim foi muito difícil crochetar!... 
Tive de fazer um grande esforço, dadas as minhas dificuldades:
do lado esquerdo, 
a fratura do úmero, que levou ferragens, 6 parafusos e 15 agrafes;
do lado direito,
 o golpe no dedo mindinho, que levou 3 pontos e lesionou o tendão.
Sobre estes dois acidentes passou 1 ano, 
mas as restrições de movimentos ainda é notória... e isto ainda dói!...
Mas completei o chapéu numa tarde... 
... e levei-o a passear até Espanha, onde estava muito sol e calor.
Ao fundo, Cuenca, linda cidade, património mundial da UNESCO,
com as suas casas "colgadas" sobre altas ribanceiras.
É o primeiro chapéu que não me faz transpirar: é bem arejado!
Feito a olho, muito vulgar, ficou pela módica quantia de 0.99€, 
já que a agulha de 1,5€ servirá para outros trabalhos.
PS: se o quiserem copiar (duvido!!!...) comprem o fio
de fabrico português, mas na retrosaria ali da esquina! 
Não fiz este chapéu para levar às festas...  
mas festejo sempre que cubro a cabeça com ele!!!
UM ABRAÇO

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Casaco de tricô para bebé (tam. 3 meses) - com PAP

Depois de longa ausência em matéria de tricô,
eis que aparece um casaco para um bebé que irá nascer
em S. Miguel, daqui a 6 meses.
Este é o 1º. trabalho de outros que farei.
A mãe é uma jovem e sei que tudo o que eu puder oferecer
 será recebido com o mesmo carinho que coloco em cada ponto!
A seguir mostro as várias fases que fotografei e anotei.
Sei que, quem o quiser copiar, não terá dificuldade.
Só é necessário saber tricotar!...
No final mostro a foto da folha dos apontamentos que fui tirando
à medida que ia tricotando... passada a limpo, claro!...
Se encontrarem algum erro... agradeço que mo mostrem,
para que eu o possa corrigir.
É que o casaco foi começado ao serão, em Coimbra,
acompanhou-me até à praia, foi fotografado com luz,
com nevoeiro, com interrupções para leitura de umas páginas 
para descansar os dedos... e tinha de dar atenção aos netinhos!...
Pelo meio, ainda fiz um chapéu em croché!...
 Como a explicação inscrita nas fotos não corresponde exatamente 
ao que aparece tricotado, mostro a seguir o passo-a-passo:
 Já mostrei aqui no blogue um modelo idêntico.
Este é cópia do original, que conservo, feito pela Tia Rosinha,
há 70 anos! 
É um modelo fácil e muito conhecido.
Podemos aplicar-lhe várias alterações, 
como torcidos ou até outros pontos mais elaborados.
QUERO AGRADECER AS VISITAS E COMENTÁRIOS
A QUE NEM SEMPRE RESPONDO!...
DESCULPEM E ACEITEM O MEU 
 ABRAÇO